Entrevistas / Perfis – Revista Turbilhão https://turbilhao.pt A Arte de Viver o Tempo Wed, 04 Mar 2020 17:26:44 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.4.1 Grégory Dourde https://turbilhao.pt/gregory-dourde/ Mon, 27 Jan 2020 12:09:00 +0000 https://turbilhao.pt/?p=21053 Enquanto os relojoeiros passam uma enorme quantidade de tempo a encontrar formas de manter a água fora dos relógios, a HYT, não só traz os líquidos para dentro das suas peças do tempo, como os utiliza para indicar as horas. A Turbilhão falou com Grégory Dourde, CEO da HYT, para descobrir o que inspira a […]

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Enquanto os relojoeiros passam uma enorme quantidade de tempo a encontrar formas de manter a água fora dos relógios, a HYT, não só traz os líquidos para dentro das suas peças do tempo, como os utiliza para indicar as horas. A Turbilhão falou com Grégory Dourde, CEO da HYT, para descobrir o que inspira a marca a criar relógios inovadores e qual a abordagem filosófica da HYT face ao tempo e à forma de o exibir.

A HYT estabeleceu uma reputação graças à forma de exibir o tempo através de líquidos. O foco mudou desde então?

Em 2012, introduzimos uma maneira inovadora de indicar a passagem do tempo com a ajuda de um dispositivo fluídico patenteado, que levou mais de dez anos para se tornar realidade. O nosso foco permaneceu o mesmo desde então: desafiar o status quo e continuar a ultrapassar limites. O que certamente mudou nos últimos dois anos foi o facto de já não considerarmos os nossos relógios como “guardas do tempo”, mas sim como “contadores do tempo”.

Por que é que a utilização de fluídos é um conceito tão interessante para a HYT?

A nossa exibição fluídica oferece novas perspectivas em termos de relojoaria. Qualquer que seja a cultura, a percepção humana do tempo é fluida. Tal como um rio, o tempo é um fluxo imparável que não se pode suspender. Usamos dois fluidos diferentes para exibir o tempo. Um é colorido, o segundo é transparente. Um mostra o tempo decorrido, enquanto o outro ilustra um tempo ainda por vir. O ponto de encontro entre eles é o AGORA. Com dois líquidos progredindo dentro de um capilar de vidro, é preciso apenas um olhar para visualizar instantaneamente o passado, futuro e presente. Já não se trata apenas de indicação das horas, mas a passagem do tempo em si. No imediato, agendas e smartphones sobrecarregados são a referência absoluta em termos de precisão, enquanto os relógios HYT oferecem uma oportunidade muito necessária para nos reconectarmos com o verdadeiro significado e valor do tempo.

 

Os relógios HYT possuem um equilíbrio entre tecnologia e design. Como conseguem incorporar ambos?

Os nossos relógios estão no cruzamento entre arte e ciência. Representam o melhor dos dois mundos. Mas começar do ponto de vista científico ou artístico seria uma abordagem errada para alcançar o equilíbrio. O design é um processo que tem pouco a ver com desenhar algo visualmente agradável. O design exige que façamos as perguntas certas e tentemos encontrar as melhores respostas possíveis. Por mais que os nossos dois líquidos sejam imisturáveis, mas complementares, há uma tensão visível entre mestria artesanal e alta tecnologia, inovação e tradição, ser vanguardista e, ao mesmo tempo, permanecer intemporal. Nenhuma força existe sem um contador. A criatividade está bem no meio.

Quais são os principais pilares de design de um relógio HYT?

Em 2017, introduzimos uma nova linguagem de design que ajudou a redefinir a nossa marca. Com a colecção H0, o nosso objectivo era capturar a essência da HYT, colocando o nosso dispositivo fluídico no centro das atenções. O nosso caminho criativo foi como um processo arqueológico. Tivemos que remover camadas sucessivas até descobrir a verdade nua. Enquanto isso, essa estética elegante, de vanguarda e discreta transformou-se na assinatura da marca.

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Frederico Valsassina https://turbilhao.pt/frederico-valsassina/ Tue, 26 Nov 2019 11:46:38 +0000 https://turbilhao.pt/?p=21539 Rodeado de arquitectos desde que se conhece, Frederico Valsassina haveria de cruzar-se “naturalmente” com plantas de edificação e desenhos técnicos. Actualmente assina projectos de referência, de diferentes escalas, em áreas tão diversas como a reabilitação, equipamentos ou turismo A arquitectura esteve sempre muito presente na sua vida. Mas de que forma surge a paixão por […]

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Rodeado de arquitectos desde que se conhece, Frederico Valsassina haveria de cruzar-se “naturalmente” com plantas de edificação e desenhos técnicos. Actualmente assina projectos de referência, de diferentes escalas, em áreas tão diversas como a reabilitação, equipamentos ou turismo

A arquitectura esteve sempre muito presente na sua vida. Mas de que forma surge a paixão por esta área multidisciplinar?

Eu nasci numa família de arquitectos! O meu avô materno, a quem estive sempre muito ligado sentimentalmente, era o Arquitecto Raúl Tojal, e grande parte dos seus amigos, como Keil do Amaral, Adelino Nunes, Faria da Costa e Jorge Segurado, também eram arquitectos. Vivíamos em Colares, no Bairro dos Arquitectos, construído por eles. Portanto desde tenra idade que ouvia falar sobre arquitectura. No fundo, a minha paixão pela arquitectura advém de uma consequência natural da minha maneira de ser e do enquadramento socioeconómico que a minha família do lado materno apresentava.

 

E como nos apresentaria o seu percurso profissional?

Sem rodeios, posso dizer que o meu percurso de arquitecto foi feito de oportunidades que foram surgindo de uma forma natural. Quando finalizei o curso dos liceus entrei para o curso de Pintura/Escultura da Escola Superior de Belas Artes em Lisboa, transferindo-me, uns anos depois, para o curso de Arquitectura, que termino em Julho de 1979. Já licenciado, colaboro com vários ateliers, e crio o meu próprio gabinete nos finais dos anos 80.

 

Assume que a abertura e a proximidade dos seus projectos à comunidade e ao passante são um factor essencial e transversal a todos os espaços que projecta. De que forma esta abordagem influencia a sua arquitectura?

Não concebo “fazer” arquitectura isolada da realidade. Esta disciplina é, e será sempre, para ser vista, utilizada e julgada pela comunidade onde se insere. Quanto mais integrada, melhor responde ao meio onde está incorporada, qualquer que seja a sua dimensão.

 

Qual é, então, o papel que atribui à arquitectura enquanto elemento de valorização dos espaços e das experiências que proporcionam?

Considero que não é o sítio que faz a arquitectura, mas sim a arquitectura que faz o sítio. O seu enquadramento ligado à poética do sítio e a necessidade da fácil apreensão dos novos espaços pelos seus utilizadores serão garantes de um bem-estar geral.

HERDADE DO FREIXO

E, relativamente ao universo do enoturismo, de que forma a arquitectura pode aportar valor a estes projectos?

No caso do enoturismo, é essencial perceber e estudar o processo de produção e cruzar a funcionalidade com a qualidade dos espaços onde se insere.

 

No caso concreto da Adega Herdade do Freixo (2016), situada no Redondo, vencedora do Prémio Construir 2017, da Menção Honrosa Premis FAD 2017, e ainda galardoada pela Archdaily como Building of The Year 2018, na categoria de Industrial Architecture, o que era importante perceber antes de se avançar para o projecto?

A Herdade do Freixo apresenta-se como uma paisagem tipicamente alentejana, ondulante, diversificada e com interessantes pontos de vista sobre a envolvente. Pontuada por aglomerados de zambujeiros, oliveiras e azinheiras, concentra ainda numa das suas elevações um Monte, identificado por construções tipicamente rurais que o definem. A morfologia do terreno existente foi, assim, determinante para a definição do projecto, tornando-se imperativo mantê-la inalterada, ainda que sujeita a uma intervenção com este volume de construção. Toda e qualquer intervenção não poderia pôr nunca em causa o equilíbrio encontrado no local.

HERDADE DO FREIXO

De que forma se conseguiu respeitar esse equilíbrio?

A Adega surge na continuidade da paisagem, fundindo -se com toda aquela extensão. O cruzamento funcional, a relação interior/exterior e natural/artificial denunciam a existência de um pressuposto interior, com o qual não temos contacto visual imediato. Surge como um acidente artificial, cujo anonimato se vai perdendo à medida que se percorre, permitindo circuitos diferenciados que se cruzam no cerne da intervenção, o pátio central, elemento aglutinador de todas as circulações. Apostou-se numa transição fluida e sequencial dos espaços que se pretende que comuniquem física e visualmente. Estes sucedem-se, proporcionando, à semelhança do que acontece na topografia da herdade, vistas sobrepostas, diversificadas, que indiciam que existe mais para além do que está directamente ao nosso alcance. A linguagem depurada das formas arquitectónicas tira assim partido do efeito cénico do edificado, cativando o visitante e convencendo-o a percorrer a totalidade dos espaços, de modo a perceber-se o todo e entender a hierarquização funcional entre eles, distinguindo e individualizando cada uma das zonas industriais e sociais que o compõem.

 

E no que respeita à funcionalidade do espaço?

Na produção, a opção de enterrar a Adega, projectando -a em vários pisos a mais de 40 metros de profundidade, permitiu que se utilizasse a força gravítica no processo de vinificação, respeitando assim as massas vínicas e utilizando as mais avançadas e inovadoras técnicas de enologia. Foi ainda possível, por este motivo, criar as melhores condições térmicas para a conservação dos vinhos, dada a redução da amplitude térmica e aos valores baixos de temperatura.

 

Falando agora de reabilitação, área na qual o seu nome é uma referência incontornável, como vê a reabilitação urbana enquanto forma de prolongar o tempo e de tornar as cidades apetecíveis para as novas gerações?

A manutenção de edifícios cria não só um espaço de memória, mas um respeito pela história e desenvolvimento das cidades, assumindo-se como projectos muito desafiantes. Aliás, o desafio da reabilitação é inesgotável, pois cada edifício é sempre um caso único, não repetível, e as dificuldades que nos apresentam pouco têm que ver com a escala e complexidade do projecto.

 

Há algum projecto que destaque nesta vertente?

Sem dúvida as reabilitações do quarteirão da Avenida da Liberdade com a Rua Rosa Araújo e o edifício da Avenida da República nº 37, que foi considerado a melhor reabilitação do ano de 2017. Estas duas reabilitações, para além do respeito pela memória das pré-existências e do local, conseguiram criar “um habitar” consentâneo com a presente época.

 

Quais os grandes nomes da arquitectura que serão sempre uma referência para si?

Num universo mais distante, é inquestionável a influência que teve o trabalho de Mies Van de Rohe. Num universo próximo, sou um apaixonado pela arquitectura de Siza Vieira.

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“O tempo tem o seu próprio feitio” https://turbilhao.pt/daniela-ruah/ Wed, 30 Oct 2019 14:22:52 +0000 https://turbilhao.pt/?p=21094 Os primeiros passos na representação foram dados em terras lusas, mas a grande aventura estava apenas a começar. A viver nos EUA, hoje, Daniela Ruah possui uma carreira de sucesso e é amplamente conhecida do público internacional pelo papel na série norte-americana NCIS: Los Angeles. A actriz luso-americana é o rosto desta edição da Turbilhão […]

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Os primeiros passos na representação foram dados em terras lusas, mas a grande aventura estava apenas a começar. A viver nos EUA, hoje, Daniela Ruah possui uma carreira de sucesso e é amplamente conhecida do público internacional pelo papel na série norte-americana NCIS: Los Angeles. A actriz luso-americana é o rosto desta edição da Turbilhão e fala-nos sobre a sua carreira, família e sobre a forma como gere o seu tempo. 

Desde que foi viver para os Estados Unidos da América, em 2007, tornou-se conhecida do público americano, apaixonou-se, casou, teve dois filhos… Neste momento, há mais coisas que a ligam a Portugal ou aos EUA?

Os países não competem na minha cabeça nem no meu coração. Tenho uma ligação familiar aos dois lugares, já que cresci em Portugal e tenho família muito chegada ainda no nosso país. Por outro lado, tive os meus filhos e estou a educá-los nos EUA por isso também sinto uma grande conexão com América do Norte. É também uma questão de sobrevivência; se não nos adaptarmos ao sítio onde vivemos nunca seríamos felizes. Tenho demasiadas coisas positivas e bonitas que me mantêm ligada ao dois países para poder escolher entre um ou o outro.

Em que aspectos somos realmente diferentes dos norte-americanos?

É difícil comparar os dois povos. Digo isto porque os EUA tem um população de 330 milhões de pessoas dos quais grande parte tem origens estrangeiras, logo é difícil falar dos Americanos como uma só entidade e não como uma mescla de hábitos culturais. No entanto a política Americana é muito diferente da Portuguesa e isso influencia a forma pensar de um povo para o outro.

Camisola Milk Cashmere, na Stivali. Relógio Cartier Santos Esqueleto, Anel Djula, Anel e Aliança Graff, na Boutique dos Relógios Plus

Costuma partilhar alguns dos costumes portugueses com os seus amigos americanos?

Às vezes, acham piada aprender palavras portuguesas

Se pudesse levar um pedaço de Portugal para os EUA, o que levaria?

Os meus pais!

De que sente mais falta de Portugal?

Sinto falta das sardinhas assadas no Verão, das nossas praias, dos meus amigos de infância, dos meus cantinhos habituais…

Como gere a saudade, esse sentimento tão português?

Sinceramente já estou habituada ao sentimento de saudade por isso faz parte do meu estado normal.

Que valores portugueses faz questão de transmitir aos seus filhos?

Os valores mais importantes não têm nacionalidade. A Integridade, a bondade, a compaixão, o respeito pelo próximo, a ambição, reconhecer o que é certo ou errado, etc. É claro que transmito a nossa cultura aos meus filhos como a língua Portuguesa ou um gosto ecléctico na cozinha.

A série NCIS: Los Angeles é um enorme sucesso. Depois dela, gostaria de se manter na televisão ou dedicar-se mais ao cinema e/ou teatro?

Gosto muito dos três meios por isso não tenho preferência. O mais importante para mim é aceitar papéis que me preencham criativamente e que me permitam pôr comida na mesa. Tudo tem um fim, por isso aprecio qualquer trabalho positivo que me venha parar às mãos.

Camisa Sacal, na Stivali; relógio Audemars Piguet Royal Oak e anéis e colar Djula Graphic, na Boutique dos Relógios Plus

Que outros projectos profissionais tem actualmente “na calha”?

Tenho alguns! Mas ainda é cedo para os revelar.

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A parceria perfeita https://turbilhao.pt/cindy-crawford-omega-a-parceria-perfeita/ Mon, 03 Jun 2019 15:35:59 +0000 https://turbilhao.pt/?p=20455 Cindy Crawford esteve pela primeira vez em Lisboa para a inauguração da Boutique Omega, na Avenida da Liberdade. Encantada com a cidade, a supermodelo e mais antiga embaixadora da marca de alta relojoaria espalhou elegância e glamour em muitos dos icónicos pontos turísticos da capital portuguesa. Na nova Boutique Omega, Cindy Crawford falou da longa […]

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Cindy Crawford esteve pela primeira vez em Lisboa para a inauguração da Boutique Omega, na Avenida da Liberdade. Encantada com a cidade, a supermodelo e mais antiga embaixadora da marca de alta relojoaria espalhou elegância e glamour em muitos dos icónicos pontos turísticos da capital portuguesa. Na nova Boutique Omega, Cindy Crawford falou da longa e frutífera ligação com a marca, da família e da sua relação com o tempo.

