Jerôme Lambert

Com uma vasta experiência na indústria relojoeira, Jerôme Lambert assumiu, há três anos, os comandos da Montblanc. Nesse período, assistimos a uma reorientação e consolidação de todos os sectores de negócio da marca. Destaque para o universo relojoeiro que, sob a batuta de Lambert, viu nascer seis novas colecções e 24 movimentos de manufactura. E tudo isto a preços muito competitivos.

Está na Montblanc há três anos. Qual a sua missão quando chegou e o que já alcançou?

A missão continua actualmente e foi a de dar à Maison uma nova ambição. A Montblanc é uma marca muito sólida, com reputação forte, grandes produtos e savoir-faire. Era tempo de criar um novo envolvimento, uma nova vontade, de explorar novas fronteiras. Nos últimos três anos, a Montblanc tem sentido grande mudança de paradigma. E quando se vê a qualidade da oferta, não só em termos de relojoaria, mas também de marroquinaria, instrumentos de escrita, etc., percebemos que a equipa tem estado realmente a ultrapassar fronteiras e todos os dias prova que pode fazer coisas excepcionais.

Actualmente, a Montblanc oferece peças de alta relojoaria a preços muito competitivos. O que está por detrás dessa estratégia?

Globalmente, a nossa indústria precisa de ser capaz de se reinventar constantemente. Penso que termos todos a mesma oferta, aos mesmos preços, não é positivo. O contrário é uma forma de crescer e chegar a novos clientes. Quando se faz um calendário perpétuo a 10.000 euros, este irá captar o interesse de novos clientes; ou um cronógrafo em aço com taquímetro (1858) e um grande movimento, damos aos coleccionadores a oportunidade de entrar na colecção. Na realidade, penso que é uma forma de animar, rejuvenescer e de ter um papel distinto no mercado. Muitas marcas têm o seu ponto diferenciador e nós na Montblanc tentamos reforçar essa distinção criando valor, criando linhas que expressam a nossa elegância e alta relojoaria num novo segmento de preço para fazer a diferença.

Em 2015, a Montblanc foi a primeira marca de alta relojoaria e apresentar um relógio com ligação ao universo digital. Que oportunidades vê nesta associação?

Nesse caso trabalhámos num acessório que associámos a um relógio tradicional. Encontrámos uma nova dimensão interessante daquilo que podemos fazer e desenvolver enquanto ideia. Se, por um lado, não ignorámos o universo digital, por outro não acreditamos que um dia os relógios serão substituídos pela tecnologia. Além disso, não pretendemos estragar o que temos andando a fazer com relógios tradicionais. E, por isso, a e-strap é um bom compromisso entre ser inovador, mas mantendo a essência da nossa indústria que são os relógios mecânicos tradicionais. Estamos a trabalhar na segunda geração dessa bracelete. Mas apenas o fazemos como e-strap e não como relógio. 

 Quais são as principais novidades Montblanc para 2016?

A principal novidade é a família 4810 e nove movimentos diferentes. Somos provavelmente a única marca a lançar uma linha com nove movimentos. É algo que tem muito significado quando se trata de estabelecer conteúdo relojoeiro enquanto marca. Nove movimentos, dos quais quatro são de manufactura: relógio de mesa, relógio de bolso com espiral cilíndrica, Exoturbilhão Slim e Twin Fly. Representa um grande esforço para uma marca como a Montblanc progredir desta forma ao nível do conteúdo relojoeiro. A Montblanc tem 40 movimentos na colecção, dos quais 24 são de manufactura.

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