Manufactura – Revista Turbilhão https://turbilhao.pt A Arte de Viver o Tempo Fri, 06 Mar 2020 16:12:32 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.4.1 Cientistas do Tempo https://turbilhao.pt/hyt-cientistas-do-tempo/ Fri, 06 Mar 2020 10:46:27 +0000 https://turbilhao.pt/?p=21160 Passado, Presente e Futuro. Design, Alta Relojoaria, Precisão, Tecnologia e Inovação! A HYT é tudo isto e muito mais, como prova o conceito filosófico no qual a marca apostou tudo. Existem relógios que apesar de pedirem claramente uma abordagem técnica, em resposta ao manancial tecnológico inovador que encerram, acabam por nos levar a uma análise […]

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Passado, Presente e Futuro. Design, Alta Relojoaria, Precisão, Tecnologia e Inovação! A HYT é tudo isto e muito mais, como prova o conceito filosófico no qual a marca apostou tudo.

Existem relógios que apesar de pedirem claramente uma abordagem técnica, em resposta ao manancial tecnológico inovador que encerram, acabam por nos levar a uma análise mais filosófica do propósito a que se destinam. Uma que – e já ninguém se admira com isto – não se centra na banalizada função de indicar a hora certa, seja do dia ou da noite.

A génese da HYT tem origem numa questão aparentemente simples, mas que acabou por definir toda a génese desta manufactura de Alta Relojoaria: se o tempo flui, e apenas ganha significado através do conteúdo das vidas que vivemos, então porque limitar a sua métrica ao agora, ao momento presente, isolado e em constante destaque pela atenção que lhe é dada por afiados ponteiros ou fugazes indicações digitais?

O modelo criativo desenvolvido pela HYT prova que ela é muito mais do que uma marca monolítica, refém de um único conceito. Antes, trata-se de uma abordagem com várias camadas de complexidade que dificilmente se conseguem percepcionadas de uma só vez. E apesar de a maioria das pessoas insistir em associar a HYT a um conceito eminentemente tecnológico, a marca prefere continuar a colocar um ênfase muito especial na forma como expressa o tempo, e que não tem nada a ver com a forma adoptada pela restante industria há já mais de 500 anos.

Para marcar esta diferença, a HYT recua muito mais, até ao momento em que o próprio conceito do tempo foi inventado, há mais de 4 milénios. O primeiro relógio de água, também conhecido por Clepsidra, era um recipiente cheio de liquido que vazava para um outro, vazio, e cuja passagem mantinha um fluxo controlado, destinado a indicar o fluir do tempo. A HYT adopta precisamente o mesmo principio, com a excepção de que, agora, o sistema é um pouco mais complexo e é usado sobre o pulso.

Ao longo de séculos uma das grandes batalhas da relojoaria mecânica foi a de manter qualquer tipo de liquido longe do mecanismo do relógio. O surgimento da HYT desafiou essa ideia ao ponto em que actualmente um grupo de mais de 45 pessoas, incluindo as que trabalham na empresa irmã Preciflex. Um local onde existem bastante mais cientistas do que relojoeiros, que se dedicam exclusivamente à tarefa de inventar um novo conceito de indicação do tempo por meio de fluidos e que não nega uma base eminentemente mecânica tal como a percepcionamos no mundo da alta relojoaria.

E esta é a razão pela qual a HYT se considera desde a sua fundação como uma manufactura relojoeira de pleno direito, e onde apenas uma pequena diferença, faz toda a diferença: uma indicação de tempo fluido que não pertence nem ao passado nem ao futuro, mas que está firmemente enraizada no presente.

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IWC, uma manufactura do século XXI https://turbilhao.pt/iwc-uma-manufactura-do-seculo-xxi/ Wed, 03 Jul 2019 14:44:44 +0000 https://turbilhao.pt/?p=19917 Mais de 140 anos depois da construção da manufactura original, por F.A. Jones, a IWC inaugura uma nova fábrica nos arredores de Schaffhausen. Com mais de oito mil metros quadrados, o Manufakturzentrum é o novo centro de produção da marca e surpreende pelo espaço, arquitectura e design. “Encurralada” entre o Reno e a zona histórica […]

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Mais de 140 anos depois da construção da manufactura original, por F.A. Jones, a IWC inaugura uma nova fábrica nos arredores de Schaffhausen. Com mais de oito mil metros quadrados, o Manufakturzentrum é o novo centro de produção da marca e surpreende pelo espaço, arquitectura e design.