Como se sente por ser a mais antiga embaixadora da Omega?

De facto, estou com a Omega há mais de 20 anos e é uma relação que funciona. Costumo brincar que estou com a Omega há mais tempo do que com o meu marido… e não brigamos! Mas renovamos o nosso contrato a cada três anos. Talvez isso funcione também com casamentos (risos). Adoro trabalhar com a Omega, é uma marca de qualidade com uma enorme história e, com ela, tenho viajado pelo mundo e aprendido a apreciar a arte da relojoaria. Por outro lado, a Omega representa muitas das ideias que eu quero que a minha marca represente e, como tal, é a parceria perfeita.

Quais os valores Omega com que se identifica?

Para mim, a Omega é legado, história, qualidade e intemporalidade. Claro que um relógio conta o tempo, mas também tem algo de intemporalidade. Um relógio Omega mantem-se actual mesmo passados 20 anos. Não é um produto de moda, “do momento”, mas sim de qualidade e intemporal. E são essas as qualidades a que gosto de estar também associada.

Que impacto teve a Omega na sua carreira?

Penso que o maior impacto que a Omega teve na minha carreira é que a Omega é realmente uma empresa internacional e, apesar de ter trabalhado com outras marcas, nenhuma delas teve a presença global da Omega. Ter este relacionamento longo com esta marca global ajudou a manter a minha marca global também. Por outro lado, com a Omega tenho oportunidade de fazer muita filantropia e é óptimo conseguir conciliar essas duas partes da minha vida.

A Cindy e os seus filhos são agora uma família de embaixadores Omega. Como se sente em relação a isso?

Na realidade os meus filhos fazem parte da família Omega praticamente desde que nasceram. Eles viajaram comigo e com a Omega muitas vezes. Fomos para as Olimpíadas de Vancouver juntos, para as de Pequim… Eles conhecem toda a família Omega há anos e quando começaram a entrar na moda fez sentido que se associassem oficialmente à Omega. Há muitas marcas que procuram esta história autêntica, que não se pode inventar. É muito raro e inestimável. Penso que até para os meus filhos foi algo natural. De certa forma, foi como passar a fazê-lo oficialmente. Existem outras marcas de relógios que jogaram com esta ideia de gerações, um pai entregando um relógio a um filho… mas não sabemos quem é o pai e quem é a criança… Apesar de continuar a ser uma boa ideia, não é real. Os meus filhos têm uma história com a Omega. Se formos aos arquivos da marca, iremos encontra-los em diversos momentos. Assim, foi algo natural.

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Juan-Carlos Capelli https://turbilhao.pt/juan-carlos-capelli/ Fri, 22 Feb 2019 11:27:12 +0000 https://turbilhao.pt/?p=18125 Juan-Carlos Capelli explica a recente aposta da Longines no quartzo de alta precisão. Para o vice-presidente da marca, o legado histórico da Longines no desenvolvimento de calibres de quartzo é o motivo por detrás do lançamento da nova colecção Conquest V.H.P.. Contrariando a tendência do aumento da oferta de relógios mecânicos, a marca mantém-se fiel […]

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Juan-Carlos Capelli explica a recente aposta da Longines no quartzo de alta precisão. Para o vice-presidente da marca, o legado histórico da Longines no desenvolvimento de calibres de quartzo é o motivo por detrás do lançamento da nova colecção Conquest V.H.P.. Contrariando a tendência do aumento da oferta de relógios mecânicos, a marca mantém-se fiel ao seu ADN e surpreende com uma nova tecnologia de quartzo de alta precisão.

Nos últimos anos, as marcas no segmento da Longines, têm procurado aumentar a oferta de relógios mecânicos. Por que é que a Longines deciciu agora apostar numa nova tecnologia de quartzo?

De facto, a Longines possui uma longa história com o quartzo. Nunca desistimos deste tipo de movimento. Já em 1954, desenvolvemos um relógio de quartzo que garantia uma precisão extrema, dedicado à cronometria desportiva. Em 1969, lançámos o Ultra-Quartzo, o primeiro movimento de quartzo destinado a equipar um relógio de pulso. Em 1984, um novo movimento de quartzo de manufactura equipou o primeiro Conquest V.H.P.. Foi este relógio que quisemos actualizar. Com o novo Conquest V.H.P. estamos a prestar tributo ao nosso legado no quartzo.

 

Porque decidiram trazer de volta o V.H.P. depois de todos estes anos?

Como referi, nunca desistimos de produzir relógios de quartzo. Com o novo Conquest V.H.P., a Longines revisita uma das suas maiores histórias de sucesso e alcança um novo marco na sua história com o quartzo. De facto, o Conquest V.H.P. alberga um movimento excepcional, que se destaca pelo alto nível de precisão (±5 s/ano) e pela capacidade de ressincronizar os ponteiros depois de um impacto ou exposição a campos magnéticos, usando o sistema GPD (Gear Position Detection – Detecção de Posição da Engrenagem). Desenvolvido exclusivamente para a Longines, este calibre também beneficia de uma bateria de grande duração e de um calendário perpétuo.

 

Do ponto de vista técnico, de que forma a tecnologia VHP se diferencia do quartzo “normal”?

Como referido, a história da Longines com o quartzo foi recheada de inovação técnica e feitos relevantes. Por exemplo, o calibre de quartzo que equipou o primeiro Conquest V.H.P estabeleceu um recorde para aquela época (±10 segundos por ano). A nova linha Conquest V.H.P. representa um novo alcance no campo do quartzo. Esta colecção é de facto movida por uma nova tecnologia de quartzo, que traz inovação não só à precisão, mas também à experiência de utilização. Todos os relógios V.H.P. partilham um movimento inteligente exclusivo, que oferece uma ultra precisão (±5 s/ano), que pode ser mantida graças ao sistema GPD.

 

Relativamente ao sistema que permite a ressincronização automática dos ponteiros, por que não optaram por um movimento sincronizado por satélite?

O Conquest V.H.P. é um produto relojoeiro. Por esse motivo, era muito importante que este relógio pudesse funcionar sem qualquer ligação externa.

 

Actualmente, qual é o mercado para relógios de quartzo de alta precisão? Que público tinham em mente quando desenvolveram o relógio?

Existem connoisseurs em todo o mundo que procuram um relógio altamente preciso, sem comprometer a elegância. O Conquest V.H.P. é, nessa perspectiva, a escolha perfeita. Esta nova colecção é destinada a todos os mercados e tem sido muito bem recebida em todo o mundo.

 

 

Actualmente, na Longines, como se comparam as vendas de modelos de quartzo com as dos relógios mecânicos?

Actualmente, o quartzo representa cerca de um quarto da nossa produção e este número tem-se mantido estável há anos.

 

Qual será o preço do Conquest V.H.P. comparando com outros modelos de quartzo mais convencionais e com os modelos mecânicos?

Em termos de segmento de preço, o Conquest V.H.P. situa-se entre os relógios de quartzo mais convencionais e os modelos mecânicos. As nossas colecções oferecem uma grande panóplia de produtos – todos reflectindo uma forte devoção à tradição, elegância e performance – para irem ao encontro de todos os pulsos e de todas as situações da nossa vida.

 

Para si, qual é o maior desafio da Longines no futuro?

É essencial ser fiel ao ADN da marca. Temo-lo feito desde o inicio da marca e, como resultado, a Longines é líder no seu segmento de preço. Actualmente, consolidar esta posição de liderança é sempre um dos nossos principais objectivos.

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Alexandre Peraldi https://turbilhao.pt/alexandre-peraldi/ Fri, 09 Nov 2018 10:12:18 +0000 https://turbilhao.pt/?p=16915 Apaixonado pelo design, que encara como forma de arte, Alexandre Peraldi enamorou-se da relojoaria quando descobriu o design sob restrições que este mundo lhe oferecia. Para o Director de Design da Baume & Mercier, o verdadeiro design acontece quando se desenha sob limites e somos obrigados a ser diferentes. O universo dos relógios é, por […]

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Apaixonado pelo design, que encara como forma de arte, Alexandre Peraldi enamorou-se da relojoaria quando descobriu o design sob restrições que este mundo lhe oferecia. Para o Director de Design da Baume & Mercier, o verdadeiro design acontece quando se desenha sob limites e somos obrigados a ser diferentes. O universo dos relógios é, por isso, o cenário perfeito para os designers do tempo… e não só.

Na sua opinião, qual é o papel de um designer na indústria relojoeira?

É construir a realidade do relógio: desenhar a caixa, a forma, tornar possível a mecânica… No fundo, somos aqueles que constroem a carroçaria à volta de um motor. Na Baume & Mercier todos os elementos são desenhados por alguém, desde o mostrador, aos números, à coroa… No passado era a equipa industrial que o fazia, mas não eram tão criativos e, agora, mais do que criatividade, todos os elementos são desenhados com a noção de estética.

Na sua opinião, o que define um bom design?

Para mim, o melhor design é o design intemporal e simples. E é o mais difícil.  Num relógio, o design clássico é o mais difícil de desenhar, porque se podem ver directamente os erros, é complicado ser-se diferente dos outros, mas para mim, apesar de ser o exercício mais difícil, é também o mais entusiasmante. Fico radiante quando me dizem que até se esquecem que estão a usar o relógio. Significa que este se tornou uma parte da pessoa. E isso é um bom design, não algo muito criativo, colorido ou louco. Tem de ser perfeito para o seu objectivo de conseguir ver as horas, usar com conforto… Para mim, o design é o equilíbrio certo entre estética e funcionalidade.

Diria que o que faz um relógio bonito é a simplicidade?

Para mim sim. É a coisa certa, no momento certo, por um bom motivo. Tenho maior preferência por algumas marcas dentro do grupo do que por outras, mas mesmo nas colecções mais extravagantes encontro coisas fantásticas, porque o objectivo, no fim, é alcançado e tem este equilíbrio.

Onde se inspira?

Em todo o lado. Para mim, um designer é um observador permanente. As ideias vêm de muitos campos diferentes. Consigo encontrar inspiração em tudo.  Adoro as novas tendências gastronómicas, porque há aqui algum design, tem cor, forma… às vezes encontro inspiração neste tipo de coisas. Mas pode ser em tudo, como numa conversa com um jornalista, porque certas perguntas obrigam-me a pensar de forma diferente ou a pensar no futuro. O designer tem de ser um observador nesse sentido. Deixar entrar tudo na mente e, inconscientemente, tudo isso vai voltar quando se começa um novo projecto. A criatividade não é algo que se possa gerir, é o mindset. Temos de ver, tocar, para despertar as sensações.

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João Noutel https://turbilhao.pt/joao-noutel/ Wed, 31 Oct 2018 10:25:17 +0000 https://turbilhao.pt/?p=16942 A componente iconográfica e metafórica do universo criativo da Obra de João Noutel explora de forma subtilmente irónica alguns paradoxos da condição humana na sociedade contemporânea. Distinguido com o Prémio de Pintura Abel Manta 2015, o artista visual português já expôs em todo o mundo. Recentemente, convidou-nos a perder o tempo consigo na mostra “Lose […]

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A componente iconográfica e metafórica do universo criativo da Obra de João Noutel explora de forma subtilmente irónica alguns paradoxos da condição humana na sociedade contemporânea. Distinguido com o Prémio de Pintura Abel Manta 2015, o artista visual português já expôs em todo o mundo. Recentemente, convidou-nos a perder o tempo consigo na mostra “Lose Your Time With Me”, que esteve em destaque na Boutique dos Relógios Plus Art.

O que o levou a enveredar pelas Belas Artes?

Acho que era uma inevitabilidade. Formei-me em Direito, mas, no decorrer do curso, já realizava projectos relacionados com design e artes plásticas e era convidado para apresentar exposições pontuais, porque eu sempre desenhei. Percebi que fazia sentido especializar-me numa área que me era muito cara, as técnicas de impressão de desenho em vários suportes, e fiz uma pós-graduação na Universidade de Belas Artes do Porto. Senti uma necessidade de simplificar a imagética da minha obra e houve uma série de processos que foram alterados com essa mudança técnica.

 

Sentiu necessidade de ter mais formação?

Em tudo o que faço, o meu posicionamento sempre foi fazer o melhor possível, o que tem a ver com conhecimento, com prática e com uma percentagem razoável de talento. Tentei que houvesse uma bagagem intelectual e académica forte.

Nós, artistas, temos quase uma obrigação de estar atentos a todas as disciplinas que existem no ponto de vista da cultura visual. Um artista, como qualquer autor cultural, deve ter atenção e cuidado com a arquitectura, design, fotografia, cinema, literatura, teatro… porque são autênticas disciplinas de exercício cultural e intelectual e contribuem para que sejamos melhores naquilo que fazemos.

Como nasce uma obra sua? Onde vai buscar inspiração?

Há um trabalho constante. Não tenho uma visão estrita do meu exercício artístico porque, de facto, não sou um artista plástico puro, sou um autor visual, porque tenho intervenção como autor em vários suportes.

Há uma atenção permanente e involuntária sobre a vida.  Não há uma fórmula para eu chegar ao resultado final, tem que ver com muito trabalho, até porque também há muitas coisas que deito fora porque acho que não resultam. O trabalho não é feito no sentido de uma apreciação positiva, mas um artista, de qualquer área, quer que a sua obra seja apreciada. No limite, não o faz para que os outros gostem, mas é humano que o queira.

 

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Chadi Nouri Gruber https://turbilhao.pt/chadi-nouri-gruber/ Tue, 09 Oct 2018 10:12:20 +0000 https://turbilhao.pt/?p=16924 Directora de Produto na Audemars Piguet, Chadi Nouri Gruber não é uma novata no universo do Luxo. Depois de cinco anos à frente do departamento de Alta Joalharia da Cartier, em 2015, Chadi juntou-se à manufactura de Le Brassus, onde promete deixar a sua marca, contando, para isso, com os seus pontos fortes, que a […]

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Directora de Produto na Audemars Piguet, Chadi Nouri Gruber não é uma novata no universo do Luxo. Depois de cinco anos à frente do departamento de Alta Joalharia da Cartier, em 2015, Chadi juntou-se à manufactura de Le Brassus, onde promete deixar a sua marca, contando, para isso, com os seus pontos fortes, que a própria descreve como sendo: espírito de independência, determinação, precisão, integridade e paixão.

Como Directora de Produto, qual é a sua visão para a Audemars Piguet?

Permanecemos focados na nossa estratégia de longo prazo. Continuamos a forjar o nosso próprio caminho, com uma direcção muito clara, e temos uma distribuição focada e um inventário de stock saudável. Tivemos muito bons resultados em 2016, com mais de 800 milhões em vendas. Somos também uma empresa independente, pelo que conseguimos adaptar-nos a qualquer situação muito rapidamente e temos uma produção anual fixada em 40 mil relógios. E são mesmo 40 mil, nem mais um. Portanto, cada novo relógio significa que temos de remover um, o que adiciona complexidade na hora de adicionar novos produtos. Fazemo-lo para assegurar exclusividade, para nos assegurarmos de que somos sempre desejados. Focamo-nos permanentemente em melhorar a qualidade e a experiência do cliente.

