Entre a experiência do passado e as investigações do futuro, a Omega lidera a cronometria desportiva, introduzindo permanentemente melhoramentos na exactidão das medições nos vários tipos de modalidades. No Atletismo, o seu know-how foi mais uma vez posto à prova, com êxito, em Zurique.

Olhando para as pistolas tipo cowboy, para os cronómetros mecânicos ou para as primeiras máquinas de registo de tempos, de meados do século passado, ficamos conscientes do que se avançou na cronometria desportiva.

Algumas dessas históricas peças estão no Museu da Omega, em Bienne, mesmo em frente do local onde a manufactura relojoeira suíça existe há mais de 120 anos.

Omegascope_732x1000Todo este material, algum dele bem dos primórdios, aquando das primeiras experiências da Omega no mundo do desporto, contrasta com os circuitos integrados, os poderosos computadores, o sistema laser para photo finish capaz de separar ao milésimo de segundo, o posicionamento GPS dos atletas ou as pistolas tipo Flash Gordon, electrónicas, que agora são usadas para as partidas.

Antes de vermos o passado, tivemos ocasião de viver o presente e perspectivar o futuro, no Estádio Letzigrund, de Zurique, onde decorreram os Campeonatos Europeus de Atletismo e onde a Omega foi mais uma vez cronometrista oficial, tirando partido da experiência neste específico capítulo da contagem de tempos adquirida ao longo de 26 Jogos Olímpicos.
Nenhuma marca relojoeira tem este palmarés.

Toda uma gigantesca parafernália de equipamentos, bem como as centenas de pessoas necessárias à sua manipulação, entre juízes, operadores de computador ou técnicos de comunicações, estão ao serviço do medir o mais rápido, o mais alto, o mais forte. Em tempo real, e para todo o mundo.

O Letzigrund Stadium, com capacidade para 25 mil espectadores, foi assim o palco destes campeonatos, vistos em cobertura televisiva por mais de 370 milhões de pessoas.
A parceria entre a Omega e os Campeonatos Europeus de Atletismo dura desde 2008 e foi recentemente alargada até 2016.

P8134627_732x458Desde 1932, aquando dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, que a Omega tem uma relação estreita com as mais diversas competições desportivas internacionais – nesse ano, o Comité Olímpico Internacional escolheu a marca como fornecedor oficial de instrumentos de medição de tempo para os Jogos. Até então, cada árbitro usava, em cada modalidade, o seu próprio relógio cronómetro, sendo os resultados achados através de uma média das medições – já que cada relógio e cada pessoa registam de forma diferente fracções de tempo iguais.

Nos Jogos Olímpicos de Berlim, em 1936, os 185 cronógrafos a usar no evento foram levados de Bienne até à capital alemã, numa mala, por um relojoeiro da Omega. Numa altura em os atletas corredores ainda cavavam os seus próprios buracos para os pés na linha de partida, com pequenas pás.

No advento dos relógios de quartzo e da electrónica aplicados à cronometria desportiva, a Omega lançava, no final dos anos 1940 um sistema em que os resultados de uma prova aparecessem, logo após o final, num rolo de papel. Estava-se já ao nível dos centésimos de segundo e a Omega era distinguida, em 1952, com a Cruz de Mérito Olímpico.

A Omega usou a célula fotoeléctrica pela primeira vez nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1948, em St. Moritz. Portátil e independente da rede eléctrica era resistente à água e podia ser ajustada para resistir a grandes variações de temperatura; a sua tecnologia de infravermelhos era insensível ao sol e aos flashes. Pela primeira vez, o sistema de cronometragem era desencadeado automaticamente quando a porta de partida abria.

Um resultado controverso nos Jogos de Verão de 1960 em Roma, a última competição Olímpica cronometrada pela Omega a ser resolvido por decisão humana, desencadeou a grande inovação seguinte para a piscina: as “placas de contacto”, que só foram consideradas prontas para uso em competição nos Jogos Pan-Americanos de 1967, em Winnipeg.

Inventado em 1961, o Omegascope permitiu introduzir o conceito de ” tempo real” nos eventos desportivos televisionados, ao sobrepor no ecrã números luminosos com o tempo de cada concorrente: revolucionou a cronometragem, não dando margem para erros, e era exibido e transmitido para milhares de telespectadores. Foi usado nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1964 em Innsbruck, os primeiros Jogos Olímpicos totalmente electrónicos.
Nunca antes, os telespectadores tinham sido tão completa e rapidamente informados sobre os eventos desportivos a decorrer pelo mundo fora.

A “cronometragem integrada” foi introduzida nos Jogos de Grenoble e da Cidade do México, onde a cronometragem automática e electrónica foi usada pela primeira vez, fornecendo uma análise estatística com os resultados a serem distribuídos aos juízes, treinadores, imprensa, e até certo ponto, o público.

O surgimento da photoprinter assegurou uma maior rapidez e uma mais ampla distribuição dos resultados.

Um resultado controverso nos Jogos de Verão de 1960 em Roma, a última competição Olímpica cronometrada pela Omega a ser resolvido por decisão humana, desencadeou a grande inovação seguinte para a piscina: as “placas de contacto”, que só foram consideradas prontas para uso em competição nos Jogos Pan-Americanos de 1967, em Winnipeg.