“Encurralada” entre o Reno e a zona histórica de Schaffhausen desde 1874, a sede da IWC apresentava opções muito limitadas de crescimento que pudessem acompanhar os desenvolvimentos da marca nas últimas décadas. Tanto assim é que, nos últimos anos, a manufactura viu-se obrigada a alugar um espaço industrial nas proximidades de Neuhausen para usar como local de produção de caixas de relógios.

CEO da IWC, Christoph Grainger-Herr

Para solucionar esta questão, a IWC optou pela construção de raiz de um novo centro de produção. Os trabalhos ficaram a cargo de duas empresas de arquitectura – ATP Architects e RMA Architects – e o próprio CEO da IWC, Christoph Grainger-Herr, arquitecto de formação, assumiu o papel de designer líder do projecto, desenvolvendo desde o conceito estético básico do edifício, até aos acabamentos individuais em vários espaços.

Concluído em apenas 21 meses, o Manufakturzentrum nasceu nos arredores de Schaffhausen. O novo espaço da marca concentra agora a produção de componentes de movimentos, montagem de movimentos, produção e montagem de caixas, controle de qualidade e engenharia de equipamentos, além de ser usado como centro de logística, centro de TI e infraestrutura. O antigo edifício mantém-se como sede da IWC e concentra os serviços administrativos, a montagem dos relógios e os testes finais.

 

Manufakturzentrum

À semelhança do ADN da IWC, o novo Manufakturzentrum é uma mistura de luxo e engenharia de precisão. À chegada, o edifício, com 139 metros de comprimento e 62 metros de largura, destaca-se na paisagem verdejante. De linhas modernas e sóbrias, com uma imponente fachada de vidro com mais de 2000 m2, o Manufakturzentrum impressiona pelo tamanho, arquitectura e design.

Passadas as escadarias que conduzem à entrada do edifício, somos conduzidos pelo mesmo sentimento de imponência, sobriedade e modernidade. Com um pé direito de 9 metros, o átrio alberga a recepção e surpreende pela presença de um gigantesco mecanismo de calendário perpétuo. Num hino à história da IWC somos ainda recebidos pelas fotografias dos principais personagens intervenientes no percurso da marca, penduradas numa das paredes.

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Entre o contemporâneo e o intemporal https://turbilhao.pt/entre-o-contemporaneo-e-o-intemporal/ Fri, 05 Apr 2019 11:12:06 +0000 https://turbilhao.pt/?p=18198 A inspiração eminentemente náutica da forma que dá expressão aos relógios da Hublot parece quase esquecida sob a força do conceito de Fusão implementado por Jean Claude Biver. O Classic Fusion mantém-se como um modelo equilibrado entre o vigor de um Big Bang e o classicismo dos modelos que estão na origem da Hublot. Já […]

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A inspiração eminentemente náutica da forma que dá expressão aos relógios da Hublot parece quase esquecida sob a força do conceito de Fusão implementado por Jean Claude Biver. O Classic Fusion mantém-se como um modelo equilibrado entre o vigor de um Big Bang e o classicismo dos modelos que estão na origem da Hublot.

Já não haverá muitos que se recordem que houve um tempo em que a Hublot fez parte de um grupo chamado MDM Geneve e que teve uma marca irmã chamada Thor. Da mesma forma, hoje, o nome do fundador italiano, Carlo Crocco, dificilmente se consegue associar à marca devido à personalidade manifestamente exuberante e cativante de Jean Claude Biver, o homem responsável pelo sector da relojoaria do grupo LVMH, e a força por detrás do êxito global no qual a Hublot se transformou.

De fenómeno “Ibérico”, sem paralelo noutros mercados considerados mais fortes, a Hublot passa a fenómeno global em boa parte devido a uma ideia simples, mas extremamente poderosa, desencantada pelo génio de Biver e da sua equipa de marketing e que assenta numa única palavra mágica: Fusão!