 

Como escolhem o relógio a retirar para incluir a novidade?

Fazemos uma análise de vendas. Verificamos quais os produtos com melhor performance, qual a sua tendência no mercado, analisamos para onde devemos e queremos ir… Tentamos sempre criar uma tendência, em vez de seguirmos uma já existente.

 

O mundo da relojoaria não é novidade para si. Tendo em conta a sua experiência, quais são os seus pontos forte e áreas para melhorar?

Posso resumir os meus pontos fortes em cinco palavras: espírito de independência, determinação, precisão, integridade e paixão. A minha principal área a melhorar é tentar manter um melhor equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Sendo tão apaixonada como sou, é difícil manter uma vida privada muito saudável.

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Chabi Nouri https://turbilhao.pt/chabi-nouri/ Fri, 28 Sep 2018 10:12:22 +0000 https://turbilhao.pt/?p=16932 Chabi Nouri é a mais recente CEO da Piaget. Agora dona de um cargo que se afigura raro entre mulheres, num universo dominado por homens, Chabi – para quem o Grupo Richemont é, há 20 anos, a sua casa profissional – juntou-se à Piaget em 2014 como Directora de Marketing, Comunicação e Herança. Agora à […]

O artigo Chabi Nouri aparece primeiro no Revista Turbilhão.

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Chabi Nouri é a mais recente CEO da Piaget. Agora dona de um cargo que se afigura raro entre mulheres, num universo dominado por homens, Chabi – para quem o Grupo Richemont é, há 20 anos, a sua casa profissional – juntou-se à Piaget em 2014 como Directora de Marketing, Comunicação e Herança. Agora à frente dos destinos da marca, Chabi Nouri promete dar destaque à percepção da maison como um todo, integrando relojoaria, joalharia, tradição e vanguardismo.

Foi recentemente nomeada como CEO da Piaget. Quais foram, até agora, os principais desafios?

Não são propriamente desafios, porque a Piaget é uma marca que começou a brilhar fortemente há muito tempo. Mas sinto que precisamos de ter mais pessoas a sabê-lo, a conhecerem e a perceberem a marca, os seus valores e os seus produtos. Este é provavelmente, não o desafio, mas a maior oportunidade, porque assim que as pessoas percebem a história e as peças da Piaget, adoram-na.

 

Que estratégia definiu quando assumiu o cargo?

Trabalhamos muito como equipa. Somos uma das poucas maisons que oferece relógios, jóias, para homens, para mulheres, peças muito exclusivas e peças para o quotidiano. A estratégia é provavelmente conjugar tudo isso. Já ganhámos uma grande credibilidade na produção de relógios extra-planos, por isso temos de nos focar um pouco mais em elevar de novo os outros tipos de relógios e também a joalharia. Esta é a orientação que temos.

Nesta indústria, não é muito comum existirem mulheres a ocupar estas posições. Considera que, como mulher, poderá trazer vantagens à marca, por exemplo, em termos de diversidade?

Como pessoa, espero ter a oportunidade de trazer algo, mas enquanto género, não tenho a certeza. Penso que é mais uma questão de personalidade e de liderança do que de género.

 

Qual é a sua visão para a Piaget?

A visão global é de que, definitivamente, precisamos de manter o excelente equilíbrio entre o feminino e o masculino. Somos muito conhecidos pelos relógios muito elegantes de homem e pretendemos ter a mesma estratégia no segmento feminino, com relógios também muito elegantes. Adicionalmente, queremos que se perceba o que é a Piaget como marca e não apenas ir directamente ao produto.

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Lourenço Ortigão https://turbilhao.pt/lourenco-ortigao/ Wed, 04 Jul 2018 11:06:09 +0000 https://turbilhao.pt/?p=17065 O AVÔ INCUTIU-LHE A PAIXÃO PELA BREITLING E LOURENÇO ORTIGÃO PROMETEU-LHE QUE UM DIA IRIA TRABALHAR COM A MARCA. QUIS O DESTINO E A PERSEVERANÇA QUE A PROMESSA SE CUMPRISSE, E LOURENÇO É HOJE FRIEND OF THE BRAND DA BREITLING. EM ENTREVISTA À TURBILHÃO, O ACTOR, EMPRESÁRIO, AMANTE DE CULINÁRIA E COM UM PROGRAMA DE […]

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O AVÔ INCUTIU-LHE A PAIXÃO PELA BREITLING E LOURENÇO ORTIGÃO PROMETEU-LHE QUE UM DIA IRIA TRABALHAR COM A MARCA. QUIS O DESTINO E A PERSEVERANÇA QUE A PROMESSA SE CUMPRISSE, E LOURENÇO É HOJE FRIEND OF THE BRAND DA BREITLING. EM ENTREVISTA À TURBILHÃO, O ACTOR, EMPRESÁRIO, AMANTE DE CULINÁRIA E COM UM PROGRAMA DE RÁDIO NA CALHA, FALA SOBRE OS DIVERSOS PAPÉIS QUE DESEMPENHA, A IMPORTÂNCIA DO TEMPO NO DIA-A-DIA E, CLARO, SOBRE OS RELÓGIOS DA MARCA QUE REPRESENTA.

Trocou a gestão pela representação. De que forma isto aconteceu?

Troquei a gestão pela profissão de actor de uma forma muito repentina. Foi um convite que recebi do nada, durante as férias da faculdade, que me trouxe para este mundo, onde caí completamente de pára-quedas. As coisas foram acontecendo aos poucos e quero fazer isto para o resto da minha vida. Hoje, o meu objectivo passa por agregar as duas coisas e tentar trabalhar nas duas áreas.

 

A cozinha parece também assumir um papel fundamental na sua vida. Como surgiu este amor pela culinária?

Sempre gostei muito de cozinhar. É uma terapia. Sempre quis ter o meu restaurante e, hoje, tenho-o, exactamente da forma que imaginei. É a minha segunda casa. A questão do site surgiu através de uma parceria com uma marca. O projecto é produzirmos os nossos próprios vídeos e tem corrido muito bem. Eu nunca quis expor muito que gosto de culinária, mas as coisas foram acontecendo e aproximou-se de mim uma marca que quis trabalhar comigo nesta área. Foi uma surpresa.

Fato: CANALI na Rosa & Teixeira
Relógio: Breitling Navitimer 8 B01 Cronógrafo 43

Cozinhar representa um escape do dia-a-dia?

Completamente. É uma terapia, algo que me equilibra. Tenho prazer em cozinhar para quem gosto e em ver que as pessoas estão a desfrutar disso. Não sou nenhum Chef, mas gosto de ir ao mercado comprar produtos frescos e depois experimentar e cozinhar em casa. É uma coisa tão natural que nem penso muito nisso. Faz parte do meu equilíbrio, do meu bem-estar.

 

Actualmente, podemos vê-lo no pequeno ecrã, já o vimos no cinema, vamos ouvi-lo na rádio, e até seguir o seu site de receitas. Em qual dos papéis se sente mais realizado?

O que eu mais fiz até agora foi televisão, e é aí que me sinto mais confortável. Acho que chegou a altura de explorar outras coisas, e é por isso que estou a tentar diversificar, até porque temos de nos sentir motivados na nossa área para criarmos e melhorarmos. Por vezes, em televisão, as oportunidades ou os papéis não nos cativam como nós gostávamos. O público o os canais têm um olhar sobre nós e escrevem personagens para nós em vez de nos desafiarem a fazer personagens diferentes. Nesse sentido, tenho procurado cativar-me de outras formas; estive a estudar fora, mas sinto que não estou a aplicar muito aqui… Por isso, onde tenho mais experiência é em televisão, mas não sei se é o que me sinto melhor a fazer. Acho que me sinto melhor naquilo que não me deixa confortável. E é isso que me apetecia fazer.

 

Bomber: Fashion Clinic
Relógio: Navitimer 1 B01 Cronógrafo 43

Fazer carreira fora de Portugal seria um dos seus projectos?

Eventualmente. Não digo fazer carreira 100 por cento lá fora, porque tenho aqui a minha vida e a minha família. Escolhi carimbar o meu nome em Portugal e ser uma referência na minha geração. De futuro, posso vir a fazer experiências lá fora. Gostava muito de fazer um projecto ou outro fora de Portugal, expandir horizontes, e o meu objectivo seria sempre o de contribuir de alguma forma para que o que se faz aqui pudesse chegar mais longe. Gostava que o nosso mercado crescesse, que as pessoas vissem mais os nossos filmes, novelas ou séries, que nós pudéssemos criar mais. Para isso é bom termos actores lá fora. E que esses actores sejam convidados para fazer projectos em Portugal para que os fãs estrangeiros possam acompanhar o que se faz no nosso país.

 

A imagem é fundamental para alguém com grande projecção pública. Como define o seu estilo?

As pessoas olham para mim como um “betinho” (risos). Não uso grandes padrões, visto roupa justa… No dia-a-dia sou descontraído, mas gosto de arriscar. E é por isso que estou sempre a mudar. Sinto-me bem em qualquer papel, desde que me assente bem.

Fato: Luigi Borrelli e Ténis Hogan na Rosa & Teixeira
Saco: Louis Vuitton
Relógio: Breitling Navitimer 8 B01 Cronógrafo 43

De que forma o relógio faz parte do seu dia-a-dia?

É importante. Primeiro, porque sem o relógio nunca chego a horas. Durante uns tempos não usei relógio por causa da minha profissão, de estar sempre a mudar de roupa e acessórios. Hoje em dia, uso sempre relógio e gosto de ter um para cada ocasião. Gosto de ter um relógio que combine bem com a situação que estou a viver.

 

Actualmente é friend of the brand da Breitling. Como recebeu este convite?

É uma história longa. Este nosso namoro já começou há bastante tempo. Esta sempre foi a marca que eu quis representar, porque o meu avô era completamente adicto aos relógios da Breitling e sempre me incutiu o gosto pela marca. Uma vez disse-lhe: “um dia, vou trabalhar com a Breitling”. E a verdade é que aconteceu. Eu tinha muitos acessórios da marca, bonés, mochilas… e houve uma vez que saí na capa de uma revista com um boné Breitling. Na altura foi marcada uma reunião com o director da Breitling em Portugal, e ele disse-me que eu ainda era muito novo para ser imagem da marca. Mas o destino é mesmo assim, e a verdade é que passaram dois ou três anos e chegou a altura em que passou a fazer sentido para eles também. Tive algumas propostas, entretanto, para representar outras marcas, mas sempre meti na minha cabeça que um dia ia ser com a Breitling. Acabou por acontecer, e agora estamos aqui a falar sobre esta marca que é tão especial para mim. Acho que devemos trabalhar com as marcas com que nos identificamos. Não gosto de “vender” uma coisa em que não acredito. Se estou com uma marca é porque gosto dela, gosto de a usar. Espero poder contribuir para o desenvolvimento da marca em Portugal e que daqui a 10 anos estejamos aqui a falar novamente sobre isto.

 

Quais os pontos em comum com a Breitling que o levaram a assumir este papel?

Falando em “linguagem Breitling”, diria que é uma marca autêntica, para pessoas com objectivos. A maior ligação que eu tenho com a Breitling é o facto de gostar de todos os modelos da marca, sem excepção. Gosto de ir a uma loja da Breitling e ficar deslumbrado a olhar para os relógios todos; gosto que me apresentem um catálogo com os novos modelos e só desejo que cheguem para os poder ver. Isto é que é especial. É uma ligação emocional que crio com cada relógio que vejo.

 

Dentro da oferta da Breitling, quais os modelos que prefere e porquê?

Este que estou a usar, o Navitimer 8, é um relógio lindo. Foi o primeiro a chegar a Portugal e é, eventualmente, o meu preferido. Não por ser o último, mas é. Gosto também muito do icónico Navitimer, que tem todos os princípios da Breitling. São relógios que nós vemos e percebemos que são verdadeiros. Essa complexidade na forma como fazem os relógios é que os torna especiais.

Relógio: Breitling Superocean Héritage II B20Automático 46

Como gere o seu tempo no dia-a-dia?

Acho que é fácil. Faço um plano semanal, mas na verdade penso um dia de cada vez. Também tenho uma equipa também que me ajuda a gerir o meu tempo. Acho que o truque para gerirmos o nosso tempo é rodearmo-nos das melhores pessoas, porque sozinhos não fazemos tudo. A arte de saber criar uma equipa para poder delegar é meio caminho andado para termos tempo para nós. Na verdade, só temos de deixar as coisas orientadas.

 

Vive em contra-relógio ou consegue saborear cada momento?

Acho que vivo em contra-relógio. Não posso mentir (risos).

 

Se o dia tivesse mais de 24 horas, de que forma aproveitaria as horas extra?

Se o dia tivesse mais horas eu estaria à procura de mais coisas para fazer. Estou sempre em loop, isto é quase como um vírus. Quando tenho uma hora livre, preencho logo com alguma coisa. Se me dessem mais horas, a minha vida ainda seria mais confusa, procuraria mais coisas para fazer, mais negócios, mais viagens ‑ adoro viajar… No fundo, seria tudo o que tenho, mas amplificado.

 

Imagine que tinha o poder de controlar o tempo. Faria uma viagem ao passado ou ao futuro?

Em primeira instância, mantinha-me no presente, mas se tivesse que escolher iria ao futuro. Não gosto de olhar para trás.


Ficha técnica:
Fotógrafo: Frederico Martins
Styling: Luís Borges
Cabelos: Alexandre Soares (Griffehairstyle)
Make-up: Inês Aguiar

Agradecimentos: Hotel Pestana Palace Lisboa

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Carrilho da Graça https://turbilhao.pt/carrilho-graca/ Thu, 14 Jun 2018 11:35:01 +0000 https://turbilhao.pt/?p=15096 JOÃO LUÍS CARRILHO DA GRAÇA, ARQUITECTO RESPONSÁVEL PELO PROJECTO DO NOVO TERMINAL DE CRUZEIROS DE LISBOA E PELA INTERVENÇÃO NAS PORTAS DO MAR, ESTÁ A MUDAR A IMAGEM DE UMA ZONA HISTÓRICA DA CIDADE. E A SUA RELAÇÃO COM O RIO QUE LHE DÁ UMA ALMA DIFERENTE. CIENTE DO PASSADO DA CAPITAL, ESTÁ A DEFINIR-LHE […]

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JOÃO LUÍS CARRILHO DA GRAÇA, ARQUITECTO RESPONSÁVEL PELO PROJECTO DO NOVO TERMINAL DE CRUZEIROS DE LISBOA E PELA INTERVENÇÃO NAS PORTAS DO MAR, ESTÁ A MUDAR A IMAGEM DE UMA ZONA HISTÓRICA DA CIDADE. E A SUA RELAÇÃO COM O RIO QUE LHE DÁ UMA ALMA DIFERENTE. CIENTE DO PASSADO DA CAPITAL, ESTÁ A DEFINIR-LHE O FUTURO.

