Depois de mais de duas décadas ao serviço da Omega, Raynald Aeschlimann assume agora as rédeas da empresa. Perante o desafio, o novo presidente e CEO da marca mostra-se determinado em manter a Omega na posição cimeira da indústria relojoeira e assume como principal objectivo a certificação Master Chronometer da maioria dos relógios da marca até 2020.

Está na Omega há mais de 20 anos. Tornar-se CEO da marca era o próximo passo natural?

Bom, um passo natural fá-lo soar um pouco fácil de mais e casual. Não foi apenas uma questão de esperar tempo suficiente para reivindicar o lugar cimeiro. Os meus 20 anos na empresa tinham que adicionar algo tangível; duas décadas de serviço dedicado que podiam ser medidas em termos de performance.

Qual a sensação de se ser o CEO de um dos mais importantes membros do Grupo Swatch?

É emocionante, profundamente avassalador e, por vezes, assustador. Ser presidente e CEO de uma marca tão icónica é um desafio enorme, porque por muito que eu necessite de continuar a levar a marca para a frente, não posso nunca esquecer o passado. Qualquer inovação tem que ter em consideração o rico legado da marca. Para isso, tenho imensas pessoas extraordinárias ao meu lado e nunca me sinto a remar sozinho.

Estando na marca há tanto tempo, o que pensa que pode adicionar à Omega?

Trago comigo um conhecimento profundo de como a empresa funciona em todos os níveis, desde as primeiras ideias de design, à produção e distribuição. Possuo por isso, se quiser, uma visão a 360 graus. Sou também uma pessoa muito apaixonada e extrovertida e gosto de pensar que o meu entusiasmo é contagioso. É muito importante dar às pessoas a confiança de que precisam para assumir riscos.

Que tipo de mudanças podemos esperar consigo no comando?

Estes são tempos muito desafiantes, especialmente na Europa, por isso quaisquer mudanças que sejam feitas não podem ser saltos cegos para o desconhecido. Tendo dito isto, é importante ser-se corajoso. Se eu tivesse que resumir os meus planos de forma simplificada, diria que podem esperar uma reorientação cuidadosa e pensada da marca em direcção a mercados jovens ou emergentes.

Stephen Urquhart chegou à Omega em 1999 para apresentar o escape Co-Axial e deixou a empresa com esse escape em todas as colecções. Qual o seu objectivo, enquanto CEO da marca?

O meu objectivo é certificar a maioria dos nossos relógios como Master Chronometers até 2020. Isto significa que quase todas as peças do tempo Omega que apresentarmos no mercado terão passado os exigentes testes estabelecidos pelo Instituto Federal Suíço de Tecnologia (METAS). Este é o mais alto nível de teste relojoeiro da indústria, se não do mundo.

 Saiba mais na edição impressa da Turbilhão

PARTILHAR
Directora/Editor in Chief | Revista Turbilhão