25 Anos de Royal Oak Offshore

Royal Oak Offshore

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Há um quarto de século, o Royal Oak Offshore, da Audemars Piguet, nasceu para surpreender e revolucionar os paradigmas da Alta Relojoaria. Hoje, 25 anos depois, o ADN irreverente, robusto, moderno e radical que conquistou os amantes do sector promete continuar.

Vinte e cinco anos é indubitavelmente um marco importante para a vida de qualquer pessoa, instituição ou empresa. Mas quando se fala em celebrar um quarto de século de uma família de relógios, trata-se de algo realmente invulgar. Sobretudo, quando falamos do Royal Oak Offshore, o relógio que quebrou paradigmas e abriu portas a um novo universo na relojoaria.

Regressemos a 1972, ano em que Gerald Genta criou o modelo Royal Oak para a Audemars Piguet, um relógio revolucionário, quer pelas suas formas, quer pela aliança que criou entre o luxo e o funcional, que o viriam a transformar num dos grandes ícones da relojoaria suíça.

Em 1989, Stephen Urquhart, então CEO da Audemars Piguet, incumbiu o designer da marca, Emmanuel Gueit, para que este desenhasse algo inspirado no icónico bisel octogonal de Genta, mas mais adaptado aos gostos de então. O objectivo seria lançar esse modelo em 1992, como forma de comemorar o 20º aniversário do Royal Oak.

Os variadíssimos projectos duraram quatro anos, pelo que o relógio só viu a luz do dia em 1993, um ano após o prazo previsto, durante Baselworld, certame realizado anualmente na cidade suíça de Basileia. O relógio apresentado foi uma peça de grandes dimensões, bastante robusta, mas ao mesmo tempo muito similar ao subtil Royal Oak de 1972, mas destinado a pessoas aventureiras e apaixonadas por desportos radicais.

 

Foi exactamente nesse certame, que o próprio Gerald Genta entrou bastante tenso no stand da Audemars Piguet, dizendo que tinham destruído o seu desenho original e transformado o seu bebé numa besta. Felizmente para a marca, as opiniões do público foram diferentes da de Genta, e “a besta” superou todas as expectativas, tendo a história voltado a repetir-se, uma vez que, também em 1972, ninguém poderia imaginar o sucesso que viria a ser alcançado pelo modelo Royal Oak.

A demanda por relógios de grandes dimensões aumentou e o Royal Oak Offshore foi o principal responsável, passando-se do modelo Royal Oak como sinónimo de design moderno para o Offshore como símbolo de status, abrindo assim as portas da suíça Audemars Piguet  a magnatas do hip-hop, estrelas de cinema ou astros do desporto. Mas a grande revolução operada por Gueit através do seu projecto foi ter aberto as portas a diversas marcas que, seguindo as suas tendências de design, surgiram para satisfazer o público na procura de relógios luxuosos com dimensões bastante generosas.

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Gonçalo Ferreira, licenciado em Professor de Ensino Básico do Primeiro Ciclo, casado e com dois filhos tem como paixões, além da família, os relógios e as motas. Colaborador da Boutique dos Relógios desde 2003, Gonçalo assume, além das funções normais na loja, a função de formador de novos elementos das equipas. Com um profundo conhecimento em relojoaria, graças a diversas acções de formação dadas pelas marcas em Portugal e na Suíça, Gonçalo Ferreira é colaborador da Turbilhão desde o número 1.