Tal como a alta relojoaria, as cidades mudam. Porque ambas são estruturas arquitectónicas. Se os relógios são construções em miniaturas, as cidades são visíveis de muito longe. Relojoaria e arquitectura não dispensam a criatividade, a memória, o rigor e a funcionalidade.

Alguns arquitectos vão colocando a sua criatividade ao serviço do tempo das cidades. O que passou e o que está para vir. É o que sucede com João Luís Carrilho da Graça, vencedor de vários prémios a nível nacional e internacional, e que é o arquitecto responsável pelo projecto do novo Terminal de Cruzeiros de Lisboa e pela intervenção nas Portas do Mar, como prefere denominar o conhecido Campo das Cebolas. São duas obras cuja dimensão anunciam uma nova era numa zona histórica da capital portuguesa.

As cidades modernas são uma fusão: entre o seu passado e o seu possível futuro. E por isso estão atentas às suas memórias. Como por exemplo, o rio Tejo. Algo que não deixou de ser fulcral para Carrilho da Graça: “Este projecto tem como ponto de partida o concurso para o Terminal de Cruzeiros que foi lançado pela Câmara Municipal de Lisboa (CML) e pela Administração do Porto de Lisboa (APL) em 2010. A ideia basilar foi criar um diálogo entre o anfiteatro natural que se desenha nesta zona da cidade e o edifício. O projecto inclui a criação de um grande parque verde urbano, que não só permite ter áreas de estacionamento para autocarros, mas que serve também a cidade e pode ser fruído pelo público em geral. Outro dos pontos previstos no projecto é a integração da doca do Jardim do Tabaco, já existente no local. Havia já um sistema de fundações da doca que teria de ser aproveitado, pelo que a intervenção do edifício foi feita, fundamentalmente, dentro do espaço da doca. Aí, foi construído um tanque de marés, com ligação directa ao rio, que constitui também um sistema de segurança que impede cheias no caso da subida do nível das águas”. E acrescenta: “O edifício desfruta quer da relação com a cidade, quer da relação com o rio. Procura não se impor na paisagem, até para não cortar as vistas. É tão pequeno e simples quanto possível e funciona como uma espécie de aeroporto, com a zona de chegadas no piso inferior e a de partidas no piso superior”.

 

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Jens Henning Koch https://turbilhao.pt/jens-henning-koch/ Wed, 06 Jun 2018 12:03:12 +0000 https://turbilhao.pt/?p=15028 “Queremos que os nossos produtivos tenham significado e que passem o teste do tempo, tanto em termos de design como de funcionalidade e fiabilidade, mas, acima de tudo, naquilo que significam para cada pessoa. “É desta forma que Jens Henning Koch, Vice-presidente de Marketing da Montblanc, resume a estratégia da marca, numa entrevista onde a […]

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“Queremos que os nossos produtivos tenham significado e que passem o teste do tempo, tanto em termos de design como de funcionalidade e fiabilidade, mas, acima de tudo, naquilo que significam para cada pessoa. “É desta forma que Jens Henning Koch, Vice-presidente de Marketing da Montblanc, resume a estratégia da marca, numa entrevista onde a identidade e ADN da manufactura foram os eixos centrais.

Nos últimos anos, a aposta da Montblanc eram os relógios clássicos. Este ano voltaram ao lado mais desportivo da marca. Porquê esta mudança? Qual é a estratégia?

Nos últimos anos queríamos enfatizar a nossa legitimidade no fabrico de relógios, queríamos destacar que a Montblanc é uma verdadeira produtora de relógios. A Montblanc é de modo tão forte a líder indisputável em instrumentos de escrita, que a vemos apenas como tal. Apesar de o sermos desde os anos 20 e, nos relógios, há mais de 160 que temos a manufactura. Quisemos aumentar essa percepção e fortalecê-la. Ao longo dos últimos três anos essa percepção aumentou. Estamos entre o Top 20 das marcas de relojoaria. E a nossa intenção quando fizemos essa mudança foi expressar os códigos da alta relojoaria. Temos a manufactura de Villeret, com o legado Minerva, e quisemos trazer esses códigos para um segmento onde ainda não tinham estado. Para fazê-lo, quisemos lançar primeiro linhas como o Chronométrie, o 4810… Depois, olhámos para a linha seguinte, o TimeWalker, uma linha desportiva, que tinha sido lançada há dez anos e é muito bem-sucedida. Quisemos trabalhá-la e torná-la numa colecção desportiva muito profissional. Evoluímos tanto nessa legitimidade do passado enquanto fabricantes de relógios que decidimos, nesta peça, passar à próxima fase e abordar o contexto e o espírito dessa colecção. Quando iniciámos esse processo, mantivemos em mente que não o podíamos fazer ao acaso, mas com uma inspiração, uma direcção e uma visão do que que queríamos. É por esta razão que a Montblanc não está apenas a fazer relógios desportivos, mas sim relógios desportivos profissionais. Para nós, este lançamento é, em certa medida, um renascimento dos relógios profissionais, porque já tinham existido na manufactura de Minerva, que tinha sido uma manufactura líder no início do século passado em cronómetros.

 

Como gerem os dois lados da vossa identidade: de um lado, a tradição, com mais de 150 anos de experiência, por outro lado, uma empresa avant-garde que trabalha com estrelas de Hollywood?

Estamos no segmento de superluxo em relojoaria, instrumentos de escrita, marroquinaria, joalharia… Por isso, a Montblanc é uma casa muito complexa. Temos diferentes elementos de design de assinatura nas diferentes linhas e o símbolo da Montblanc une tudo. Preferimos ver a Montblanc como uma maison com a maior qualidade, com a substância e a profundidade como elementos centrais, independentemente daquilo que fazemos serem relógios ou instrumentos de escrita. Queremos que os nossos produtivos tenham significado e que passem o teste do tempo, tanto em termos de design como de funcionalidade e fiabilidade, mas, acima de tudo, naquilo que significam para cada pessoa. Qualquer que seja a categoria de produto, queremos inspirar a ambição de progressão, de elevação, que as pessoas sigam os seus sonhos, concretizem os seus objectivos, alcancem as suas metas, com o equipamento certo.

É um desafio combinar o tradicional com o avant-garde? A estratégia é diferente para cada tipo de produto?

No geral, trata-se de inspiração, é isso que une tudo. O consumidor de hoje é diferente do de há 20 anos. Há um novo nível de agilidade, não só no viajar de um local para o outro, mas na viagem entre os diferentes aspectos da vida. As diferentes facetas da personalidade é algo que expressamos em diferentes campos, podemos ser muito sérios no trabalho, mas divertidos e irreverentes com os amigos…. É aqui que o luxo se está a exprimir, não sendo um escudo atrás do qual as pessoas se escondem. Hoje vemos um produto como uma extensão do que somos. Por isso, para nós é mais importante, não termos um produto que serve a todos, mas sim uma atitude. Ser inspirado e inspirar é o que denominamos de estilo de vida de luxo inspirador e é aqui que a Montblanc está.

Não é difícil manter o ADN da marca? Porque os instrumentos de escrita são feitos na Alemanha, os relógios na Suíça e as peles em Itália….

O ADN nem por isso, porque está fortemente enraizado na empresa, o que diz respeito à arte, inovação e sofisticação está assegurado. O desafio é sobre como devemos estar a comunicar nos diferentes lançamentos, qual a melhor plataforma para exprimirmos tudo isso…. Aí é uma interacção permanente entre o desenvolvimento de produto e o branding geral, com o tema geral do ano, como podemos ligar os diferentes lançamentos…. Exige andar para frente e para trás, mudar e adaptar. Este ano o tema é “Heritage Inspires”, por isso a inspiração está sempre com os lançamentos, bem como a herança e o legado… É algo que continuará com os instrumentos de escrita e as peças de pele.

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Sophia Kah https://turbilhao.pt/sophia-kah/ Wed, 16 May 2018 15:01:15 +0000 https://turbilhao.pt/?p=15758 A MARCA QUE ESTÁ A CONQUISTAR MULHERES POR TODO O MUNDO ANA TEIXEIRA DE SOUSA É O ROSTO POR DETRÁS DE SOPHIA KAH, A MARCA PORTUGUESA QUE VESTE ALGUMAS DAS ESTRELAS MAIS INFLUENTES DO MUNDO – BEYONCÉ E OLIVIA PALERMO FAZEM PARTE DA LISTA. APAIXONADA POR MODA DESDE QUE SE CONHECE E LICENCIADA EM GESTÃO INTERNACIONAL, […]

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A MARCA QUE ESTÁ A CONQUISTAR MULHERES POR TODO O MUNDO

ANA TEIXEIRA DE SOUSA É O ROSTO POR DETRÁS DE SOPHIA KAH, A MARCA PORTUGUESA QUE VESTE ALGUMAS DAS ESTRELAS MAIS INFLUENTES DO MUNDO – BEYONCÉ E OLIVIA PALERMO FAZEM PARTE DA LISTA. APAIXONADA POR MODA DESDE QUE SE CONHECE E LICENCIADA EM GESTÃO INTERNACIONAL, ANA TEIXEIRA DE SOUSA CRIA UMA SIMPLICIDADE SOFISTICADA EM CADA PEÇA.

Como começou a sua relação com a indústria têxtil?

Nasci no seio de uma família da indústria têxtil – a minha avó tinha uma fábrica de confecção têxtil –, pelo que a minha relação com a moda aconteceu de forma natural. Esse contexto acabou por influenciar bastante a minha forma de estar na vida e lidar com a moda. Aprendi a apreciar roupa de qualidade e a dar importância à parte estética de tudo o que me rodeia. Gostava de criar vestidos para mim e comecei a fazê-lo muito cedo, com apenas 14 anos. Adorava seleccionar os tecidos e criar as minhas peças.

 

Quais são as suas memórias mais marcantes da fábrica fundada pela sua avó?

São muitas e felizes! Lembro-me de um ambiente criativo e muito dinâmico e recordo-me que, desde sempre, era um trabalho que se fazia sobre pressão, sempre a correr contra o tempo para cumprir os prazos de entrega.

 

Como foi o seu percurso até criar a marca Sophia Kah?

Estudei em Felgueiras até ao 5º ano e depois mudei-me para o Porto. Quando terminei o liceu, achei que faria sentido ir para Londres. Sempre fui muito curiosa e achava que havia muito mais mundo para conquistar, o que não aconteceria se ficasse restringida ao Porto. Foi em Londres que nasceu a Sophia Kah.

RELÓGIO AUDEMARS PIGUET ROYAL OAK; ANÉIS DJULA
É uma estilista internacionalmente reconhecida. No entanto, a sua marca afirma-se como portuguesa e as suas peças são produzidas no nosso país. É algo que, desde o início, fez parte do conceito?

Sim, tenho um orgulho imenso no nosso país a e acho que se fazem coisas fantásticas em Portugal. Adorava poder contribuir para que a moda portuguesa fosse vista de uma forma mais respeitada lá fora.

 

Sente que a moda portuguesa é, hoje, mais reconhecida a nível internacional?

Infelizmente ainda não sinto isso, mas acho que há potencial para vir a acontecer. Portugal está a tornar-se num país muito desejado e, consequentemente, o produto português está também a ganhar notoriedade.

 

Para além de ser uma marca portuguesa, que outros aspectos fazem parte do conceito Sophia Kah?

Sophia Kah é direccionada a uma cliente moderna, que aprecia extrema qualidade e deseja um fitting impecável. A mulher Sophia Kah é uma mulher confiante, que aprecia design e, acima de tudo, segue a máxima ‘enjoy life’.

 

Quais são as suas principais influências e fontes de inspiração quando cria uma colecção?

As minhas influências são imensas e não são estáticas. Por exemplo, para a colecção Outono-Inverno inspirei-me no universo, no seu misticismo e na magia das estrelas e dos planetas.

 

Como é feita a selecção dos tecidos e a manufactura das peças de forma a corresponder à elevada exigência de uma peça Sophia Kah?

A selecção dos materiais é extremamente exigente e é sempre feita por mim. Todos os nossos tecidos são italianos e franceses porque, para mim, é muito importante que a peça seja bonita, mas também confortável e agradável ao toque, tanto no interior como no exterior.

 

A renda é a sua imagem de marca. O que a apaixona neste tecido?

Sou apaixonada por renda desde sempre. Considero a renda um tecido sexy, sem ser vulgar. É misteriosa e forte.

RELÓGIO AUDEMARS PIGUET ROYAL OAK; PULSEIRA E BRINCOS BULGARI SERPENTI
Veste várias celebridades internacionais, mulheres que são verdadeiros ícones. Como é que isso a faz sentir?

Muito bem! É um privilégio ver tantas mulheres – e que tanto admiro! – escolherem Sophia Kah para ocasiões especiais das suas vidas.

 

Qual foi a celebridade que mais a surpreendeu por escolher um vestido seu?

A Beyoncé. Não me surpreendeu a sua escolha, surpreendeu-me que tenha comprado o vestido numa loja e que eu tenha descoberto através da imprensa.

 

Está presente em diversos retalhistas, um pouco por todo o mundo. Como é gerir tantos pontos de venda, em continentes tão diferentes?

É um privilégio, mas é também fruto de muito trabalho. Estar presente em algumas das melhores lojas exige muito profissionalismo, uma resposta rápida e um serviço de topo. Embora a moda seja cada vez mais global e as novas gerações já não estejam tão restringidas aos costumes, a cultura ainda influencia as escolhas. Na Arábia Saudita, por exemplo, existem algumas lojas a comprar vestidos mais decotados e curtos, no entanto estes só podem ser usados em festas que são frequentadas apenas por mulheres. Já as lojas mais conservadoras, compram apenas vestidos longos e sempre com mangas.

 

Quais são os seus projectos para o futuro?

O mais importante é continuar a crescer e a evoluir sustentavelmente. No entanto, estou sempre receptiva a novas oportunidades e desafios.

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Franziska Gsell https://turbilhao.pt/franziska-gsell/ Thu, 22 Feb 2018 12:03:13 +0000 https://turbilhao.pt/?p=15014 Directora de Marketing da IWC desde 2015, Franziska Gsell salienta a importância do universo feminino para uma marca cujo mote é “Engineered for Men” e fala-nos dos desafios e oportunidades da Internet para uma Maison com mais de 100 anos de história. O mote da IWC é “engineered for men”. Mas, nos últimos anos, a […]

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Directora de Marketing da IWC desde 2015, Franziska Gsell salienta a importância do universo feminino para uma marca cujo mote é “Engineered for Men” e fala-nos dos desafios e oportunidades da Internet para uma Maison com mais de 100 anos de história.

O mote da IWC é “engineered for men”. Mas, nos últimos anos, a marca tem vindo a prestar mais atenção ao universo feminino. Qual o papel e importância deste para a IWC?

O mercado feminino é muito importante para a marca. A história da IWC é rica em relógios femininos. A partir de 1870, a IWC começou a produzir relógios de senhora e foi apenas na história mais recente da marca que nos focámos mais nos homens. Este mote arrojado e autoconfiante também é muito atractivo para mulheres fortes. Temos mulheres a comprar peças do tempo maiores porque gostam desta força da marca. Em resumo, a IWC sempre produziu relógios femininos, apenas fez uma pausa nos anos mais recentes. Há dois anos começámos a trabalhar na reintrodução de relógios femininos. Trata-se de uma colecção de tamanho médio. As mulheres também têm interesse em relojoaria e não seria inteligente excluir esse potencial.