Biver é indiscutivelmente senhor de um sentido de oportunidade sem paralelo tanto numa perspectiva empresarial como na de identificar o potencial de um determinado produto ou marca. A Hublot e a sua ligação ao mar (Hublot significa escotilha em francês) materializaram na imaginação do suíço a ideia de associar a marca a uma fusão de elementos. Uma ideia potenciada pelo facto de a Hublot se caracterizar desde o seu inicio, em 1980, pela invulgar associação a uma pulseira de borracha natural, um material tão fora do comum no mundo da relojoaria de luxo como 8 anos antes o aço o fora para a Audemars Piguet e o seu Royal Oak.

A base da nova Hublot estava assim lançada e nos anos seguintes a fusão antes impensável entre materiais como o carbono, aço, ouro, pele, borracha, cerâmica ou titânio torna-se uma realidade e define uma nova tendência no mundo da alta relojoaria.

 

Classic Fusion

Apresentada originalmente em 2010, a linha Classic Fusion é considerada como uma variante elegante e contida – ainda que não menos expressiva – do modelo topo de gama Big Bang com o qual Jean Claude Biver marcou o inicio do seu mandato na Hublot. O perfil fino das caixas deste modelo destinam-se precisamente a criar uma aparência mais leve, mas que continua a obedecer aos códigos estéticos do modelo do qual foi inspirado, assimilando de igual forma os elementos dos primeiros modelos da marca que marcaram a década de 1980. Com um “output” permanente de novos modelos a confirmar a capacidade de regeneração estética do conceito, a linha Classic Fusion da Hublot acaba por possibilitar a noção contraditória de que um relógio contemporâneo pode, afinal, ser simultaneamente intemporal.

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Os Superlativos da Bulgari https://turbilhao.pt/octo-os-superlativos-da-bulgari/ Wed, 23 Jan 2019 12:32:36 +0000 https://turbilhao.pt/?p=18674 “Na Bulgari não é a estética que se submete à técnica mas a técnica que se submete à estética”. Quem o afirma é Guido Terreni, o director da Bulgari Horlogerie SA, o braço relojoeiro da casa joalheira Romana, que assim tece um confronto directo com o que diz ser o “modus operandi” da maioria das […]

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Na Bulgari não é a estética que se submete à técnica mas a técnica que se submete à estética”.

Quem o afirma é Guido Terreni, o director da Bulgari Horlogerie SA, o braço relojoeiro da casa joalheira Romana, que assim tece um confronto directo com o que diz ser o “modus operandi” da maioria das marcas de alta relojoaria suíça. A opinião de Fabrizio Buonamassa Stigliani, o responsável pelo centro de design dos relógios Bulgari (e um homem que considera ser essencial poder reconhecer um objecto a pelo menos 10 metros de distância sem ter necessariamente de ver o logotipo), segue o mesmo caminho: “Em Itália temos uma percepção distinta da beleza, que não se resume apenas a um conceito filosófico. É antes algo que podemos sentir, ouvir e saborear em cada momento das nossas vidas. Para nós, italianos, trata-se de uma espécie de experiência através da qual procuramos a perfeição em todos os detalhes. Como marca seduzida pelo design, gostamos de jogar com restrições e limites, e muitas vezes são essa mesmas restrições que impulsionam e definem a estética do objecto, resultando frequentemente num ponto de viragem do projecto.

O facto é que nunca sabemos quando a ideia irá chegar, já que é impossível gerir a criatividade. No entanto, temos de a alimentar, e a Itália é um dos locais ideais para o fazer, devido à multiplicidade de fontes de inspiração, como a arquitectura e a arte. Por isso acredito que é necessário observar e sentir muitas coisas para tirar o máximo partido de um design”.

No entanto, a sensibilidade tipicamente italiana para o design de que fala Buonamassa não impediu a necessidade de proximidade dos centros relojoeiros suíços. Um aspecto que, levou a que há cerca de sete anos, a Bulgari decidisse passar o seu centro de design de Roma para Neuchatel, de forma a permitir a rápida concretização do fluxo de ideias. Um período que coincidiu com o desenvolvimento da renovada colecção Octo, um modelo criado originalmente pelo célebre designer Gerald Genta e que o lápis de Fabrizio Buonamassa tem sabido adaptar magistralmente ao momento presente.

