Em Portugal, há um clube privado que junta vinho e networking em jantares enogastronómicos regulares. O Wine&Executive Club completa dois anos em Novembro, tem mais de 50 membros e continua a crescer a cada mês.

O objectivo do Wine&Executive Club (WEC) é inteligente: juntar à mesa, em jantares enogastronómicos, empresários e executivos de diversas áreas de negócio. Durante cerca de quatro horas conversa-se, provam-se vinhos de grandes casas portuguesas, é servido um cocktail e um jantar especificamente desenhados para o vinho que estiver à prova nessa noite. “Este é um clube onde se criam relações fortes, negócios e parcerias”, descreve Óscar Mendes que, com o sócio Eric Dubois, criou, em Novembro de 2016, este projecto que nem sempre foi fácil de alimentar. “No início, fomos muito optimistas. Na realidade, o começo foi difícil, ninguém nos conhecia”. Mas, acrescenta: “a pouco e pouco, com muito trabalho e muita persistência, os membros começaram a aderir ao clube. Tem corrido muito bem e achamos que 2019 será o ano em que daremos o salto quantitativo”.

Os mais de 50 membros que já fazem parte do clube têm em comum o gosto pelo vinho, apreciam boa comida e privilegiam as oportunidade de conhecer pessoas novas de diferentes áreas de negócio e com diferentes experiências de vida. De resto, a figura do orador – que todos os jantares é convidado para uma conversa de 15 minutos – vai ao encontro daquele perfil. Durante os jantares do WEC já foram entrevistados Tim Vieira, o shark tank CEO da Bravegeneration, Mário Palhares, fundador e Presidente do Conselho de Administração do Banco de Negócios Internacional (Angola), Miguel Frasquilho, Presidente do Conselho de Administração da TAP, ou Pedro Carvalho, um dos fundadores e actual membro não executivo da direcção da Novabase. “Um bom vinho e uma boa conversa à volta de temas da actualidade e do percurso profissional do convidado são o mote mensal”.

Trocam-se ideias, informações, partilha-se conhecimento e contactos: faz-se networking num ambiente descontraído com formalidade q..b. em que o vinho é dos principais protagonistas.

Não precisa de ser expert em vinhos para pertencer ao WEC, mas se for apreciador ficará a ganhar. Todos os meses há um produtor convidado, que providencia o vinho para o qual é desenhado o menu do jantar. Por estes encontros – que decorrem em hotéis emblemáticos da grande Lisboa, incluindo o Pestana Palace – já passaram nomes como Herdade do Mouchão ou Herdade da Malhadinha Nova, entre dezenas de outras casas vitivinícolas de referência.

Na véspera do 22º jantar, em que o WEC celebra dois anos, Óscar lembra o primeiro produtor a acreditar no projecto: José da Mota Capitão, com a Herdade de Portocarro. Várias marcas têm vindo a aderir ao grupo como é o caso da Bentley, Riedel, Vinalda, Boutique dos Relógios Plus, Forbes, entre outras da área dos vinhos, da hotelaria, da moda ou da imprensa.

E porque é nos aniversários que se fazem balanços e se estabelecem metas, Óscar avança que o projecto já passou a fase crítica – a do arranque – está sólido e em franco crescimento. “Todos os dias são um desafio, cada jantar tem de ser uma aposta ganha mas, acima de tudo, o WEC é um enorme orgulho, um sonho tornado realidade. Pelas suas características, é único em Portugal.”.

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A Turbilhão é uma revista semestral, especializada na área da Alta Relojoaria e do Luxo.