 

A IWC tem quase 150 anos de história, mas apenas há cerca de 20 anos é que começou a ganhar a notoriedade que tem hoje…

De facto, o que começámos a fazer foi contar a história das nossas famílias de relógios. Possuímos seis famílias distintas e começámos a contar histórias interessantes sobre elas. Não introduzimos novas famílias.

 

Então o conhecimento internacional sobre a marca deveu-se a essas narrativas?

Não diria isso. Fomos fundados por um americano e, na altura, foi pioneiro que um americano tenha vindo para a Suíça e introduzido o modo americano de produzir relógios e manufacturar tudo numa casa, o que não se fazia na Suíça na altura. Ele foi um pioneiro e era americano, por isso é que o nosso nome é Internacional Watch Company, porque ele tinha, desde o início, o desejo de produzir para o mundo, particularmente para americanos, a partir da Suíça. Por isso, desde uma fase embrionária que a marca é verdadeiramente internacional.

Considera que os amigos da marca ajudaram neste processo?

Sim, claro. Os amigos da marca são verdadeiros amigos e fazem parte da família da marca. Trabalham como embaixadores da marca. E é muito importante a relevância que essas pessoas têm nos diversos mercados para ajudar a espalhar as notícias e o nome da IWC. É por isso que os seleccionamos criteriosamente.

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Cuca Roseta https://turbilhao.pt/cuca-roseta/ Mon, 11 Dec 2017 11:17:49 +0000 https://turbilhao.pt/?p=15216 A tradição e o sentimento do Fado preenchem-lhe a alma. Na voz traz novas interpretações a esta secular forma de sentir em português. Fora dos palcos, Cuca Roseta procura a eternidade do tempo e assume o papel de mãe, mulher, profissional e friend of the brand da Boutique dos Relógios Plus. Como nasceu a paixão […]

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A tradição e o sentimento do Fado preenchem-lhe a alma. Na voz traz novas interpretações a esta secular forma de sentir em português. Fora dos palcos, Cuca Roseta procura a eternidade do tempo e assume o papel de mãe, mulher, profissional e friend of the brand da Boutique dos Relógios Plus.

Como nasceu a paixão pela música e pelo fado em particular?

A paixão pela música nasceu comigo. Desde pequenina que a música surge naturalmente. Tenho cassetes a cantar com dois anos, andava com um piano de sopro pela casa com quatro e com seis já tocava músicas de ouvido. Todos os testes da escola diziam que só tinha aptidão para a música, ao que eu não achava tanta graça uma vez que queria ser psicóloga. Acho que sempre houve um destino marcado para mim e isso era muito claro desde o primeiro dia. O Fado veio mais tarde. Sinto que me procurou, as oportunidades “irrecusáveis” surgiram e a vida foi-me levando para onde tinha de levar. À medida que ia dando cada passo ia-me sentindo mais completa. Não há dúvidas que nasci para cantar o fado. Tudo o que sou acaba nesse pensamento.

 

Como decidiu que o fado seria a sua “forma de vida”?

Eu não decidi, nunca fiz essa escolha, surgiu naturalmente. Talvez o fado tenha decidido por mim. Ele procurou-me, convidou-me, mostrou-me o caminho e eu fui, fui-me deixando levar por onde fazia mais sentido, fazendo as escolhas que sentia serem as mais certas. É um instinto que nos fala cá dentro na hora derradeira. Acho que sempre segui essa voz e tudo fluiu com muita naturalidade. Tenho uma música que diz isso: “sê mais que tu, vai mais além, ao mais alto que o sonho tem, o teu destino é o teu talento, o teu destino é do vento”.

Faz parte da chamada nova geração do fado. Quais as principais diferenças e semelhanças que apontaria entre o fado “tradicional” e o da nova geração?

Assim como aconteceu com a Amália, que fez do nosso fado canção do mundo, o fado vai-se adaptando aos tempos e aos estados de espírito que se vivem. Hoje, cantam-se outros poemas, contam-se outras histórias, as do nosso tempo. O fado é puro e verdadeiro e a sua forma de tocar, o ritmo, tom, batida, mantém-se sempre com a mesma energia e intenção. O fado estará sempre vivo, seja o tradicional seja o mais moderno. Mas o fado deve adaptar-se, respeitando as raízes, claro, para se manter vivo.

 

Não sendo uma fadista tradicional, que tipo de obstáculos este facto trouxe para que se conseguisse impor neste meio artístico?

Sempre tive obstáculos para cantar fado, desde o primeiro minuto. Ao mesmo tempo que tudo acontecia e fluía, havia muita resistência da parte dos residentes e tradicionais do fado. Ainda hoje sinto estarem vivos alguns pequenos lugares obscuros onde ainda me tentam constantemente excluir. Mas hoje já não têm força. Porque contra o universo ninguém pode e o que tem de ser tem muita força! Hoje tenho o meu público que me enche os concertos, que me escreve mensagens bonitas, que canta as minhas músicas e, quando passo pelas ruelas dos bairros lisboetas, onde outrora me olhavam de lado, hoje vêm dizer-me as coisas mais bonitas. Havia o preconceito, ou porque não era do bairro, ou porque não usava preto, ou porque os meus pais não tocavam ou cantavam fado, ou porque não usava o xaile…

Sente que pode haver o risco, com as novas interpretações, de perdermos a noção do que é o fado?

De todo. O fado existe na energia de quem o canta. O fado tradicional nunca vai morrer. Mas o fado também se tornou comercial e isso não é mau. Tudo é bom, desde que haja respeito pela sua essência. O fado que é património do mundo foi aquele que se tornou famoso pela Amália Rodrigues. Ela nunca foi tradicional, foi extremamente criticada pelos puristas, mas foi ela que levou Portugal ao mundo. A meu ver foi a imensa herança que a Amália deixou que o fez estar mais vivo do que nunca até aos dias de hoje.

 

Quando é que percebeu que tinha necessidade de escrever os temas que canta?

Antes de cantar fado já escrevia poesia, já tinha muitos momentos de inspiração. Cantar veio depois e usar os meus poemas e músicas mais tarde ainda. Quando gravei com o Gustavo Santaolalla tinha tantos poemas e músicas que ele me pediu para ouvir e incentivou-me a gravar o “Nos teus braços”, que até hoje continua a ser um dos temas que mais pedem nos concertos. Na altura era algo muito arrojado no fado. Não era habitual alguém compor e escrever, também neste campo fui criticada. Hoje, já com comentários de grandes da música e da poesia, fui construindo um repertório muito ao jeito do que se procura no fado, mais genuíno e mais verdadeiro. Há coisa mais verdadeira do que poder contar a nossa própria história?

O que se pode esperar do seu próximo trabalho?

Chama-se Luz. Todos os meus discos têm um elemento da natureza. Primeiro Pena, segundo Raiz, depois Riu e agora Luz. Luz porque é um disco mais interior, espiritual, e também com novos temas e roupagens interessantes. Este é um disco onde se pode ouvir desde o fado tradicional ao mais moderno e até música portuguesa mais popular e tradicional. Luz é toda uma viagem pelo meu mundo do fado.

 

Foi anunciada como friend of the brand da Boutique dos Relógios Plus. Como recebeu este convite?

A Boutique dos Relógios é uma marca com muitíssimo prestígio. Acho que qualquer artista se honraria de se associar à esta família e a esta marca. O mesmo aconteceu comigo, fiquei muito feliz com este convite.

Deu voz e letra à música que acompanha o vídeo oficial dos 20 anos da Boutique dos Relógios. Como foi compor este tema?

Foi muito interessante. Não era fácil imaginar uma letra que trouxesse Portugalidade, com a sua emoção adjacente, e que, ao mesmo tempo, falasse de relógios. Pensei em encontrar esta metáfora do relógio da vida, que conta o emocional, que acelera ou atrasa depende do nosso astral. O filme da Boutique dos Relógios contava a história de uma menina que sonhava ter um dia um relógio como o do pai ou um presente da boutique. E porque os valores se passam de geração em geração, era preciso ter todos estes sentimentos nesta música. Foi um desafio. Mas o produto final deixou-me feliz.

 

Quais as suas marcas de eleição. Porquê?

Gosto muito do bom gosto que IWC sempre mantém; acho a Longines muito ecléctica, mas a Gucci tem trazido opções arrojadas que me interessam e a Omega mantém-se inabalável na sua elegância.

 

 

Foi, recentemente, mãe pela segunda vez, em pleno auge da sua carreira. Como consegue gerir o seu tempo, entre vida pessoal e profissional?

Não é fácil, mas tudo se faz com calma e discernimento. É preciso tentar não stressar. É preciso saber ser muito organizada, estar preparada para dormir muito pouco, ou praticamente nada, e ainda assim estar sempre com abertura para brincar com as crianças ou lidar com o público que nos ouve. Não é fácil, mas nada é impossível. É a maneira como vemos as coisas que as torna melhores ou piores.

 

De que forma o relógio faz parte do seu dia-a-dia?

O relógio, infelizmente, faz parte do meu dia-a-dia ao minuto. Gostava de um dia poder olhar para ele sem tanto peso de responsabilidade. Mas, como dizia há pouco, cada minuto pode ser vivido como uma eternidade, se for vivido com calma. E assim se vai passando minuto a minuto de uma vida muito atarefada, aproveitando ao máximo cada momento e tudo o que a vida me tem dado.

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Olivia Palermo https://turbilhao.pt/olivia-palermo/ Tue, 26 Sep 2017 15:22:22 +0000 http://turbilhao.pt/?p=14165 O que acontece quando Olivia Palermo se encontra com Piaget? Uma explosão de cores vibrantes e intensas que resulta numa colecção de jóias com uma generosa dose de elegância, que revela a essência cativante da mulher Piaget. Olivia Palermo é aquela mulher especial. Ela gira e o mundo é seu. Com uma única volta do […]

O artigo Olivia Palermo aparece primeiro no Revista Turbilhão.

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O que acontece quando Olivia Palermo se encontra com Piaget? Uma explosão de cores vibrantes e intensas que resulta numa colecção de jóias com uma generosa dose de elegância, que revela a essência cativante da mulher Piaget.

Olivia Palermo é aquela mulher especial. Ela gira e o mundo é seu. Com uma única volta do anel giratório Possession, e confiante nas suas escolhas, toma as rédeas da sua vida e conquista o mun­do à sua volta. Fiel ao estilo effortless que lhe valeu o status de influenciadora global de moda, Olivia Palermo coloca o seu cunho distintivo em tudo o que faz e encarna a vitalidade da Pos­sesão na nova colecção de Piaget – a segunda que cria em colaboração com a marca. Atra­vés de seis filmes publicitários, Olivia Palermo revela-se em seis situações distintas, num mundo dominado pelas cores de Possession. Em duas das cenas, surge ao lado do marido, o fotógrafo Johannes Huebl, que captou também o seu estilo numa série de fotogra­fias exclusivas.

 

O que a levou a trabalhar, pela segunda vez, com Piaget?

Adorei a primeira colecção e gostei muito de trabalhar com a equipa. Acho que esta nova colecção está maravilhosa e é muito fácil de usar. Adoro, especialmente, que tenha sido incorporada cor, porque é algo com o qual me identifico. Gosto muito de ter cor na minha vida e é um factor importante quando me arranjo. Por isso, achei fantástica a oportunidade de voltar a trabalhar com a Piaget.

Qual é a sua cor preferida nas novas peças da colecção?

Gosto imenso da série Turquesa, porque é uma cor que sempre adorei desde pequena. Faz-me lembrar a praia em Santa Fe.

 

No centro da campanha da colecção Possession está um filme publi­citário do qual é protagonista. Quer falar-nos do conceito do filme?

A história do filme é muito romântica e tem uma certa magia. Foi óptimo trabalhar com Johannes. Também gostei do facto de cada história estar relacionada com uma cor, até porque cada mulher tem a sua cor preferi­da, por isso, o que fizemos foi tentar agradar a todas.

Quais são as primeiras palavras que lhe vêm à mente para cada uma das seis cores presentes na colecção?

Vermelho: sapatos de salto Valentino dos anos 60, unhas da minha co­lecção Olivia Palermo com Ciaté, amor. Azul: o meu marido, uniforme da escola. Turquesa: Santa Fe, oceano, Piaget. Verde: zona rural inglesa, exército, flores. Dourado: o meu tom preferido, chique, bom gosto. E finalmente, preto: Nova Iorque, clássico.

 

Diariamente, como acrescenta cor à sua vida?

Há tantas formas de acrescentarmos cor à nossa vida. Seja no interior dos apartamentos, seja na forma de vestir… É impressionante a felicidade que a cor pode trazer à nossa vida!

 

Quais são os seus conselhos essenciais para adicionar cor no outfit?

É sempre bom incorporar cor nos outfits. Às vezes podemos começar com um acessório e desenvolver o resto do look a partir daí, mas é im­portante ter em conta o ambiente para o qual no estamos a vestir. É algo muito divertido e deve­-se brincar com isso: coloquem-se em frente do espelho, experimentem e de certeza que vão ter uma surpresa agradável. Pode acontecer que se depararem com combinações de cores im­prováveis, que acabam por resultar muito bem.

“Gira e o mundo é seu” é o lema da colecção Possession. No seu caso, onde encontra a confiança e a energia para assumir diferen­tes papéis enquanto mulher?

Acho que as mulheres deviam apoiar-se mais umas às outras e proporcionar-se, mutuamen­te, uma maior estabilidade. No filme publicitário, mostramos as diversas formas de usar a co­lecção Possession e como esta pode transmitir confiança à mulher que a usa. Por exemplo, eu faço imensas coisas diferentes, mas todas elas acabam por estar relacionadas, e essa confiança pode vir de qualquer lado, seja de jóias, penteados, unhas… São esses detalhes que podem dar às mulheres um reforço extra de confiança. E isto é algo que eu considero muito importante.

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“Gosto de pensar no futuro, mas aproveito cada instante” https://turbilhao.pt/gosto-de-pensar-no-futuro-mas-aproveito-cada-instante/ Mon, 14 Aug 2017 14:57:43 +0000 http://turbilhao.pt/?p=14155 Mãe, actriz, apresentadora e dona de um estilo inconfundível, Cláudia Vieira acaba de se estrear em mais um papel na sua vida: é friend of the brand da marca de alta-relojoaria Omega em Portugal. Começou nas passerelles, mas foi na representação que ganhou uma maior visibilidade. De que forma este percurso fazia parte dos seus […]

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Mãe, actriz, apresentadora e dona de um estilo inconfundível, Cláudia Vieira acaba de se estrear em mais um papel na sua vida: é friend of the brand da marca de alta-relojoaria Omega em Portugal.

Começou nas passerelles, mas foi na representação que ganhou uma maior visibilidade. De que forma este percurso fazia parte dos seus sonhos de infância?

Na verdade, e por estranho que pareça, não fazia parte dos meus sonhos de infância. Sem­pre achei que teria uma profissão ligada à Edu­cação Física, talvez como professora. A tele­visão aconteceu por acaso e mudou a minha vida! Percebi, desde o primeiro contacto com a representação, que era por ali o meu caminho. Depois do primeiro projecto procurei forma­ção e, até hoje, continuo a fazê-lo. É uma área maravilhosa, que nos permite crescer e evoluir constantemente.

