Da Rússia chega-nos um vodka de extrema qualidade, combinado com arte joalheira e grande requinte, onde até se evocam os famosos e luxuosos ovos de Fabergé.

A Rússia, por tradição histórica, é um grande produtor de vodka, do melhor que há no mundo. Como se isso não fosse suficiente, alguém ousou combiná-lo com a arte da joalharia e a utilização de modernas tecnologias. É assim que nasce o vodka Imperial Collection, produzido pelo grupo russo Ladoga, que nos faz chegar a um produto de enorme qualidade com uma imagem de grande luxo.

Logo a seguir ao desmembramento da URSS, Ieltsin – o primeiro presidente após o colapso económico da União Soviética -, convidou um grupo económico a assumir-se como grande produtor de vodka. Em 1995, em São Petersburgo, o grupo Ladoga é então fundado e começa a produção deste singular vodka que deu origem à colecção Imperial.

O famoso lago Ladoga – o maior da Europa – junto a São Petersburgo, adquire desde logo enorme importância, não só porque dá o nome ao grupo, mas também por serem as suas águas a entrarem na produção da famosa bebida alcoólica.

Começam então os estudos para o engarrafamento e o grupo encontra bem perto de si a resposta: os ovos Fabergé. Inspiram-se nestes famosos ovos do joalheiro russo Peter Carl Fabergé, feitos entre 1885 e 1917, e que eram oferecidos na Páscoa entre os membros da família imperial dos czares. O seu interior escondia surpresas e miniaturas.

Os actuais ovos são esmaltados, como os de Fabergé, e no seu interior a surpresa é uma espectacular garrafa feita em vidro veneziano, a que se juntam alguns copos. No topo do ovo, vamos encontrar uma águia em ouro que foi desenhada por um dos famosos mestres florentinos que trabalhou no Vaticano durante mais de 30 anos.

Se é verdade que a qualidade deste vodka é a prova acabada do que de melhor se faz no mundo, não é menos certo que a embalagem (ovo e garrafa) são de uma extraordinária beleza e um hino ao luxo. Uma tentação digna dos czares.

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José Manuel Moroso integrou os quadros do EXPRESSO como jornalista e aí trabalhou em várias áreas durante mais de 20 anos. Foi durante muitos anos responsável pela famosa secção Gente (Expresso), substituindo Pedro d’ Anunciação, passou pela política, foi editor de desporto, editor dos Guias do Expresso e do Livro da Boa Cama e da Boa Mesa e editor da Sociedade. Especializou-se, também, em críticas de vinhos e a escrever sobre relógios. Transitou, depois, para o jornal Sol, acompanhando a anterior direcção do EXPRESSO, onde se manteve nove anos, até ao final de 2015.

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