Trata-se de um modelo bastante especial, que esconde por baixo do seu círculo um octógono, uma antiga figura gráfica universalmente reconhecida como dotada de uma riqueza de símbolos e significados, e que está inseparavelmente ligada à história das civilizações e culturas. Conceitos como equilíbrio, harmonia, poder e eternidade são frequentemente associados à forma de oito lados. Na Europa Medieval, os alquimistas consideravam a combinação do quadrado e do círculo como a própria expressão da perfeição, bem como da relação entre a Terra e o Céu: o quadrado, representando a Humanidade, e o círculo, que incorporava a Divindade, estabelecia o elo entre as duas representações.

Segundo Guido Terreni, a ideia para a nova colecção surgiu em 2011, quando a marca se começou a aperceber de que a linha Octo estava a ficar um pouco desactualizada. Foi neste momento que a Bulgari decidiu mudar as regras do jogo, trazendo a colecção para mais perto de uma elegância italiana que acabou por associar a uma estratégia de manufactura: “Nessa altura ainda não tínhamos os movimentos necessários, pelo que foi a partir deste ponto que eles começaram a ser desenvolvidos. Desde Julho de 2000 que a Bulgari tinha começado um processo de incorporação de competências relojoeiras ao mais alto nível, ao assimilar a Gerald Genta e a Daniel Roth. Particularmente com a produção de movimentos com um elevado número de complicações, onde mais de 900 componentes não são fora do comum, a questão da construção com especial atenção à espessura criou desde logo uma competência no domínio do extra-plano”. Apresentado ao público no início de 2012 em Roma, no Complexo Monumentale Santo Espirito, em Sassia, o estrondoso sucesso global obtido pelo novo Octo acabou por encorajar a Bulgari a criar uma colecção de modelos sob o signo do extra-plano. Um projecto que Buonamassa levou, literalmente, aos limites do possível

 

2014Octo Finissimo Tourbillon

Recorde de Espessura para um Movimento com Turbilhão

Os detalhes fazem a perfeição, e a perfeição não é um detalhe

Leonardo da Vinci

 

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Cor em movimento https://turbilhao.pt/cor-em-movimento/ Wed, 26 Sep 2018 09:17:30 +0000 https://turbilhao.pt/?p=17394 Movimento e cor são as palavras-chave da colecção Possession da Piaget. Aos icónicos anéis “giratórios” da linha, juntam-se colares, pulseiras e, até, relógios, todos com dois denominadores comuns: ADN colorido e muita movida. A dificuldade será mesmo escolher, dado que a panóplia de opções é extensa. No universo do tempo, os novos Possession são oferecidos […]

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Movimento e cor são as palavras-chave da colecção Possession da Piaget. Aos icónicos anéis “giratórios” da linha, juntam-se colares, pulseiras e, até, relógios, todos com dois denominadores comuns: ADN colorido e muita movida. A dificuldade será mesmo escolher, dado que a panóplia de opções é extensa.

No universo do tempo, os novos Possession são oferecidos com caixa de 29 e 34 mm, em aço ou ouro, pontuada ou não por diamantes – cujo brilho é obrigatório no mostrador – e acompanhados por correias em pele intercambiáveis, disponíveis em várias cores vibrantes. Aqui, o movimento surge através da luneta com um anel giratório.

Já a colecção de joalharia faz o elogio da cor através de colares e pulseiras com elementos móveis, declinados em cinco tons brilhantes e sempre marcados pela presença de pedras e metais preciosos.

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Zenith revoluciona com Defy Lab https://turbilhao.pt/zenith-revoluciona-com-defy-lab/ Fri, 01 Jun 2018 10:34:58 +0000 https://turbilhao.pt/?p=15370 Há quase meio século, a Zenith surpreendia o mundo com o primeiro cronógrafo automático, lançando o mítico calibre El Primero, de alta frequência. Agora, volta a surpreender, com um novo órgão regulador, que prescinde da espiral e atinge níveis cronométricos extraordinários. Desde que o holandês Huygens inventou o oscilador com roda de balanço e espiral, […]

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Há quase meio século, a Zenith surpreendia o mundo com o primeiro cronógrafo automático, lançando o mítico calibre El Primero, de alta frequência. Agora, volta a surpreender, com um novo órgão regulador, que prescinde da espiral e atinge níveis cronométricos extraordinários.