 

Actualmente, tanto podemos vê-la no pequeno ecrã (a representar ou apresentar) como em cima de um palco. Em qual dos papéis se sente mais realizada?

A representação é um jogo onde trabalhamos com emoções. Tem tanto de excitante como de frustrante, e isso é viciante. Já na apresentação somos nós próprios, com a nossa capacidade de comunicação, que conduzimos o programa e agarramos o telespectador. O palco permite­-nos ter a sensibilidade do público em tempo real. É maravilhoso sentir a resposta imediata ao que damos, e a energia que percorre a sala. É cada vez mais difícil para mim dizer onde me sinto mais realizada. Acho que todas as áreas são especiais à sua maneira!

Fato de banho Maria Martinez e Calças Balmain, na Fashion Clinic
Relógio Omega Seamaster Planet Ocean
Pulseira e Fio com pendente Omega Ladymatic em ouro rosa e diamantes

A imagem é parte fundamental para alguém com uma grande pro­jecção pública. Que cuidados procura ter com a sua imagem? E como define o seu estilo?

A saúde é fundamental para ter uma boa imagem. Antes de todos os outros cuidados, devemo-nos preocupar com o interior, para reflectir no exterior. Prezo sempre o lado saudável da vida, por isso o desporto, a alimentação equilibrada e o cuidado com a pele são fundamentais para o equilíbrio da minha imagem. Sou uma pessoa descontraída e serena e isso reflecte-se no meu estilo. Gosto de me sentir confortável, mas sem­pre com um pormenor diferente ou um toque de sofisticação.

 

Actualmente, o relógio assume também o papel de acessório de moda. De que forma o relógio faz parte do seu dia-a-dia e como o integra nos diferentes looks?

Com uma agenda tão preenchida entre compromissos pessoais e profis­sionais, o relógio é um dos meus melhores amigos. Ajuda-me a controlar o tempo que tenho para cada momento e é um dos elementos mais importantes dos meus looks. Para mim, é muito mais do que um aces­sório de moda.

Fato de banho Paradizia e Pólo Dior, ambos na Loja das Meias
Relógio Omega De Ville Ladymatic
Pulseira e Brincos Omega Flower em ouro rosa e madrepérola

Foi recentemente anunciada como friend of the brand da marca suíça de alta-relojoaria Omega, uma das mais influentes do mundo. Como recebeu este convite?

Foi um enorme prazer e orgulho receber este convite por parte da Omega. Conheço a marca desde sempre, e é para mim sinónimo de prestígio, qualidade e bom gosto. Não poderia ter ficado mais feliz.

 

“Omega é, para mim, sinónimo de prestígio, qualidade e bom gosto”

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“Não somos uma marca conservadora” https://turbilhao.pt/nao-somos-uma-marca-conservadora/ Thu, 01 Jun 2017 17:50:54 +0000 http://turbilhao.pt/?p=13662 Director de Marketing da Audemars Piguet há seis anos, Tim Sayler aposta na redefinição da identidade da marca. Um desafio contínuo que procura mostrar ao mundo que história e tradição não são sinónimo de conservadorismo. Ao contrário. Afinal, para quebrar as regras, há primeiro que dominá-las. A estratégia de marketing das marcas de alta relojoaria […]

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Director de Marketing da Audemars Piguet há seis anos, Tim Sayler aposta na redefinição da identidade da marca. Um desafio contínuo que procura mostrar ao mundo que história e tradição não são sinónimo de conservadorismo. Ao contrário. Afinal, para quebrar as regras, há primeiro que dominá-las.

A estratégia de marketing das marcas de alta relojoaria mudou muito nos últimos anos. Na Audemars Piguet, quais foram as principais mudanças, tendo em conta a Internet e os Social Media?

A maior mudança que fizemos foi que redefinimos a identidade da marca. Começámos a fazê-lo há cinco anos, mas é uma jornada contínua. Olhamos para a marca e para o que representa, comunicando essas mensagens consistentemente, sempre de forma diferente, mas o conteúdo é o mesmo. Não somos uma marca conservadora, somos jovens e dinâmicos. Ou seja, temos uma história antiga, mas contamo-la de maneira moderna. Para o fazer utilizamos muitos canais diferentes. Continuamos a fazer muitos eventos, porque o mais importante continua a ser a relação pessoal, mas também nos estamos a relacionar com os nossos clientes através da Internet, e com muito sucesso.

A Audemars Piguet combina história e tradição com modernidade e contemporaneidade. É fácil combinar estas duas vertentes da marca numa estratégia de marketing?

Não, é muito difícil. A marca tem muitas tensões, mas é isso que a torna interessante. Por exemplo, temos uma forma muito boa de expressar este contraste através do nosso mote: para quebrar as regras, primeiro temos de dominá-las. E isso é verdade. Possuímos a mestria e acreditamos que apenas tendo esta história e o trabalho de casa feito dá o direito de quebrar os códigos com coisas novas. Muitas vezes é difícil encontrar o equilíbrio certo, mas também é isso que torna a marca interessante.

 

Nos últimos anos, muitas marcas de alta relojoaria começaram a enfatizar a sua tradição. O que acha que motiva esta tendência?

Hoje, toda a gente procura o verdadeiro, a autenticidade, e não apenas no luxo. Mesmo quando se compra comida, idealmente quer saber-se a sua origem. As pessoas querem saber de onde vêm as coisas, não querem fazer uma compra anónima, sem valor. Quando falamos de luxo, estes elementos são ainda mais importantes, porque quando se está a fazer um grande investimento, quer perceber-se de onde vem. Há uma procura pelo entendimento da origem e da história. Acho que as marcas estão a reagir a essa procura. A Audemars é 100 por cento verdadeira e autêntica, e essa é a sua força. Para nós tem sido uma mudança-chave procurar contar esta história de uma forma envolvente e não como se fosse uma aula. Temos dado à nossa história e legado um lugar de protagonismo. Quando lançamos um relógio, há sempre uma perspectiva histórica. Também estamos a construir um novo museu… por isso, sim, para nós a história é muito importante.

 

Até ao final dos anos ’90, o maior investimento das marcas foi na publicidade tradicional. Agora fazem mais eventos, apostam em embaixadores… Por quê?

Na Audemars Piguet sempre tivemos um mix de estratégias de marketing. Sempre investimos em diversas actividades, obviamente nos media, mas também nos eventos. Para nós isto sempre fez sentido porque somos uma marca muito dinâmica. Os nossos clientes sempre foram mais novos, comparados com os de outras marcas. Somos uma marca que é comprada para ser usada e não para ser colocada num cofre como investimento. Isso significa que os nossos clientes querem experienciar e viver a marca. Ao mesmo tempo, somos uma pequena empresa familiar e gostamos da relação de proximidade e do contacto pessoal com o cliente. Acho que a única coisa que mudou foi a componente digital: com a chegada da internet e do mobile, muita da presença e da interacção vai para essas plataformas. Mas os eventos sempre estiveram e estarão presentes na estratégia.

 

Qual a importância da associação a personalidades para uma marca como a Audemars Piguet?

Hoje temos duas plataformas globais que são muito importantes para nós. A primeira, e mais relevante, é a Art Basel, de que nos tornámos parceiros há quatro anos. É uma plataforma onde podemos apresentar a marca num contexto de cultura, criatividade, inovação a uma audiência muito sofisticada. Isto tem tido um grande sucesso, porque mudou a percepção da marca numa nova audiência. A segunda é o golfe, principalmente porque é uma área em que podemos proporcionar aos clientes uma excelente experiência, temos muitos embaixadores que são jogadores profissionais de golfe e damos aos nossos clientes que jogam a oportunidade de jogar com estas estrelas de topo. Não fazemos mais associações porque sabemos que os nossos clientes não precisam. Claro que há celebridades que são clientes, usam a marca e querem vir aos nossos eventos. Por vezes, fazemos actividades em conjunto e os outros clientes conhecem estas celebridades.

 

O segmento de relógios de senhora está a crescer. Ponderariam uma associação à moda?

Um relógio para mulher é parte da moda, porque faz parte do conjunto, é escolhido não só pela complicação, mas pelo seu visual e estilo. Para as mulheres é uma peça de joalharia, por isso faz parte, absolutamente, da moda. Nesse aspecto, posicionar o relógio nesse mundo faz sentido. Não temos nenhuma parceria específica, mas temos feito parte de desfiles de moda e fashion weeks.

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Diogo Navarro https://turbilhao.pt/diogo-navarro/ Thu, 01 Jun 2017 14:41:02 +0000 http://turbilhao.pt/?p=14255 Diogo Navarro pinta emoções, atribuindo novos sentidos à definição do tempo. Nascido em Xinavane, Moçambique, veio para Portugal com apenas cinco anos e, aos treze, expôs os seus primeiros trabalhos. Desde aí nunca mais parou: Portugal, Suíça, Itália, Bélgica, Gana; os seus quadros viajam por todo o mundo e o seu talento não passou despercebido […]

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Diogo Navarro pinta emoções, atribuindo novos sentidos à definição do tempo. Nascido em Xinavane, Moçambique, veio para Portugal com apenas cinco anos e, aos treze, expôs os seus primeiros trabalhos. Desde aí nunca mais parou: Portugal, Suíça, Itália, Bélgica, Gana; os seus quadros viajam por todo o mundo e o seu talento não passou despercebido à Academia de Belas Artes da Rússia, que o distinguiu em 2012. “Golden Eyes”, a mais recente exposição do artista, esteve em destaque na Boutique dos Relógios Plus.

Veio para Portugal quando tinha apenas cinco anos e deparou-se com uma realidade diferente daquela a que estava habituado. Acha que foi esse o móbil que o des­pertou para a arte?

A mudança acaba por despertar em nós novas formas de evolução e entendimento. Todas as crianças evoluem com esse estímulo de descobrir novos mundos e com a curiosidade de explorar o que as rodeia. É algo natural. Pessoalmente, acredito que a arte está muito rela­cionada com a forma de pensamento e essa forma de pensamento nasce com a pessoa. Claro que, mais tarde, a escola acaba por dar alguns instrumentos e técnicas, mas a natureza da pessoa é autodidacta.

 

Curiosamente, a Faculdade de Belas Artes não faz parte do seu percurso académico. Considera-se, portanto, um autodidacta?

A minha ligação com as artes vem de longe, praticamente desde que nasci. Sempre procurei encontrar explicações muito próprias para as coisas. Ser autodidacta obriga-nos a pensar, embora não me consi­dere um autodidacta na verdadeira acepção da palavra. Durante toda a minha vida estudei (e estudo) arte, penso em arte, acompanho o que se passa no mundo das artes e viajo com frequência. Mas acho que a grande vantagem de se ser, de certa forma, autodidacta é utilizar na criação aquilo que realmente importa: a emoção. Quando criamos, construímos uma narrativa pessoal, sem nos guiarmos por normas predefinidas. No meu caso, entro num estado de transcendência, onde a emoção transforma o tempo.

Consegue definir o seu estilo artístico?

Não, e gostaria de nunca ter de o definir. Gosto de mostrar aquilo que faço, mas gosto igualmente de me resguardar e estar no meu espaço a trabalhar, sem pensar qual o caminho que devo seguir. São as circunstâncias que definem o momento e aquilo que nós somos.

 

De onde vem a inspiração para criar?

A inspiração surge, essencialmente, por estados de luz. A luz pode ser traduzida de muitas formas: a partir da natureza, das pessoas ou através de estados emocionais. De acordo com a fase em que me encontro, vou buscar inspiração ao que me rodeia e projecto-a no momento em que estou a criar.

 

Acha que a parte da infância que viveu em Moçambique tem alguma influência na sua obra?

Sim, acho que o nosso embrião guarda mui­tos segredos. Ao longo da nossa vida vamos descodificando determinadas formas de sentir que podem estar relacionadas com a infância. Claro que não vamos voltar à infân­cia outra vez, mas a vida é como um relógio, é feita de ciclos, onde o dualismo efemeridade/ eternidade marca o nosso caminho. A minha obra é um somatório de vários momentos que se traduzem num todo. Mas esse todo leva o seu tempo a construir e ainda não tenho a distância suficiente para a definir de forma concreta.

 

Qual foi a exposição que mais o marcou?

A exposição na Fundação D. Luís I, que termi­nou no início do ano. Não tanto pelo impacto que causou no público, mas, sobretudo, pelo que esta representa para mim. Naquela expo­sição está uma parte daquilo que eu sou. É o resultado da triagem que eu vou fazendo e que se assemelha à construção de um puzzle. E a construção desse puzzle, que é a nossa vida, só se consegue ao fim de muitas voltas, muitos ciclos. Naquela exposição está o meu mapa genético.

 

Em 2012, integrado na exposição “Um Olhar Sobre o Palácio – O Atelier de um Artista”, transformou o Palácio da Ajuda no seu ate­liê privado. O que representou para si esta experiência?

Sempre que passava a ponte sobre o Tejo olhava para o Palácio e imaginava como seria fazer lá uma exposição. Durante várias semanas tive oportunidade de me envolver com aquele espaço e com as pessoas que lá trabalham; conhecer a dinâmica e a história; ir redesco­brindo a importância destes sítios na nossa identidade. Curiosamente, tenho antepassados que viveram naquele Palácio e, por isso, teve um significado ainda mais especial.

 

 

Recentemente, expôs na Boutique dos Reló­gios Plus. Como descreveria essa exposição?

A exposição intitulou-se “Golden Eyes”, numa referência ao filme “Golden Eye”. No fundo, são representações de rostos, com especial desta­que para o olhar, em que cada uma das pintu­ras estabelece um diálogo próprio connosco. Há também uma certa ligação à cultura por­tuguesa, com a associação à filigrana e aos tesouros do Norte, onde tenho raízes familiares. Mas não queria retratar este tema de uma forma regional, prefiro associá-lo ao simbolismo do amor. O lado emocional é muito importante para as pessoas, já que é esse lado que lhes permite percepcionarem o tempo de forma diferente.

 

Fala muito sobre o tempo. As dimensões do tempo, a forma como o sentimos e vemos, acabam por ser uma constante na sua obra?

O tempo é, provavelmente, a charneira de todas as obras. Criar vai buscar uma definição de tempo que normalmente não está nos relógios. Diaria­mente, vivemos sob a pressão do tempo analógico e a arte consegue dar outra dimensão ao tempo, fazendo-nos sentir o momento de maneira diferente.

 

Como imagina o futuro?

Para construirmos o futuro temos de perceber com que instrumentos podemos trabalhar, e esses instrumentos têm que ver com a nossa identidade, com o lado emocional e também com as circunstâncias que vivemos. O futuro também está muito relacionado com a vontade em conquistar outras etapas e, às vezes, em Portugal, temos dificuldade em sair da nossa zona de conforto. Acho que é importante pormo-nos à prova e perceber que a nossa linguagem funciona lá fora. Tenho tido vários convites e, no futuro, o passo natural será, talvez, apostar mais na internacionalização

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Melanie Costa Leite https://turbilhao.pt/melanie-costa-leite/ Thu, 01 Jun 2017 13:57:20 +0000 http://turbilhao.pt/?p=14174 É um caso sério de amor à primeira vista. Ou será ao primeiro toque na textura sublime e preciosa da caxemira? Com inspiração, talento e determinação, Melanie Costa Leite transformou a sua paixão numa marca de luxo com projecção internacional – Melanie Cashmere –, que se distingue pela elegância intemporal das peças.   Como foi […]

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É um caso sério de amor à primeira vista. Ou será ao primeiro toque na textura sublime e preciosa da caxemira? Com inspiração, talento e determinação, Melanie Costa Leite transformou a sua paixão numa marca de luxo com projecção internacional – Melanie Cashmere –, que se distingue pela elegância intemporal das peças.

