O Soul Kitchen & Bar, de assinatura angolana e comida de fusão, localizado em Lisboa, na zona do Príncipe Real, quase a completar um ano de portas abertas ao público, comemora a data alterando o conceito do espaço para um restaurante galeria.

O espaço situado no n.º 76 da Rua Cecílio de Sousa, composto por duas salas distintas separadas por porta de correr envidraçada, foi planeado de forma a que os clientes se sentissem em casa, “por isso, é que trocámos os assentos habituais por poltronas e na estética do espaço incluímos estantes de livros, pois queríamos que os clientes desfrutassem de uma experiência e não somente de uma refeição”, revela Fernando Rosa, gestor do restaurante.

Depois de ter passado pelo mundo da moda e futebol, Fernando Rosa, dedicou-se a projectos de restauração da família de Isabel dos Santos em Angola, tal como o café Delmar, o Doo Bahr e o Mirage & Brisa Café até que resolve implementar o seu projecto de sonho em Portugal, com pratos e cocktails de autor onde a preservação dos sabores autênticos de cada ingrediente são a chave do sucesso. O proprietário do restaurante afirma que “todos os pratos foram pensados para terem expressão e obrigatoriamente tinham que ser reconfortantes. Além disso, reúne o mesmo número de inspirações gastronómicas que os países que visitei enquanto futebolista, de modo, a servir todos os gostos, tal como os cocktails foram elaborados para fugirem aos cocktails tradicionais, pois todos eles têm uma base simples mas são preparados com toques irreverentes e inspirações de Luanda”.

“Estamos prestes a fazer um ano de existência e tínhamos que criar algo novo no restaurante, porque temos clientes dedicados que nos acompanham desde do começo e que estão habituados a serem brindados com novidades regulares. Modificar por completo a carta não fazia sentido, muito menos a decoração do espaço, pois todos os meses fazemos ajustes e trazemos para a mesa novos pratos e cocktails. Por isso, tinha que ser algo que fosse ao encontro da filosofia do restaurante, mas que fosse notório o suficiente para trazer para a mesa novas discussões”, revela Fernando.

“Sempre estive em contacto com a arte seja ela na cozinha ou fora dela. Admiro a poesia de criação e as cores dos sonhos de quem cria, portanto reunir no mesmo espaço estas duas formas de arte é enaltecer todos aqueles que criam e dão liberdade ao sonho para se expressarem. Para começar este novo conceito de restaurante-galeria tinha gosto e intenção de encontrar um artista que bebesse da mesma energia que o Soul Kitchen & Bar e, além disso, que fosse português e com uma linha contemporânea. Foi quando dei de caras com o Francisco Fernandes, mais conhecido como Xicofran, considerado como um dos grandes talentos no mundo artístico da sua geração, por se dedicar a explorar o tema do Jazz e a cidade de Lisboa. Fiquei rendido com o equilíbrio das telas e os magníficos pontos de luz, tal como a forma que consegue representar o movimento preconizado pela silhueta de um músico, mais concretamente do músico de Jazz, transpondo para a tela o arrastamento dos gestos e toda a vibração dos instrumentos”, conta Fernando.

Após esta primeira exposição inaugural de conceito, o restaurante vai servir de galeria para artistas e novos artistas que queiram ter um lugar para expor as suas obras sem custos, numa troca de sinergias onde a arte vai imperar no espaço e tempo.

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A Turbilhão é uma revista semestral, especializada na área da Alta Relojoaria e do Luxo.

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