Desde que o holandês Huygens inventou o oscilador com roda de balanço e espiral, em 1675, que o órgão regulador de um relógio mecânico não sofreu praticamente alteração. Até agora. Perante a imprensa mundial, Jean-Claude Biver, responsável pela Relojoaria no Grupo LVMH, apresentou o digno sucessor do El Primero – o calibre ZO 342, que equipar a linha Defy Lab.

Por detrás do novo calibre, com o seu órgão oscilador monobloco, usando a vibração em vez da tradicional contracção /expansão da espiral, está Guy Semon, CEO do Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento do LVMH.

Em Le Locle, com uma história de 152 anos de recordes de precisão (2.333 prémios de cronometria), e actualmente com 40 calibres diferentes em produção, a Zenith encontra no Defy Lab um digno sucessor do El Primero de 1969, um passo disruptivo na indústria, um calibre automático, de alta frequência (5 Hz), e capaz de medir até um décimo de segundo.

Ou do Defy El Primero 21, apresentado em Março deste ano, um cronógrafo automático que consegue medir centésimos de segundo, através de um ponteiro central dos segundos, munido de um calibre com 50 Hz de frequência. Nascia aqui uma nova linha de relógios Zenith, a Defy.

Agora, o Defy Lab tem um oscilador feito de uma só peça, de silício monocristalino e com partes mais finas que um cabelo humano. Com apenas 0,5 mm, de espessura, ele substitui o tradicional balanço/espiral e com ele trinta peças de um órgão regulador clássico, com 0,5 mm de espessura, que necessita de montagem, ajustamento, regulação, controlo e lubrificação.

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Onde a tradição ainda é o que era https://turbilhao.pt/onde-a-tradicao-ainda-e-o-que-era/ Tue, 15 May 2018 15:19:01 +0000 https://turbilhao.pt/?p=15609 Nascida em Valenza, em 1924, a Damiani é a única empresa joalheira italiana que desenha e produz jóias desde a sua fundação. Aqui, todas as peças continuam a ser criadas integralmente à mão, usando técnicas seculares. A Turbilhão foi ver como o sonho ganha vida. Fundada no coração do distrito ourives de Valenza, por Enrico […]

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Nascida em Valenza, em 1924, a Damiani é a única empresa joalheira italiana que desenha e produz jóias desde a sua fundação. Aqui, todas as peças continuam a ser criadas integralmente à mão, usando técnicas seculares. A Turbilhão foi ver como o sonho ganha vida.

Fundada no coração do distrito ourives de Valenza, por Enrico Grassi Damiani, a história da Damiani é fortemente ligada à tradição e paixão pela arte joalheira, que desde sempre distinguiu as peças criadas pela marca. Hoje, quase um século após o seu nascimento, a Maison mantém-se nas mãos da família e é gerida por três irmãos, netos do fundador: Guido, presidente do Grupo Damiani, Giorgio, vice-presidente e director-geral, responsável pela criação e desenvolvimento das colecções e pela compra de pedras preciosas, e Silvia, vice-presidente e responsável pela comunicação.

Seguindo a tradição e ADN que levou ao sucesso da marca, os irmãos Damiani têm como principal objectivo manter a qualidade de design e mestria artesanal das jóias que granjearam êxito à Maison e que continuam a ser produzidas em Valenza. Aqui, a tradição da produção de joalharia mantém-se inalterada e a manufactura Damiani dá vida a cada uma das peças, graças ao trabalho de 100 colaboradores, entre designers, ourives, cravadores, polidores, etc.

Cupido

Tudo começa no departamento de design, onde nascem as ideias e os primeiros esboços. Depois, é tempo de criar o primeiro modelo em cera. Para tal, há que injectar cera líquida num molde de borracha previamente preparado. Em seguida, os modelos em cera são acoplados a uma espécie de tubo, criando aquilo a que se chama uma árvore de ceras. Esta é, então, submergida numa solução de gesso e, depois de um período de repouso, vai ao forno. Neste processo, a cera derrete, dando lugar a um molde invertido. Finalmente, este molde é fundido com o metal precioso seleccionado.

