Balancier Contemporain

“Somos escultores do tempo, coreógrafos das horas que passam e arquitectos do movimento do relógio – com uma chave de fenda como pincel, uma lapiseira como pena e aço ou ouro como suportes.”

Robert Greubel & Stephen Forsey

Escrever sobre o trabalho de Robert Greubel e Stephen Forsey é abordar a temática da alta relojoaria sob um ângulo onde os superlativos revelam a sua banalidade. Tal é o nível técnico e artístico alcançado pelo atelier que estes dois relojoeiros criaram, e que desde a sua fundação, há já 15 anos, mantem uma cadência de produção extremamente restrita a rondar a centena de exemplares por ano. Nesta visão da arte da relojoaria mecânica contemporânea, elevada à sua expressão mais apurada, inclui-se agora um novo modelo, com apenas 39,6 mm de diâmetro estreado durante o último Salão de Alta Relojoaria de Genebra (SIHH).

Com uma produção de apenas 33 exemplares, o “Balancier Contemporaine” espelha o domínio exímio da técnica da assimetria e do equilíbrio, com o intuito de proporcionar uma harmonia entre os elementos principais do movimento. Um exercício onde o balaço de grande diâmetro, com 12,6 mm, joga com a profundidade e o volume dos restantes elementos. Um desafio que confronta a estética com a técnica, sem que nenhuma se sobreponha à outra, e ao qual se acrescenta um nível de acabamentos verdadeiramente avassalador a que apenas a lupa é capaz de revelar a sua verdadeira dimensão.

Já o verso do “Balancier Contemporaine” é, em si mesmo, uma verdadeira obra de arte. O lado “B” desta criação relojoeira inclui um elemento em ouro vermelho que centra uma ponte em ouro branco, integralmente gravada em relevo com os valores que definem a Greubel Forsey. Um credo que garante “Tecnicidade, Estética, Perfeição, Criatividade, Habilidade, Saber Fazer, Inventores Relojoeiros, Nobreza, Exclusividade, Universo Original, Arquitectura e Único”! Que mais se pode exigir de um relógio de excepção?

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Carlos escreve como freelancer para diversas publicações nacionais e internacionais sobre o tema que sempre o fascinou, a alta-relojoaria. Uma área que considera ser uma porta para um mundo muito mais vasto, multidisciplinar e abrangente - uma fonte de informação cientifica, histórica e social quase inesgotável sobre quem somos e como aqui chegamos.