Os calibres El Primero, com a sua alta frequência de 5 Hz, dominam há quase meio século o mundo dos cronógrafos. As proezas micromecânicas da Zenith aliam-se ao sofisticado mundo dos automóveis vintage. Um casamento de clássicos.

Criado em 1967, à beira de comemorar meio século de existência, o Circuito de Jarama, a norte de Madrid, foi palco entre 1968 e 1981 de nove Grandes Prémios de Espanha em Fórmula Um. O seu traçado foi a partir de então considerado demasiado estreito para a categoria rainha do desporto automóvel. Mas, mesmo assim, Jarama é um mundo. A pista, com 3.850 metros, acaba de ser remodelada. E nós andámos por lá. A bordo de um Porsche 911. Conduzidos por um instrutor da Escola ali instalada, demos duas voltas, atingimos os 230 km/hora, fizemos derrapagens controladas em praticamente todas as curvas, tivemos forças de 3 Gs a carregarem sobre o corpo…

JaramaEm Jarama funciona uma das mais completas escolas de condução em pista da Península Ibérica. Ali podem ter-se aulas para melhor dominar uma scooter, um carro de turismo, um SUV, um todo-o-terreno. Em condições de piso seco ou molhado, para tipos de condução normal, avançada ou desportiva. Numa pista à parte, pode ter lições de kart.

E, se os conhecimentos, o dinheiro e a coragem chegarem, Jarama oferece-lhe ainda a possibilidade de conduzir clássicos GT, entre Ferrari, Lamborghini, Porsche…

De qualquer modo, o circuito de Jarama mantém um calendário competitivo, com corridas de carros de turismo, motas, camiões, rally, etc.

Uma das provas do calendário é o Jarama Classic. Assistimos num fim-de-semana de Abril àquilo que foi o primeiro encontro europeu no circuito de provas com carros clássicos, depois de seis meses de pausa, devido ao Inverno. O evento, que teve como anfitrião o Real Automóvel Clube de Espanha, teve uma assistência a rondar os dez mil espectadores.

As várias categorias de clássicos disputaram a Classic Endurance Racing, o Trofeo Nastro Rosso, o Heritage Touring Coup e o Grupo C Racing. Um total de 10 corridas e 186 viaturas em pista.

Com forte presença de pilotos portugueses em todas as categorias, a equipa José e Francisco Albuquerque, num Ford GT40, venceu a prova Historic Endurence.

O calendário de provas com carros clássicos é organizado pela Peter Auto, empresa líder mundial neste segmento e a Zenith tem, desde 2014, uma parceria com ela, passando a estar presente em eventos como Jarama Classic, Mugello Classic, Classic Spa, Grand Prix de l’Age d’Or e Dix Mille Tours. Estivemos em Jarama a convite da Zenith.

03_2046_400_25_C771_AMB01Um relógio vintage

O Zenith El Primero 36.000 VPH Classic Car passa a ser o relógio institucional da marca para todas as parcerias envolvendo carros clássicos. Trata-se de um cronógrafo automático de roda de colunas, com data às 6 horas. Tem o mostrador com efeito “brushed engine”, escala taquimétrica no elo interior da luneta e ostenta três cores evocativas do mundo vintage nos contadores. O calibre El Primero 400B, com a habitual frequência de 5 Hz, tem a massa oscilante decorada com “Côtes de Genève” e uma autonomia de 50 horas. A caixa de 42 mm, é de aço escovado. Tem vidro de safira na frente e no verso e é estanque até 100 metros. A bracelete é de cabedal, com protecção de borracha e triplo fecho de aço.

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Texto deFernando Correia de Oliveira, no circuito de Jarama, com os relógios Zenith
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Fernando Correia de Oliveira (Lisboa, 1954), é jornalista e investigador do Tempo. Licenciado em Direito, esteve 20 anos como quadro da Agência Noticiosa Portuguesa, saindo como Director-Adjunto de Informação para ser o primeiro correspondente da Lusa em Pequim, onde viveu entre 1988 e 1990. Ingressou no PÚBLICO, onde foi Editor de Sociedade e especialista em Política Internacional na zona da Ásia-Pacífico (China, Japão, Coreia) entre 1993 e 2002. Desde esse ano é jornalista freelance, especializado em Tempo e Relojoaria, uma das suas paixões de sempre. Editor-Chefe do Anuário Relógios & Canetas, nas suas edições em papel e online, mantém o blog Estação Cronográfica (o mais importante do seu género em língua portuguesa, com mais de 40 mil visitas mensais). Colabora com muitos outros títulos especializados da área da Relojoaria, em Portugal, Espanha, Brasil, México ou Coreia do Sul. Membro de várias organizações internacionais dedicadas ao estudo do Tempo e de vários júris estrangeiros envolvidos na escolha dos Relógios do Ano, é consultor do Governo Português na área do Património Relojoeiro. Tem um vasto conjunto de obras publicadas sobre a temática – nomeadamente História do Tempo em Portugal ou Dicionário de Relojoaria.