Subtil transformação de um ícone

Chanel J12

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Nas vésperas de completar 20 anos, o J12 da Chanel renova-se, sem nunca alterar a identidade que o levou ao sucesso. Afinal, um ícone não muda. Apenas se adapta ao tempo que passa.

Inspirado na nobreza das silhuetas dos veleiros da America’s Cup, o primeiro J12 viu a luz do dia, pela mão de Jacques Helleu, director artístico da Chanel, em 2000. Vestido de cerâmica preta, o novo relógio da Maison veio revolucionar os códigos relojoeiros pré-estabelecidos, apresentando-se como um modelo desportivo unissexo, resistente à água até 200 metros e incrivelmente resistente, graças à utilização de cerâmica de alta tecnologia.

Três anos após o seu lançamento, regressou às luzes da ribalta, agora em branco integral. Desde então, inúmeras variações técnicas e joalheiras se seguiram, desde o J12 Turbilhão (2005), ao J12 Calibre 3125, equipado com um movimento automático da Audemars Piguet personalizado exclusivamente para a Chanel (2008), passando pelo J12 Misterioso Retrógrado de 2010.

Agora, nas vésperas do 20.º aniversário, Arnaud Chastaingt, directora do Estúdio de Criação Relojoeira da Chanel, oferece ao J12 uma renovação, mantendo intocável a identidade que deu origem ao seu sucesso. Esteticamente falando, o novo J12 parece exactamente o mesmo, com ligeiras actualizações. Disponível numa caixa de 38 mm, em cerâmica preta ou branca, o modelo de 2019 apresenta mostradores lacados a condizer com o material da caixa.

Para aumentar a abertura do mostrador, a luneta foi refinada, enquanto a tipografia dos numerais árabes e índices foi redesenhada. Aplicados no mostrador, são agora em cerâmica. A largura da coroa foi reduzida e o cabochão de cerâmica levemente achatado. A espessura da caixa aumentou suavemente, mas a silhueta do J12 permanece fluída. Finalmente, a pulseira de cerâmica foi subtilmente reestruturada, apresentando-se com elos mais longos.

 

Mas a grande mudança reside no novo movimento automático, calibre 12.1, com 70 horas de reserva de marcha e certificado pelo COSC, visível, através do fundo da caixa em vidro de safira. Projectado e desenvolvido exclusivamente para a Chanel pela KENISSI, o novo coração do J12 apresenta uma massa oscilante em tungsténio, cujo design é o de um circulo perfeito, uma das assinaturas gráficas da Alta Relojoaria da Maison.

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Directora/Editor in Chief | Revista Turbilhão

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