RELÓGIO AUDEMARS PIGUET ROYAL OAK; PULSEIRA E BRINCOS BULGARI SERPENTI

A MARCA QUE ESTÁ A CONQUISTAR MULHERES POR TODO O MUNDO

ANA TEIXEIRA DE SOUSA É O ROSTO POR DETRÁS DE SOPHIA KAH, A MARCA PORTUGUESA QUE VESTE ALGUMAS DAS ESTRELAS MAIS INFLUENTES DO MUNDO – BEYONCÉ E OLIVIA PALERMO FAZEM PARTE DA LISTA. APAIXONADA POR MODA DESDE QUE SE CONHECE E LICENCIADA EM GESTÃO INTERNACIONAL, ANA TEIXEIRA DE SOUSA CRIA UMA SIMPLICIDADE SOFISTICADA EM CADA PEÇA.

Como começou a sua relação com a indústria têxtil?

Nasci no seio de uma família da indústria têxtil – a minha avó tinha uma fábrica de confecção têxtil –, pelo que a minha relação com a moda aconteceu de forma natural. Esse contexto acabou por influenciar bastante a minha forma de estar na vida e lidar com a moda. Aprendi a apreciar roupa de qualidade e a dar importância à parte estética de tudo o que me rodeia. Gostava de criar vestidos para mim e comecei a fazê-lo muito cedo, com apenas 14 anos. Adorava seleccionar os tecidos e criar as minhas peças.

 

Quais são as suas memórias mais marcantes da fábrica fundada pela sua avó?

São muitas e felizes! Lembro-me de um ambiente criativo e muito dinâmico e recordo-me que, desde sempre, era um trabalho que se fazia sobre pressão, sempre a correr contra o tempo para cumprir os prazos de entrega.

 

Como foi o seu percurso até criar a marca Sophia Kah?

Estudei em Felgueiras até ao 5º ano e depois mudei-me para o Porto. Quando terminei o liceu, achei que faria sentido ir para Londres. Sempre fui muito curiosa e achava que havia muito mais mundo para conquistar, o que não aconteceria se ficasse restringida ao Porto. Foi em Londres que nasceu a Sophia Kah.

RELÓGIO AUDEMARS PIGUET ROYAL OAK; ANÉIS DJULA
É uma estilista internacionalmente reconhecida. No entanto, a sua marca afirma-se como portuguesa e as suas peças são produzidas no nosso país. É algo que, desde o início, fez parte do conceito?

Sim, tenho um orgulho imenso no nosso país a e acho que se fazem coisas fantásticas em Portugal. Adorava poder contribuir para que a moda portuguesa fosse vista de uma forma mais respeitada lá fora.

 

Sente que a moda portuguesa é, hoje, mais reconhecida a nível internacional?

Infelizmente ainda não sinto isso, mas acho que há potencial para vir a acontecer. Portugal está a tornar-se num país muito desejado e, consequentemente, o produto português está também a ganhar notoriedade.

 

Para além de ser uma marca portuguesa, que outros aspectos fazem parte do conceito Sophia Kah?

Sophia Kah é direccionada a uma cliente moderna, que aprecia extrema qualidade e deseja um fitting impecável. A mulher Sophia Kah é uma mulher confiante, que aprecia design e, acima de tudo, segue a máxima ‘enjoy life’.

 

Quais são as suas principais influências e fontes de inspiração quando cria uma colecção?

As minhas influências são imensas e não são estáticas. Por exemplo, para a colecção Outono-Inverno inspirei-me no universo, no seu misticismo e na magia das estrelas e dos planetas.

 

Como é feita a selecção dos tecidos e a manufactura das peças de forma a corresponder à elevada exigência de uma peça Sophia Kah?

A selecção dos materiais é extremamente exigente e é sempre feita por mim. Todos os nossos tecidos são italianos e franceses porque, para mim, é muito importante que a peça seja bonita, mas também confortável e agradável ao toque, tanto no interior como no exterior.

 

A renda é a sua imagem de marca. O que a apaixona neste tecido?

Sou apaixonada por renda desde sempre. Considero a renda um tecido sexy, sem ser vulgar. É misteriosa e forte.

RELÓGIO AUDEMARS PIGUET ROYAL OAK; PULSEIRA E BRINCOS BULGARI SERPENTI
Veste várias celebridades internacionais, mulheres que são verdadeiros ícones. Como é que isso a faz sentir?

Muito bem! É um privilégio ver tantas mulheres – e que tanto admiro! – escolherem Sophia Kah para ocasiões especiais das suas vidas.

 

Qual foi a celebridade que mais a surpreendeu por escolher um vestido seu?

A Beyoncé. Não me surpreendeu a sua escolha, surpreendeu-me que tenha comprado o vestido numa loja e que eu tenha descoberto através da imprensa.

 

Está presente em diversos retalhistas, um pouco por todo o mundo. Como é gerir tantos pontos de venda, em continentes tão diferentes?

É um privilégio, mas é também fruto de muito trabalho. Estar presente em algumas das melhores lojas exige muito profissionalismo, uma resposta rápida e um serviço de topo. Embora a moda seja cada vez mais global e as novas gerações já não estejam tão restringidas aos costumes, a cultura ainda influencia as escolhas. Na Arábia Saudita, por exemplo, existem algumas lojas a comprar vestidos mais decotados e curtos, no entanto estes só podem ser usados em festas que são frequentadas apenas por mulheres. Já as lojas mais conservadoras, compram apenas vestidos longos e sempre com mangas.

 

Quais são os seus projectos para o futuro?

O mais importante é continuar a crescer e a evoluir sustentavelmente. No entanto, estou sempre receptiva a novas oportunidades e desafios.

Texto deCompanhia das Cores, fotografia de Pedro Bettencourt
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A Turbilhão é uma revista semestral, especializada na área da Alta Relojoaria e do Luxo.