Inventado em 1961, o Omegascope permitiu introduzir o conceito de ” tempo real” nos eventos desportivos televisionados, ao sobrepor no ecrã números luminosos com o tempo de cada concorrente: revolucionou a cronometragem, não dando margem para erros, e era exibido e transmitido para milhares de telespectadores. Foi usado nos Jogos Olímpicos de Inverno de 1964 em Innsbruck, os primeiros Jogos Olímpicos totalmente electrónicos. Nunca antes, os telespectadores tinham sido tão completa e rapidamente informados sobre os eventos desportivos a decorrer pelo mundo fora.

A “cronometragem integrada” foi introduzida nos Jogos de Grenoble e da Cidade do México, onde a cronometragem automática e electrónica foi usada pela primeira vez, fornecendo uma análise estatística com os resultados a serem distribuídos aos juízes, treinadores, imprensa, e até certo ponto, o público. O surgimento da photoprinter assegurou uma maior rapidez e uma mais ampla distribuição dos resultados.

A imagem de cada corredor é captada por este dispositivo no momento em que ele ou ela atravessam a linha de meta, aparecendo depois cada um deles na “fotografia” final. Nela, o espaço representado entre cada concorrente equivale ao tempo que os separa, e será o instrumento usado pelos juízes para determinar o vencedor. A linha de chegada tem 50 mm de largura, segundo as normas da IAAF.

Starting-pistol_732x458Quanto aos quadros de três e dois lados situados ao longo da pista e na linha da meta, foram redesenhados e operam com um novo software, que lhes permite mostrar não apenas texto, imagem e informação em tempo real, mas também animações e vídeos. Os ecrãs foram melhorados, tendo agora uma resolução de 16 milhões de pontos de cor. Os nomes dos vencedores, os resultados e as bandeiras dos países respectivos aparecem de imediato.

Os blocos de partida estão equipados com sensores de pressão, que medem a força dos sapatos dos atletas 4 mil vezes por segundo. No caso de falsa partida, o sistema de detecção envia instantaneamente as medições de pressão para um computador que está na pista, permitindo a comunicação imediata com os juízes e dizer quem foi responsável. Os Campeonatos de Zurique estrearam este sistema.

As regras da International Association of Athletics Federations (IAAF) fixam o tempo mínimo de reacção psicológica em 100 milissegundos (um décimo de segundo). Qualquer reacção que ocorra abaixo desse limite é considerada prematura e coloca o corredor numa situação de falsa partida.

Uma das imagens mais impactantes em corridas de atletismo é a pistola para o tiro de partida. Nos Jogos de Inverno de Vancouver, em 2010, a pistola (de pólvora seca, primeiro, accionando um circuito eléctrico, depois) foi substituída por um objecto futurista, vermelho vivo – um disparo de flash e uma caixa geradora de som fazem as vezes da arma até então utilizada.

A pistola Omega é accionada por um juiz e três coisas acontecem simultaneamente: ouve-se um som de disparo, um flash de luz é emitido e é accionado um contador de tempos. Ao pressionar de novo o gatilho, desde que no espaço de dois segundos, uma falsa partida é audivelmente assinalada. Os sons podem ser mudados e descarregados através de computador.

Tal como se passava com as pistolas de pólvora seca, o som é reproduzido por altifalantes perto de cada concorrente, garantindo que todos ouvem o sinal ao mesmo tempo.

Alguns dos atletas têm transponders, que emitem para o sistema. Nas maratonas, por exemplo, esses transponders estão num dos ténis. Objectos pequenos e leves, estes aparelhos electrónicos recebem e respondem a sinais rádio. Durante a corrida, os corredores passam por uma rede de antenas, ao longo da maratona, activando os transponders, fornecendo assim tempos parciais.

P8124535_732x458Ainda segundo as normas IAAF, as provas de velocidade e de salto não podem realizar-se com vento superior a mais de 2 metros por segundo. A Omega fornece também os medidores de vento.
Mas até o prosaico e manualmente accionado sino, indicando a última volta nas provas de fundo e meio fundo, ostenta o símbolo Omega no seu sólido corpo de bronze. Há coisas que não mudam…

*Divisa olímpica, significando “mais rápido, mais alto, mais forte”


SP56_Co-Axial-Chronograph_732x1000Omega Speedmaster Moonwatch Co-Axial Chronograph

Um cronógrafo bem capaz de medir tempos desportivos: lançado há mais de meio século, este é um dos modelos mais perenes e significativos da história da relojoaria.
A versão mais recente tem caixa de 44,25 mm, de aço, com mostrador negro. Tem horas, minutos e ponteiros dos segundos do cronógrafo ao centro, além de dois submostradores – um de acumulador de 12 horas e de 60 minutos e outro com o ponteiro dos segundos. Vidro de safira na frente e no verso.
Cronógrafo automático de roda de colunas e embraiagem vertical, tem espiral de silício e dois tambores de corda, para 60 horas de autonomia, Vem equipado com o calibre 9300, co-axial, o primeiro da manufactura a incorporar um módulo de cronógrafo. É cronómetro certificado COSC.

Texto deFernando Correia de Oliveira, em Zurique e Bienne
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A Turbilhão é uma revista semestral, especializada na área da Alta Relojoaria e do Luxo.