Depois de criada a base da jóia, é tempo de passar à cravação das pedras preciosas. Na Damiani, estas são cuidadosamente seleccionadas e certificadas e, no caso dos diamantes com mais de 0,3 quilates, a marca oferece uma garantia de qualidade adicional: uma incisão a laser com o logo da Damiani e o número de certificação. O processo de criação joalheira termina com o polimento e o último controlo de qualidade, num total de quatro.

A qualidade exemplar dos materiais utilizados e a mestria de excepção dos artesãos faz com que possuir uma jóia Damiani não seja apenas possuir algo precioso, mas também algo especialmente exclusivo e até único. Além das peças que compõem as suas colecções, a Damiani produz igualmente edições limitadas e obras-primas únicas que, por vezes, podem também ser criadas ou personalizadas a pedido do cliente. O céu é o limite.

 

A família Damiani

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Viagem ao coração da Bovet https://turbilhao.pt/viagem-ao-coracao-da-bovet/ Mon, 02 Apr 2018 10:32:54 +0000 https://turbilhao.pt/?p=15390 Por ocasião do 195.º aniversário da Bovet 1822, a Turbilhão esteve na Suíça, numa viagem que nos levou a descobrir duas das manufacturas da Maison: Dimier, onde os movimentos relojoeiros ganham vida e Château de Môtiers, o castelo onde as peças do tempo da marca são montadas. A nossa viagem ao coração da Bovet 1822 […]

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Por ocasião do 195.º aniversário da Bovet 1822, a Turbilhão esteve na Suíça, numa viagem que nos levou a descobrir duas das manufacturas da Maison: Dimier, onde os movimentos relojoeiros ganham vida e Château de Môtiers, o castelo onde as peças do tempo da marca são montadas.

A nossa viagem ao coração da Bovet 1822 tem início em Genebra, mais propriamente na Boutique da marca, onde, ainda antes de nos aventurarmos na descoberta de como nascem as peças do tempo da Maison, temos a oportunidade de conhecer in loco algumas novidades e modelos emblemáticos Bovet.

 

A jornada prossegue e leva-nos a Tramelan, a cerca de 160 km de Genebra, onde se localiza a Manufactura de Alta Relojoaria Dimier 1783. Adquirida em 2006 por Pascal Raffy, proprietário da Bovet, é aqui que a Maison desenvolve e produz os seus próprios movimentos, incluindo espirais e rodas de balanço. Com um total de 73 colaboradores dedicados a 41 ofícios distintos, a manufactura reúne, sob o mesmo tecto, toda a gama de competências necessárias aos diversos estágios de desenvolvimento e produção de movimentos de alta relojoaria.

Rigorosamente estruturada e organizada de modo a optimizar o trabalho dos artesãos e o fluxo logístico, na Dimier, o departamento de controlo de qualidade, composto por relojoeiros experientes, tem intervenção directa em todas as fases de cada um dos projectos, das primeiras discussões e esboços ao serviço pós-venda. Este modus operandi permite a integração imediata de soluções a potenciais problemas, bem como de melhorias sugeridas por todos os envolvidos.

Por outro lado, o departamento técnico é responsável por desenvolver e supervisionar o design e a construção de cada calibre e de cada peça do tempo, enquanto construtores e relojoeiros especializados no estudo e desenvolvimento de mostradores e elementos relojoeiros externos partilham o espaço de trabalho com os colegas responsáveis pelos movimentos e modelos Grande Complicação.

Organizada de acordo com a cronologia dos vários estádios de produção, a manufactura Dimier divide-se em dois pisos: em baixo encontra-se o departamento de micromecânica, no piso superior, os artesãos e relojoeiros.

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Um símbolo Blancpain As fases da Lua https://turbilhao.pt/blancpain-as-fases-da-lua/ Thu, 01 Dec 2016 17:37:18 +0000 http://turbilhao.pt/?p=11407/ O artigo Um símbolo Blancpain <br>As fases da Lua aparece primeiro no Revista Turbilhão.

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Existem dois globos que dominam o céu. Em termos de importância, um ultrapassa o outro em grande escala. Com efeito, sem este último, a vida não existiria; quanto ao outro, tudo seria certamente diferente, mas o planeta sobreviveria. Contudo, ao longo dos milénios, estranhamente, foi o menos importante destes dois objectos celestes o mais estudado pelos amadores. Esse objecto é, claro, a Lua.

