Os Jogos Olímpicos de 1948 em Londres foram pioneiros na era moderna da cronometragem. Um conjunto de inovações que foram introduzidas nesta edição dos Jogos ainda hoje é utilizado.

Algumas são muito semelhantes às suas antecessoras enquanto outras mudaram completamente. Em ambos os caos, o objectivo é o mesmo: fornecer o melhor sistema de cronometragem aos melhores atletas do mundo.

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Células fotoeléctricas

Em 1948, as células fotoeléctricas foram utilizadas pela primeira vez nos Jogos Olímpicos e enquanto a sua forma e aparência foi mudando ao longo dos anos, a performance das células actuais é equivalente à das lançadas em 1948 (a velocidade da luz manteve-se praticamente inalterada ao longo dos anos).

Em 1948, havia uma célula fotoeléctrica com um emissor e um receptor num lado da pista e do outro lado havia um espelho reflector. Quando o feixe luminoso era interrompido entre a célula e o espelho, o tempo era registado. Nos jogos seguintes, o emissor e o receptor foram separados e colocados em lados opostos da pista, permitindo melhor performance no caso de chegadas em grupo.


Pistola de partida

Uma imagem que fica na mente do passado é a da pistola de partida, relembrando os populares revólveres dos filmes do faroeste. Nos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos de Inverno de 2010 em Vancouver, a clássica pistola foi substituída por um equipamento futurista e cheio de design composto por uma pistola de flash e uma caixa de som.

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Com o novo equipamento, quando o starter carrega no gatilho, acontecem 3 coisas simultaneamente: um som, um flash de luz e o arranque do equipamento de cronometragem. Carregando segunda vez no gatilho menos de dois segundos depois, a falsa partida é accionada de forma audível.

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Os sons podem ser mudados e feitos download por computadores.
Tal como no caso das pistolas clássicas, o som é reproduzido pelos altifalantes de cada concorrente, garantindo que todos ouvem o sinal ao mesmo tempo. Em algumas provas, o som está ligado sistema geral do estádio.


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Blocos de partida no atletismo

Nos jogos de Londres em 1948, os blocos de partida foram utilizados pela primeira vez no atletismo. Na edição anterior, em 1936, os velocistas como o lendário Jessie Owens cavaram os seus próprios buracos de partida! Os blocos de partida introduzidos em 1948 garantiam que as condições de partida eram iguais para todos os participantes.

Nos Jogos Olímpicos de 2012 em Londres, a OMEGA apresenta uma melhoria nos blocos de partida. A velocidade de reacção dos atletas é medida pela força exercida nos blocos e não pelo movimento. Os novos blocos detectam os tempos de reacção de todos os corredores – de crianças a velocistas de classe mundial- sem nada alterar no equipamento.


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Placas de contacto nas piscinas

Entre as mais atractivas inovações de cronometragem estão as placas de contacto que encontramos no final de cada pista nas piscinas. A necessidade para este nível de precisão
ficou particularmente claro nos jogos de Roma de 1960. Nesse tempo, três juízes estavam responsáveis por controlar cada uma das pistas de natação. Nesse ano, nos 100 metros livres, o americano Lance Larson e o Australiano John Devitt acabaram a prova exactamente ao mesmo tempo. Os cronógrafos dos juízes marcaram para Larson 55.0. 55.1 e 55.1 segundos. Os de Devitt marcaram todos 55.2 segundos. Um resultado claro? Não exactamente.

Também havia três juízes de 1º lugar e três de 2º lugar. Dois juízes de 1º lugar pensaram que Devitt tinha ganho e só um achou que tinha sido Larson. No entanto, dois dos juízes de 2º lugar pensaram exactamente o contrário.

Os juízes ficaram divididos 3-3, pedindo a opinião ao juiz principal. Este decidiu em favor de Devitt ignorando os tempos obtidos. O tempo de Larson foi arredondado para 55.2 segundos. Foram feitos protestos oficiais mas a opinião do juiz principal manteve-se.
A parte estranha: John Devitt permaneceu o campeão olímpico mas o tempo de 55.1 de Larson foi declarado record olímpico. Assim, o 2º classificado nadou mais rápido que o campeão.

Tornou-se evidente que um sistema automático era necessário, tendo a OMEGA introduzido as placas de contacto nos Jogos Pan-Americanos no Winnipeg em 1967. A partir de 1968 nos Jogos Olímpicos do México e até à actualidade foram sempre utilizadas.


Novas Tecnologias de Cronometragem para 2012

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Quantum Timer

Com uma resolução melhorada de 1µs (um milionésimo de segundo) o Quantum Timer e o Quantum Aquatics Timer marcam o início de uma nova geração de produtos de cronometragem Omega. Esta resolução é 100 vezes maior do que a dos equipamentos anteriores.


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Blocos de partida para atletismo

O tempo de reacção dos atletas é medido pela força exercida nos blocos e não pelo movimento. Os novos blocos detectam os tempos de reacção de todos os corredores sem nada alterar no equipamento.


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Swimming Show

(luzes que indicam os primeiros três classificados)

Um inovador sistema de luzes chamado Swimming Show será utilizado pela primeira vez em Londres. Existirão luzes nos blocos de partida, perto das placas de contacto onde os nadadores param o seu tempo. Um grande ponto luminoso indica o primeiro lugar, dois pontos médios indicam o segundo e três pequenos pontos luminosos indicam a terceira posição.


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Open Water Gate

Este sistema permite informar os tempos intermédios, para além dos de partida e de chegada. A porta de chegada tem placas de contacto com antenas verticais, enquanto as posições intermédias têm antenas horizontais que recebem o sinal do equipamento que os nadadores levam no seu pulso. Na chegada, existem câmaras de alta definição que são utilizadas como backup no caso de chegadas muito próximas e de o sistema no pulso não ser suficiente.

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A Turbilhão é uma revista semestral, especializada na área da Alta Relojoaria e do Luxo.