O Voo mais longo

IWC

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Contornar o globo aos comandos de um dos aviões militares históricos mais icónico do mundo, é o desafio a que se propõem dois pilotos britânicos. Uma aventura que tem o apoio da IWC e do Pilot Timezoner Spitfire Edition “The Longest Flight”.

Voar à volta do mundo num Spitfire é definitivamente uma ideia ousada. Mas é precisamente este o desafio que os pilotos britânicos Steve Boultbee Brooks e Matt Jones, fundadores da Academia de Voo Boultbee, decidiram assumir numa aventura que irá descolar já este verão.

Na única academia de voo de Spitfires oficialmente reconhecida no mundo, Steve e Matt dão a alguns pilotos privilegiados a oportunidade única de aprender a pilotar este caça histórico. Mas esta academia de voo está também encarregue de preservar o conhecimento de engenharia necessário para manter os incríveis “Spits” no ar por muitos mais anos. Baseada no célebre Aeródromo de Goodwood, no sul da Inglaterra, o aeródromo pertenceu à Royal Air Force e, entre 1940 e 1946, serviu de apoio à pista da RAF em Tangmere, localizada nas proximidades.

Quanto ao Spitfire, trata-se de uma aeronave que raramente requer apresentação. Afinal trata-se do caça britânico mais famoso da história, cuja agilidade e potência do motor Rolls-Royce Merlin fazem hoje parte da lenda. E mesmo tendo sido construídos mais de 20.300 protótipos entre 1936 e 1948, hoje o modelo é uma verdadeira preciosidade.

Mas regressemos à aventura a que Steve Boultbee Brooks e Matt Jones se propõem. Se considerarmos que o Spitfire tem uma autonomia de apenas 750 km, ficará claro a dimensão do desafio que estes dois pilotos britânicos se propõem. A aeronave, que partirá no seu voo inaugural pelo mundo no próximo mês de Agosto, foi encontrada por Steve e Matt exposta num museu. Construída em 1943 em Castle Bromwich, completou mais de 50 voos durante o período que esteve ao serviço da Royal Airforce. Devidamente desmontada nos seus componentes individuais para um profundo trabalho de restauro, cada um dos cerca de 80.000 rebites foi cuidadosamente examinado, limpo e substituído se necessário. Um processo de restauro no qual trabalharam de forma intensiva cerca de 14 especialistas durante mais de dois anos. Cada parte do “Silver Spitfire” acabou por ser polida de maneira a criar um acabamento espelhado, mas que mantém a fascinante patina original da aeronave.

Baptizado com a designação “Silver Spitfire – The Longest Flight”, o projecto representa a  primeira vez na história da aviação que um Spitfire irá voar à volta do mundo. É que o caça, com um alcance bastante limitado, não foi projectado para um empreendimento desta envergadura. O voo à volta ao mundo, que deverá cobrirá mais de 43 mil quilómetros, terá de ser dividido em cerca de 100 segmentos., durante os quais o Spitfire terá que suportar as condições mais extremas imagináveis. Desde o frio russo ao clima quente e húmido da Ásia, das tempestades sobre o Pacífico ás tempestades de areia no deserto, os elementos irão levar não só o material, mas também os pilotos e a tripulação ao limite.

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Carlos escreve como freelancer para diversas publicações nacionais e internacionais sobre o tema que sempre o fascinou, a alta-relojoaria. Uma área que considera ser uma porta para um mundo muito mais vasto, multidisciplinar e abrangente - uma fonte de informação cientifica, histórica e social quase inesgotável sobre quem somos e como aqui chegamos.