 

Como foi o seu percurso até à criação da marca Melanie Cash­mere?

Licenciei-me em Gestão em Lon­dres e, após terminar o curso, sabia que gostaria de trabalhar em moda. Tive a oportunidade de estagiar na Vogue Portugal e na Condé Nast International, em Londres. Tra­balhei ainda na marca Victoria Beckham. Mas o meu sonho de criar uma marca de caxemira permanecia e, com uma vontade cada vez mais forte, saí da Victoria Beckham e dediquei-me inteiramente ao meu projecto.

 

O que a fascina na caxemira?

A caxemira transmite amor. É uma matéria­-prima inacreditavelmente bonita de trabalhar.
Permite-nos criar peças simples ou elaborar uma camisola em malha de cabo, por exemplo. Sempre sonhei ter um guarda-roupa cheio de camisolas de caxemira, que não fossem ape­nas básicos, que tivessem um pequeno twist, um detalhe que as tornasse especiais.

Melanie Costa Leite com Relógio Audemars Piguet e Anel, Colar e Brincos Tirisi

Como é que esta paixão se transformou na marca Melanie Cashmere?

Sempre desejei criar uma marca de caxemira. Foi apenas uma questão de tempo até me sentir preparada e ter os contactos necessários para conseguir produzir com alta qualidade. Fas­cina-me o desafio de criar algo do zero. Este é um projecto ambicioso, em que todos os dias acontece algo diferente, mas as bases estão bem fundadas e agora estamos a crescer.
A minha visão para Melanie Cashmere é a de uma marca moderna e de luxo, baseada no conforto da caxemira, com modelos elegantes, femininos, intemporais, adequados a qualquer idade. Uma mesma peça pode ser usada por uma mulher de 24 ou de 75 anos, resultando num look mais cool ou mais elegante, depen­dendo da adaptação ao estilo individual de cada cliente.

 

O que distingue a caxemira de outros tecidos, como a lã de alta qualidade, por exemplo?

A caxemira é uma fibra natural mais fina e macia do que a lã comum, o que a torna mais preciosa. Tem uma grande durabilidade e a capacidade de controlar a temperatura do corpo, mantendo-nos quentes no Inverno e protegendo-nos do calor no Verão. E claro, o toque suave da caxemira transmite-nos um inevitável sentimento de amor.

 

Como é feita a selecção da caxemira para as suas criações?

A nossa caxemira vem de Itália, da Cariaggi e Loro Piana: marcas que trabalham com 100% caxemira ou com uma mistura de caxemira e seda que é especialmente útil em peças mais justas à pele, tornando-as mais confortáveis, como, por exemplo, o nosso top Catarina (70% caxemira e 30% seda) e o casaco Martina. Estas marcas também têm certificações e recorrem a métodos que respeitam o bem-estar dos animais.

Como é a manufactura das peças?

A colecção actual é produzida em Portugal, Itália e Escócia. Na nova colecção, que vamos lançar em Setembro, estamos mais focados em Portugal e Itália. A nossa produção é realizada em fábricas especializa­das em malhas de caxemira, onde o conhecimento e a paixão por esta matéria-prima é visível no trabalho das pessoas. É um prazer trabalhar com pessoas assim, que acreditaram em nós desde o início, quando produzíamos menos quantidade.

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Erwin Creed https://turbilhao.pt/erwin-creed/ Thu, 01 Jun 2017 11:48:33 +0000 http://turbilhao.pt/?p=14180 Pertence à sétima geração de uma família de perfumistas que cria algumas das fragrâncias mais luxuosas do mundo. Para Erwin Creed, a marca com mais de 250 anos de história é mais do que um negócio: é uma verdadeira paixão que lhe corre no sangue. A Creed é considerada uma das marcas de perfumes mais […]

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Pertence à sétima geração de uma família de perfumistas que cria algumas das fragrâncias mais luxuosas do mundo. Para Erwin Creed, a marca com mais de 250 anos de história é mais do que um negócio: é uma verdadeira paixão que lhe corre no sangue.

A Creed é considerada uma das marcas de perfumes mais luxuosas do mundo. O que a torna tão especial?

Na Creed temos o nosso laboratório, a nossa fábrica, os nossos próprios fornecedores de ingredientes naturais e exclusivos. Temos também a nossa história: há um nome e várias gerações por trás da marca. É mesmo uma verdadeira paixão! Acho que o universo da perfumaria não é muito diferente da alta relojoaria. Para se ter um bom relógio é necessário investir e, às vezes, é preciso esperar e ponderar até se chegar ao que realmente se quer. Mas quando finalmente conseguimos, sabemos que a nossa escolha se vai revelar certa ao longo do tempo.

 

Pela forma como fala, dá para perceber que adora o que faz…

Sim, adoro.

 

…e que é um apreciador do luxo.

Sei o que é o luxo e adoro o luxo clássico. Não gosto de show-off.

 

Voltando aos perfumes, de que modo o vosso processo de produção difere do de outras marcas?

Na maioria das marcas trabalha-se atrás de uma secretária: dão-se instruções para se enviar dez quilogramas da base e do concen­trado para a fábrica dos frascos. Depois junta­-se tudo, enchem-se os frascos e envia-se para todo o mundo. Nós fazemos de maneira diferente. Recebemos tudo na nossa fábrica, desde os frascos aos ingredientes para criar a nossa base. Como temos um laboratório, faze­mos os nossos próprios testes. É um processo demorado. Por exemplo, quando recebemos os ingredientes, levamos uma semana a ava­liar se têm a qualidade necessária para serem utilizados. A produção é 30% mais lenta, mas o resultado é perfeito, porque há um grande foco na qualidade, em fazer as coisas bem, e o processo é muito manual. Na Creed sabemos que o perfume é muito importante, que é parte de quem somos.

 

Onde encontra as melhores flores?

Depende. Sem dúvida que é importante ter as melhores flores, mas é igualmente importante termos os melhores fornecedores, porque se estes não forem realmente bons, quando as flo­res chegam até nós o aroma já não é o mesmo. As flores são um produto muito delicado. E posso dar um exemplo: comprávamos mimo­sas no Sul de França, e quando chegavam para a destilação nem sempre vinham perfei­tas, porque, para ser mais rápido, o transporte não era feito nas melhores condições. Hoje orgulhamo-nos de ter excelentes fornecedores em diversas partes do mundo. Por exemplo, as rosas usadas nos nossos perfumes vêm da Bulgária e da Turquia: a rosa búlgara é melhor nas notas pretas e médias; a turca é mais leve e pode-se misturar a conexão entre o topo e o médio, dependendo da fragrância que se pre­tende atingir.

 

O aroma é algo muito pessoal, mas o Erwin e o seu pai tiveram sucesso em traduzi-lo numa série de fragrâncias que as pessoas adoram. Como conseguiram fazê-lo?

Um bom perfumista faz algo leve, mas tam­bém algo forte e oriental ou adocicado. Tem de haver uma variedade de aromas. O facto de não estarmos em todo o lado dá-nos mais exclusi­vidade, o que se traduz numa maior confiança por parte do cliente quando usa um perfume Creed. Como se de uma pintura se tratasse, queremos dar aos nossos clientes algo espe­cial, que lhes proporcione um bom sentimento. A qualidade tem de ser a prerrogativa. Quere­mos fazer algo verdadeiramente bom, não um produto de sucesso de marketing.

Como são seleccionados os pontos de venda Creed?

Seleccionamos criteriosamente os espaços onde estamos, e acho pre­ferível ter um bom corner no sítio ideal do que estar em muitas lojas. Por isso reduzimos os pontos de venda e reforçámos muito a presença em espaços exclusivos. Estamos focados em manter a nossa reputação. Para nós, qualidade é mais importante do que quantidade, por isso prefiro vender menos a quebrar a imagem da marca.

 

Fazendo uma comparação com a música, devemos ouvi-la num volume baixo para manter a audição apurada. Na perfumaria, em vez da audição utiliza-se o olfacto. Como se apura este sentido?

É precisamente como na música: se começamos o dia a ouvir Hard Rock muito alto, vai ser difícil escutar algo mais leve ao final do dia. Na perfu­maria, todas as decisões têm de ser tomadas de manhã, depois de um pequeno-almoço leve e sem bebidas com sabores fortes. À noite o nariz está mais ‘poluído’. Também se deve começar sempre pelos perfumes mais leves, fazendo intervalos entre eles.

 

O que o desperta para criar uma nova fragrância?

O meu elemento favorito é o ingrediente e, por vezes, também as pessoas. No Médio Oriente gostam muito do Oud, e sempre que entravam na loja era o único perfume que queriam. Decidi, então, fazer uma reinterpreta­ção mais ocidental, que agrade, também, a um outro público.

 

Recentemente lançaram o Aventus para senhora. Porque sentiram a necessidade de criar uma versão feminina desse aroma?

Neste momento, temos mais perfumes masculinos do que femininos, mas queremos alcançar um equilíbrio na oferta de ‘50-50’. Precisámos de mostrar ao universo feminino que fazemos bons perfumes. Também achámos que estava na altura de lançar algo mais comercial. Somos uma boa marca, mas os clientes querem sempre mais inovação.

 

Qual é o seu tipo de perfume?

Não uso perfume diariamente, mas quando uso, uso tudo [risos].

 

É a sétima geração da família. Que memórias e sentimentos guarda da sua infância e juventude?

Cresci com o Romano Ricci (também de uma família de perfumistas), que tem mais três anos do que eu: era o meu ‘irmão’ e é o meu melhor amigo. Lembro-me que fazíamos corridas e motocrosse. Quando era mais novo, não estava completamente envolvido no negócio. Não queria fazer a mes­ma coisa que o meu pai e estava mais focado em mostrar que podia fazer algo diferente. Mas depois, aos poucos, fui percebendo a essência da marca, a sua força e tradição, e seria tolo se não lhe desse continuidade. Hoje tenho demasiado Creed em mim [risos], está-me no sangue. Estou envolvido em tudo e luto diariamente porque quero manter a reputação que temos hoje. É uma grande responsabilidade.

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Adrien Silva https://turbilhao.pt/adrien-silva/ Mon, 30 Jan 2017 16:55:32 +0000 http://turbilhao.pt/?p=11394/ O mercado de transferências está fechado, mas a Boutique dos Relógios Plus conseguiu assinar Adrien Silva como friend of the brand. E ao trocar os relvados por uma sessão fotográfica, o jogador da selecção revela-se tão à vontade como de bola nos pés. Ou quase… Mais do que as suas qualidades técnico-táticas – como diria […]

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O mercado de transferências está fechado, mas a Boutique dos Relógios Plus conseguiu assinar Adrien Silva como friend of the brand. E ao trocar os relvados por uma sessão fotográfica, o jogador da selecção revela-se tão à vontade como de bola nos pés. Ou quase…

Mais do que as suas qualidades técnico-táticas – como diria Gabriel Alves – interessa-nos aqui sobretudo medir o pulso ao campeão europeu, até porque a sua contratação como friend of the brand da Boutique dos Relógios Plus foi a transferência mais inesperada da época relojoeira.

O nome não engana. Adrien Sébastian Perruchet Silva nasceu mesmo em França, filho de pai português e mãe francesa. Começou a dar os primeiros toques nos iniciados do Bordéus, que abandonou em 2000 quando os pais se mudaram para Arcos de Valdevez. Curiosamente, nesse o mesmo ano chegava ao clube outro português que por lá faria história: Pedro Pauleta.

Mas a estadia em Arcos foi curta, porque o jovem Adrien entrou rapidamente no radar dos olheiros do Sporting e entre os 11 e os 12 anos de idade, trocou de país, primeiro e de cidade – Arcos de Valdevez por Alcochete – depois, sendo separado dos pais e do irmão. Nenhuma dessas mudanças foi fácil de aceitar ou de se adaptar. Mas levaram a uma maturidade pouco comum para a idade e, na Academia, Adrien revelava já as qualidades de um líder: foi capitão de várias equipas nos escalões de formação, como é hoje na equipa principal de Alvalade.

O momento mais alto da sua carreira – e de todos os que estavam consigo – aconteceu, claro, naquele glorioso domingo de Julho em que conquistaram o primeiro título de futebol sénior para Portugal. Adrien, o campeão europeu. Foi precisamente por aí que começou a nossa conversa:

O que sentiu quando se sagrou campeão europeu?

Foi uma sensação única. Pela conquista e pela alegria que pudemos proporcionar a milhares de pessoas. Ainda hoje revejo essa alegria nas pessoas e é fantástico.

A vossa recepção à chegada foi emocionante.

Claro. Desde os caças da Força Aérea a todos os trabalhadores do aeroporto, e pela cidade fora. Foi o melhor momento da minha carreira.

O início não foi muito positivo. Quando sentiu que podia ganhar?

Nunca sentimos um clique. Estávamos apenas focados em passar a fase de grupos, primeiro, depois em cada adversário, jogo a jogo, para finalmente chegar à final e poder ter essa hipótese de vencer o campeonato.

Como é que geriu a sua costela francesa, numa final em França, contra a França?

Não foi fácil, é verdade. Tive de controlar muitas emoções: estava no meu país natal, perante todos os meus amigos e família francesa. Os meus amigos franceses queriam que eu ganhasse e isso também me deu muita força.

Veio para Portugal aos 11 anos, e nem um ano depois já se estava a mudar para a Academia do Sporting. Foram muitas mudanças…

Difíceis de aceitar. Aos 11 anos não é fácil aceitarmos todas essas mudanças repentinas. Cheguei a ficar um pouco chateado com os meus pais, porque com essa idade não pensamos no futuro, queremos é estar com os amigos, brincar, e pouco mais. Começar uma nova vida com 12 anos não é fácil, mas foi, reconheço-o agora, importante para o meu futuro e para os valores que tenho hoje.

Como foi crescer na Academia?

O espírito de grupo que existe ali dentro é enorme e os nossos amigos tornam-se quase na nossa família. E isso torna-nos melhores e mais fortes. Aliás, só assim é que se consegue ultrapassar essa etapa. Sozinho seria praticamente impossível.

Que momentos recorda como melhores nesse tempo?

O companheirismo. Erámos cerca de 50 jovens, dos 12 aos 17, e a cada ano havia uns que saiam e outros que entravam, mas o companheirismo mantinha-se. Fazem-se grandes amizades, para sempre.

Como é que geriam as saídas? Alguns tinham sucesso, mas outros nem por isso…

É assim o futebol. Existem poucos que conseguem singrar e isso ensinava-nos em primeiro lugar que era possível. Em segundo que não era fácil. E que tínhamos de estar preparados para as duas hipóteses.

