A exuberância do “bling bling” e dos logótipos das marcas está démodé. Num regresso às origens, a essência do luxo revela-se no design e na qualidade, enquanto o requinte mostra-se na subtileza e sofisticação.

Ostentar peças com logótipos das melhores griffes foi, durante muito tempo, uma afirmação de status e de poder de compra. Mas, ao ritmo da globalização e à medida que os logos dos melhores designers foram invadindo as ruas e tornando-se uma visão comum em roupas, acessórios e malas, assistiu-se a uma vulgarização que contraria a exclusividade que se pretende ser inerente a essas peças.

Por outro lado, num momento em que os mercados mais desenvolvidos e cosmopolitas se debatem com sérios problemas financeiros e sociais, impôs-se uma maior discrição no que toca à exibição do poder de consumo. Surge, assim, uma nova percepção do luxo, mais subtil e mais sofisticada.

As grandes casas retornam às suas origens, numa tendência ditada pelos próprios clientes, que procuram a herança, a qualidade dos materiais, o corte, os acabamentos… O luxo reside nas próprias peças e é reconhecido nos detalhes pelo olho conhecedor, ao invés de estar estampado numa imagem globalizada.

É o fim da era do “bling bling” e a hora do minimalismo japonês, de que é um excelente exemplo a Maison Takuya, com os seus luxuosos modelos, criados a partir da melhor pele e integralmente costurados à mão. É o requinte da qualidade em itens finos e modernos.

Peças como as malas e bolsas da casa Judith Leiber, cujo luxo sobressai do desenho ímpar e dos materiais premium a que recorrem, tornam-se os bens mais desejados, pela raridade e exclusividade que lhes é inerente e não por terem visível um qualquer logótipo.

A filosofia é de que as pessoas não precisam de estampar uma imagem para se afirmarem. Seguras de si, refinadas e sofisticadas, a sua elegância transparece na simplicidade.