Radical e dúbio em espírito, o novo Omega Speedmaster 57 Cronógrafo Co-Axial combina relojoaria ultramoderna com o charme de muitas octanas dos anos cinquenta.

Texto de Ken Kessler, Tradução e adaptação de Marina Oliveira.

Se os coleccionadores de Speedmaster não têm uma alcunha, algo do género “Trekkies” (nome dado aos fans da Guerra das estrelas) ou “Tifosi” (nome italiano dado aos fans de um determinado desporto), então deviam. “Speedies” (velozes), talvez, ou simplesmente “Pros” se apenas anseiam por itens restritos aos voos da NASA ou outros de reinados posteriores. Qualquer que seja a sua motivação, parece que o modelo mais cobiçado é o original de 1957.

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Em 1957, este relógio era movido pelo calibre manual 321 e o design original estabeleceu os padrões para todos os Speedmaster que se seguiram. Embora os detalhes tenham mudado ao longo do meio século seguinte, o primeiro Speedmaster é facilmente reconhecível como o bisavô da edição actual.

Em 57, apresentava ponteiros estreitos em forma de adaga, colocados sobre um mostrador preto mate e com uma extremidade grande em forma de seta no ponteiro das horas. Por baixo da posição das 12 horas surgia um Ω aplicado, o nome “Omega” e a palavra “Speedmaster” em itálico. A luneta era gravada com um taquímetro e os três sub-mostradores apresentavam a contagem de 30 minutos na posição das 3h, de 12 horas às 6h e os segundos às 9h.

O bracelete era formado por elos planos, enquanto os botões às 2h e 4h estavam desprotegidos.

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Ode aos anos cinquenta

Reconhecendo no original um estatuto entre os fans que nem mesmo as viagens espaciais podem igualar, a Omega inspirou-se nos elementos de design dos anos cinquenta e aplicou-os no novo Speedmaster 57 Cronógrafo Co-Axial. Como o nome sugere, esta homenagem ao 57 está firmemente no século XXI ao apresentar um movimento automático de ponta com escape coaxial. Retirou inclusive um contador. Mas transpira “anos cinquenta” com o poder de um Corvette antigo ou de uma canção de Dion and the Belmonts.

Até mesmo as cores e metais, apesar de nunca vistas num 57, são evocativas da pintura automóvel de dois tons que marcou a era. Uma vívida combinação entre ouro vermelho de 18 quilates e aço complementa a versão com mostrador preto, enquanto o ouro amarelo de 18 quilates e o aço emolduram a edição com mostrador creme.

Criar o sentimento dos anos cinquenta envolveu muito mais do que simplesmente deixar de fora a palavra “Professional”, que estaria desactualizada uma década. O Speedmaster 57 está equipado com asas rectas que se estendem da caixa a um bracelete mais parecido com o original de elos planos do que as versões actuais com elos cilíndricos.

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Reconhecendo no original um estatuto entre os fans que nem mesmo as viagens espaciais podem igualar, a Omega inspirou-se nos elementos de design dos anos cinquenta e aplicou-os no novo Speedmaster 57 Cronógrafo Co-Axial. Como o nome sugere, esta homenagem ao 57 está firmemente no século XXI ao apresentar um movimento automático de ponta com escape coaxial. Retirou inclusive um contador. Mas transpira “anos cinquenta” com o poder de um Corvette antigo ou de uma canção de Dion and the Belmonts.

Até mesmo as cores e metais, apesar de nunca vistas num 57, são evocativas da pintura automóvel de dois tons que marcou a era. Uma vívida combinação entre ouro vermelho de 18 quilates e aço complementa a versão com mostrador preto, enquanto o ouro amarelo de 18 quilates e o aço emolduram a edição com mostrador creme.

Criar o sentimento dos anos cinquenta envolveu muito mais do que simplesmente deixar de fora a palavra “Professional”, que estaria desactualizada uma década. O Speedmaster 57 está equipado com asas rectas que se estendem da caixa a um bracelete mais parecido com o original de elos planos do que as versões actuais com elos cilíndricos.

Uma caixa de 41,5 mm emoldura o mostrador principal com dois contadores em vez dos três normalmente associados ao Speedmaster. A Omega conseguiu fazer esta mudança sem muito sacrifício funcional porque a colocação dos contadores de 12 horas e 60 minutos no mesmo sub-mostrador às 3h poupa espaço. Outro toque refinado é a referência à grande extremidade em forma de seta do original, que aqui surge no ponteiro das 12 horas no contador (os mais criativos podem inclusive utilizar este contador para ver as horas num segundo fuso horário).

Lá dentro bate o calibre Omega Co-Axial 9300, o primeiro movimento coaxial de manufactura a incorporar uma função de cronógrafo. O utilizador irá deliciar-se com a ironia desta peça do tempo – com uma aparência vintage distintiva – conter um movimento tão radical e ultramoderno. Uma presença evidente, reforçada pela sua visão através do fundo em vidro de safira.

Enquanto o seu antepassado de 58 anos era e é uma criatura rude, o Speedmaster 57 está disponível com uma garantia de quatro anos e promete uma resistência à água até 10 bar (100 metros). Alguns puristas podem entrar em negação, mas nenhum “Speedy” conseguirá resistir a um Speedmaster 57 que se mudou para a cidade.

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A Turbilhão é uma revista semestral, especializada na área da Alta Relojoaria e do Luxo.