E o papel da sua família? Foi muito importante nessa altura?

Claro. Tive a sorte de ter uma família que fazia de tudo para me apoiar e estar presente. Na altura nem havia autoestrada até Arcos de Valdevez, e vir a Lisboa demorava umas cinco horas. Eles saiam às cinco da manhã, todos os fins-de-semana, para me verem jogar (nas camadas jovens os jogos são de manhã), almoçar comigo e depois regressavam. Era muito cansativo, mas nunca abdicavam de vir.

Aguardava esses momentos com grande expectativa imagino?

Sim, como é óbvio. E não só quando era jovem. Mesmo depois de crescermos continua a ser muito importante esse apoio familiar. E eu tive a sorte de ter uma família muito presente, ao contrário de alguns dos meus colegas que não tinham.

Agora é pai. O que mudou na sua vida?

Tudo. Foi uma mudança drástica no nosso dia a dia (risos). Mas alterou as minhas prioridades e tornou-me muito melhor enquanto homem.

Que tipo de pai é? Austero, brincalhão?

Tenho os meus momentos… Tento guiar-me pela educação que tive, porque acho que foi boa. Temos de saber quando devemos ser sérios e rigorosos e quando podemos ser brincalhões. No fundo é um pouco como ser capitão…

Que qualidades destaca para ser um bom capitão? Afinal é o actual capitão do Sporting como foi várias vezes nas camadas mais jovens.

Diz-se sempre que ‘o capitão tem de ser um líder e indicar o caminho’, mas tem que existir uma proximidade com todos os colegas e com o clube. Temos de saber o que é mais importante em cada momento para poder levar o grupo aos objetivos pretendidos. Para isso é preciso controlar as emoções e tomar as decisões certas em momentos chave. Ninguém nasce ensinado e isso aprende-se com o tempo. É claro que nem sempre acertei, mas espero estar a fazer um bom trabalho.

Todos os anos leva alunos de uma escola em Arcos de Valdevez para visitar uma cidade europeia. Como é que surgiu essa ideia?

Quando chegámos a Arcos nem eu nem o meu irmão falávamos uma palavra de português, mas houve uma professora na escola que nos ajudou muito nessa adaptação e quis retribuir essa ajuda. Para estes jovens é muito difícil conhecerem outros países e outras cidades, esta foi a maneira que encontrei.

Qual é a sua maior ambição?

Pessoalmente, é ser o melhor pai e o melhor marido possível. Ajudar a minha família a crescer e dar uma boa educação, como tive.

A carreira de um jogador de futebol não é assim tão longa. Onde é que se vê daqui por vinte anos, por exemplo?

Nesta fase ainda não penso nisso. Quero empenhar-me ao máximo como jogador para render o máximo.

Não é possível levar um relógio para dentro de campo mas, se fosse, que relógio gostaria de levar?

Não é permitido, não. Se pudesse escolhia o mais leve possível, para não pesar (risos).

Tem alguma marca predileta, ou tipo de relógio favorito?

Tive oportunidade de assistir ao lançamento do novo Omega (Planet Ocean Deep Black) e parece-me um relógio muito interessante, porque consegue ligar muito bem o lado desportivo com o mais clássico.

Tem muitos relógios?

Já tive mais. Um ‘pequeno assalto’ levou-me parte da coleção. É a vida…

Como é que recebeu este convite da BRP para ser friend of the brand?

Acima de tudo, com muito orgulho. Tenho amigos na marca e poder trabalhar com amigos é óptimo, porque já existe uma relação de confiança.

Já era cliente?

Sim, já era. Mas agora podemos levar essa relação um pouco mais longe.

Vai refazer a sua colecção de relógios?

Passo a passo. Estou a trabalhar nisso.


Fotografia de Carlos Ramos
Produção de Gabriela Pinheiro,
Cabelo e Maquilhagem Marta Pardal
Adrien vestido por Rosa & Teixeira

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Raynald Aeschlimann https://turbilhao.pt/raynald-aeschlimann/ Thu, 01 Dec 2016 10:12:14 +0000 http://turbilhao.pt/?p=11200 Depois de mais de duas décadas ao serviço da Omega, Raynald Aeschlimann assume agora as rédeas da empresa. Perante o desafio, o novo presidente e CEO da marca mostra-se determinado em manter a Omega na posição cimeira da indústria relojoeira e assume como principal objectivo a certificação Master Chronometer da maioria dos relógios da marca […]

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Depois de mais de duas décadas ao serviço da Omega, Raynald Aeschlimann assume agora as rédeas da empresa. Perante o desafio, o novo presidente e CEO da marca mostra-se determinado em manter a Omega na posição cimeira da indústria relojoeira e assume como principal objectivo a certificação Master Chronometer da maioria dos relógios da marca até 2020.

Está na Omega há mais de 20 anos. Tornar-se CEO da marca era o próximo passo natural?

Bom, um passo natural fá-lo soar um pouco fácil de mais e casual. Não foi apenas uma questão de esperar tempo suficiente para reivindicar o lugar cimeiro. Os meus 20 anos na empresa tinham que adicionar algo tangível; duas décadas de serviço dedicado que podiam ser medidas em termos de performance.

Qual a sensação de se ser o CEO de um dos mais importantes membros do Grupo Swatch?

É emocionante, profundamente avassalador e, por vezes, assustador. Ser presidente e CEO de uma marca tão icónica é um desafio enorme, porque por muito que eu necessite de continuar a levar a marca para a frente, não posso nunca esquecer o passado. Qualquer inovação tem que ter em consideração o rico legado da marca. Para isso, tenho imensas pessoas extraordinárias ao meu lado e nunca me sinto a remar sozinho.

Estando na marca há tanto tempo, o que pensa que pode adicionar à Omega?

Trago comigo um conhecimento profundo de como a empresa funciona em todos os níveis, desde as primeiras ideias de design, à produção e distribuição. Possuo por isso, se quiser, uma visão a 360 graus. Sou também uma pessoa muito apaixonada e extrovertida e gosto de pensar que o meu entusiasmo é contagioso. É muito importante dar às pessoas a confiança de que precisam para assumir riscos.

Que tipo de mudanças podemos esperar consigo no comando?

Estes são tempos muito desafiantes, especialmente na Europa, por isso quaisquer mudanças que sejam feitas não podem ser saltos cegos para o desconhecido. Tendo dito isto, é importante ser-se corajoso. Se eu tivesse que resumir os meus planos de forma simplificada, diria que podem esperar uma reorientação cuidadosa e pensada da marca em direcção a mercados jovens ou emergentes.

Stephen Urquhart chegou à Omega em 1999 para apresentar o escape Co-Axial e deixou a empresa com esse escape em todas as colecções. Qual o seu objectivo, enquanto CEO da marca?

O meu objectivo é certificar a maioria dos nossos relógios como Master Chronometers até 2020. Isto significa que quase todas as peças do tempo Omega que apresentarmos no mercado terão passado os exigentes testes estabelecidos pelo Instituto Federal Suíço de Tecnologia (METAS). Este é o mais alto nível de teste relojoeiro da indústria, se não do mundo.

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Anil Arjandas https://turbilhao.pt/anil-arjandas/ Thu, 03 Nov 2016 11:30:16 +0000 http://turbilhao.pt/?p=9933 Criador e designer da marca homónima, Anil Arjandas é um homem de sucesso. Detentor de uma das contas de Instagram mais populares entre os amantes da joalharia e relojoaria, este gentleman espanhol de origem indiana foi pioneiro quando “descobriu” uma lacuna no mercado e, em 2000, resolveu criar uma marca de joalharia fundamentalmente masculina. Hoje, […]

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Criador e designer da marca homónima, Anil Arjandas é um homem de sucesso. Detentor de uma das contas de Instagram mais populares entre os amantes da joalharia e relojoaria, este gentleman espanhol de origem indiana foi pioneiro quando “descobriu” uma lacuna no mercado e, em 2000, resolveu criar uma marca de joalharia fundamentalmente masculina. Hoje, as pulseiras e jóias Anil Arjandas são um verdadeiro fenómeno de popularidade entre homens (e mulheres) em todo o mundo.

A sua página de Instagram tem um grande sucesso. Nela partilha momentos da sua vida ou da sua marca?

Eu diria que quem segue o meu Instagram acaba por ter uma percepção de ambas. Inicialmente, criei o meu perfil para uma utilização mais pessoal, para partilhar a minha paixão por relógios, os momentos da minha vida enquanto viajo à volta do mundo e também para partilhar o meu estilo em termos de moda. Contudo, acabou por se transformar também numa hipótese excelente para exibir as minhas criações joalheiras a muitos seguidores em todo o mundo. Por isso, posso afirmar com toda a certeza que o que vêem no meu Instagram são momentos da minha vida, assim como uma introdução à minha marca.

Qual a importância do Instagram no seu sector?

Vivemos num mundo onde tudo é baseado em tecnologia, internet, gadgets, etc. Em geral, os social media são um instrumento fantástico para promover o que fazemos a muitas pessoas em todo o mundo, independentemente da indústria em que estamos. Neste momento, o Instagram está a crescer como ferramenta para publicitar os nossos produtos e, no futuro, iremos assistir ao crescimento de outras ferramentas de social media. Como tal, é uma óptima forma de promover e publicitar, em todos os tipos de negócio.

O que distingue as peças Anil Arjandas?

Inicialmente, decidi criar a primeira colecção de pulseiras por uma simples razão: não existia na época nada semelhante disponível no mercado, em termos de joalharia masculina. Como tal, desenhei todas as peças como se fossem para mim e, actualmente, continuo a fazê-lo da mesma forma, nunca tentei ser mais comercial. Por este motivo, todas as minhas jóias são criadas a partir de ideias originais minhas, materiais de luxo e mestria artesanal imaculada e que não pode ser questionada. Tenho visto muitas réplicas a serem criadas, o que prova que a minha marca é única.

5Qual é a sua peça de assinatura?

É difícil escolher apenas uma. Contudo, em termos de peça histórica diria, definitivamente, que é a pulseira em pele com pequenos cubos, dado que foi a primeira peça criada com a chancela da marca Anil Arjandas. Foi também uma das primeiras pulseiras masculinas no mercado, por isso posso dizer que foi onde tudo começou. Até hoje esta pulseira é um best-seller e uma peça de assinatura com a sua própria história.

Pode descrever o seu cliente masculino tipo?

É normalmente um homem que gosta de atenção aos detalhes, relógios e um aficionado pela moda. É também uma pessoa que gosta de experiências de compras de luxo e serviço ao cliente VIP, uma atmosfera que pode viver nas minhas boutiques.

As pulseiras Anil Arjandas são desenhadas para serem usadas juntamente com um relógio de luxo?

Todas as pulseiras que crio são unissexo e podem ser usadas com ou sem relógio, independentemente da marca deste último. Assim, não são necessariamente desenhadas para serem usadas juntamente com um relógio de luxo. Contudo, este ano criei uma nova colecção de pulseiras – Riviere Wristgame -, que foi especificamente concebida para proteger o relógio dos riscos, que é uma preocupação de muitos dos meus clientes, especialmente quando se trata de relógios em ouro. É de facto algo novo no mercado e recebi muitas opiniões positivas dos clientes.

Quais são os seus futuros projectos?

Apostar no crescimento e reconhecimento mundial da Anil Arjandas, assim como continuar a surpreender os meus clientes com colecções novas e únicas.

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Silvia Damiani https://turbilhao.pt/silvia-damiani/ Mon, 03 Oct 2016 15:27:49 +0000 http://turbilhao.pt/?p=9950 Vice-presidente da Damiani e responsável pelas relações externas e imagem da marca, Silvia Damiani acredita que o sucesso da empresa que gere, em conjunto com os irmãos Guido e Giorgio, se deve a uma combinação entre criatividade, pesquisa e inovação, aliada ao profundo conhecimento da tradição joalheira, proporcionado pela gestão familiar. Como nasceu o seu […]

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Vice-presidente da Damiani e responsável pelas relações externas e imagem da marca, Silvia Damiani acredita que o sucesso da empresa que gere, em conjunto com os irmãos Guido e Giorgio, se deve a uma combinação entre criatividade, pesquisa e inovação, aliada ao profundo conhecimento da tradição joalheira, proporcionado pela gestão familiar.

Como nasceu o seu interesse pelo negócio de família?

Quando era criança, a nossa casa era por cima dos escritórios dos meus pais e, depois da escola, passava muito tempo a brincar nos escritórios com jóias, ouro, diamantes. Cresci com os meus pais a criarem jóias, a falarem sobre pedras preciosas, mostrando-nos amostras e designs. Foi muito natural apaixonar-me pela profissão dos meus pais.

Quais são as tradições e valores da família Damiani desde a fundação da empresa?

Tradição, inovação e paixão. A Damiani é uma das poucas empresas internacionais ainda controladas pela família fundadora. Acreditamos que o controlo familiar garante qualidade e faz com que a tradição possa continuar. Todas as jóias Damiani ainda são manufacturadas em Valenza (Itália); na mesma cidade onde o meu avô fundou a empresa em 1924.

Como é que a gestão familiar tem resultado para a Damiani?

A Damiani mantém o ADN do negócio familiar. Somos a terceira geração. É uma empresa cujos produtos são integralmente manufacturados em Itália e tem mantido a sua independência e filosofia.

Do legado Damiani, o que é que lhe dá mais satisfação?

O compromisso social foi sempre um elemento fundamental da realidade Damiani: respeito pelo trabalho e pelas pessoas. Gestos simples e concretos, em linha com o espirito e valores partilhados pela nossa família e pela nossa empresa.

Damiani - Eden ring in pink gold and brown diamonds -2rows 20062887Como descreveria a colecção Damiani?

Todas as jóias Damiani são um tesouro, para ser passado de geração em geração: um elo inquebrável entre o passado e o futuro.

Quais os desafios que a Damiani hoje enfrenta como marca joalheira?

É importante continuar a ser criativa e inovadora e ser a cada ano mais reconhecida internacionalmente.

Qual a estratégia de marketing e design da Damiani para vencer o mercado competitivo?

Prestamos muita atenção ao design. Na realidade detemos o recorde de 18 Diamonds International Awards e muitos outros prémios nacionais e internacionais de design.

Damiani - Eden Orecchini in oro rosa con diamanti brown 20063165Qual o segredo do sucesso?

O sucesso da marca é o resultado de uma aliança perfeita entre criatividade, pesquisa e inovação, combinada com um conhecimento profundo da tradição da ourivesaria a um nível internacional.

Existe uma percepção italiana estereotipada de alta joalharia?

Arte joalheira é muito italiana e de Valenza (onde está a nossa fábrica), é onde as marcas joalheiras internacionais de topo produzem as suas jóias. Cada jóia Damiani nasce da perícia artesanal e paixão sem limites dos nossos mestres ourives.

A Damiani é fortemente influenciada pela beleza do estilo Art Deco…

O estilo Damiani pode ser influenciado por diferentes tendências, mas o meu avô fundou a empresa em 1924, por isso o período Art Deco está muito perpetrado na Damiani.

Quem é o público-alvo da Damiani?

Mulheres naturais e sofisticadas que querem enfatizar o seu estilo pessoal com jóias que reflectem as suas necessidades de design, qualidade e tradição, com um toque italiano especial.

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