O muito antecipado crescimento no mercado dos acessórios de homem impôs-se definitivamente. E a joalharia emergiu como uma categoria crucial.

Longe vão os tempos em que o universo dos acessórios masculinos se resumia a relógios de pulso, botões de punho, alianças de casamento, canetas, alguma marroquinaria e pouco mais. Nos últimos anos, o interesse dos homens na joalharia masculina cresceu exponencialmente, sendo hoje uma tendência que promete ter chegado para ficar e uma forma de expressão pessoal.

Mas, na realidade, a moda da joalharia masculina não é de agora. Ao contrário. Esta foi, desde sempre, uma forma de homens e mulheres se destacarem na multidão. E quanto mais recuamos no tempo, mais masculina esta tendência se torna, das correntes de ouro que adornavam os governantes da antiga Suméria, na Mesopotâmia, aos elaborados colares de diamantes dos marajás indianos. E quanto mais poderoso o homem, mais sumptuosas as jóias.

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Os homens e as jóias terão seguido caminhos diferentes graças à Revolução Francesa. O crescimento da Burguesia, no final do século XVIII, trouxe aquilo que se apelidou de “A Grande Renúncia Masculina”. Um fenómeno que viu os homens trocarem as cores brilhantes e estilos ornamentados por roupas mais escuras e utilitárias, que sublinhavam o seu compromisso com o trabalho em vez da beleza.

As jóias para homem voltaram a tornar-se socialmente aceitáveis há cerca de 25 anos, quando as estrelas do hip-hop e atletas famosos começaram a exibir correntes em ouro e acessórios com diamantes. E o crescimento da procura em joalharia masculina, embora tímido nos primeiros anos, registou um aumento exponencial, que nem a recente crise económica conseguiu abrandar.

Actualmente assistimos a uma renovada paixão por parte dos homens em usar joalharia como uma forma de expressão pessoal. Esta paixão torna-se mais evidente nos pulsos e expressa-se através de pulseiras de todos os géneros, feitios e materiais. Além disso, o pulso é especialmente popular, muito por culpa do relógio.

Hoje, contudo, os homens compram cada vez mais itens – e não apenas máquinas do tempo – para vestir os pulsos. E os que antigamente se aventuravam numa peça ou duas, agora coleccionam jóias e misturam-nas, dando origem a conjuntos originais que unem a preciosidade do relógio à de várias pulseiras.

Uma extensão do estilo pessoal, o boom da joalharia masculina trouxe consigo a reafirmação de marcas com tradição, como é o caso da Albanu e as suas jóias em materiais exóticos e únicos como pelo de elefante e girafa ou chifre de búfalo, bem como o nascimento de novas marcas independentes.

Entre estas últimas contam-se nomes como Anil Arjandas, cujas peças aliam diversas tonalidades de ouro a diamantes de todas as cores, pérolas, peles ou sedas; Shamballa Jewels e as suas pulseiras em macramé e contas e outras em ouro, cujo denominador comum é a harmonia espiritual; StingHD com as suas braceletes em prata, ouro, platina ou pele de raia adornadas com diamantes e pedras preciosas; ou Zancan, cujas peças de joalharia combinam ouro, titânio, kevlar e diamantes.

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O interesse em joalharia masculina é uma realidade, uma certeza que promete ter chegado para ficar. Como tal, designs novos e exclusivos continuarão a surgir com o objectivo de satisfazer a procura deste consumidor sofisticado.