Isto não significa que temos as nossas prioridades viradas do avesso. Devido à intensidade abrasadora da sua luz, que proíbe um estudo mais profundo a olho nu, o Sol dificilmente se apresenta tão legível como a Lua enquanto objecto de contemplação. De facto, emprestando-se tão abertamente à imaginação dos povos antigos, algumas culturas, sobretudo na Mesopotâmia, India e Egipto favoreceram a Lua face ao Sol. Outros adoptaram a Lua como elemento central da sua religião.

Naturalmente, com a repetição progressiva e constante das suas fases, a Lua surgiu proeminentemente nos calendários. Durante milhares de anos, e mesmo hoje, o calendário chinês é baseado nas fases da Lua. Já os ocidentais, tão habituados ao calendário gregoriano, promulgado pelo Papa Gregório XIII e baseado no Sol, esquecem-se que, nos primórdios da civilização, era a Lua que assumia papel central nos cálculos dos calendários ocidentais. Por exemplo, o calendário juliano adoptado por Júlio César era baseado no sol e na Lua.

Antes dele, o calendário romano contruía cada mês de acordo com a Lua, com cada fase a representar uma divisão mensal. Indo ainda mais atrás, os gregos antigos modelaram o seu calendário apenas de acordo com a Lua, com cada mês a começar na Lua Nova e apresentando um final a cada Lua cheia.

Além da religião e calendários, as fases da Lua têm tido um papel importante no quotidiano. Antes dos modernos sistemas de iluminação, a Lua cheia, que ilumina o céu 25 vezes mais do que, por exemplo, um dos quartos, era benéfica para trabalho nocturno pelos agricultores que podiam continuar o seu trabalho diário pela noite dentro. Daí a origem da expressão “Lua da colheita”. Saber as fases da Lua também teve um papel militar importante. Júlio César preferia começar o ataque sob o céu negro da Lua nova, esperando que a escuridão confundisse e desorientasse o inimigo. A filosofia oposta guiou o General Eisenhower no planeamento do Dia D. Este seleccionou o dia próximo à Lua cheia pela necessidade de, com a luminosidade extra, ajudar os paraquedistas e planadores que seriam largados por trás das linhas na noite anterior ao desembarque na Normandia.

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As fases da Lua na relojoaria

Perante este cenário, é sem surpresa que, praticamente desde o princípio da construção das primeiras peças do tempo, a exibição das fases da Lua foi adoptada como elemento central. O mais antigo aparelho mecânico a exibir as fases da Lua acredita-se ter sido construído por Arquimedes, antes de 200 A.C.
Claro que mais tarde, depois da invenção da roda de balanço pelo matemático holandês Huygens, em 1675, que, pela primeira vez, abriu a possibilidade de inventar sistemas de escape para uma medição precisa do tempo, as indicações das fases da Lua juntaram-se a outras complicações para trazer interesse às peças do tempo agora totalmente úteis.
Séculos mais tarde, a indicação das fases da Lua viria a assumir um papel central na relojoaria. Nos anos setenta, a totalidade da indústria relojoeira suíça foi assolada pela crise. O mercado foi inundado com relógios de quartzo baratos e, há que dizer, altamente precisos. A resposta inicial da maioria da indústria foi baixar ridiculamente a oferta de peças do tempo mecânicas. Num esforço fútil de competir com os relógios de quartzo baratos, as empresas suíças retiraram as complicações dos seus relógios mecânicos. Embora muita desta remoção de complicações possa ter baixado o custo, este era um jogo que as empresas de relojoaria mecânica não podiam vencer. Não importa o que fosse feito, o quartzo seria sempre mais barato. Uma a uma, as manufacturas suíças desapareceram ou procuraram a sobrevivência através da consolidação.

Quando a Blancpain moderna emergiu na década de oitenta, tinha uma ideia diferente. Em vez de competir com relógios de quartzo baratos naquele segmento do mercado, a Blancpain quis demonstrar que uma peça do tempo mecânica era algo diferente, era uma peça rara de arte mecânica que transportava consigo um trabalho manual magnífico e séculos de tradição relojoeira. E que forma mais enfática de fazer essa declaração do que com um relógio que oferecesse uma exibição da Lua? De facto, em vez de tornar mais barata a relojoaria do Vale do Jura, a Blancpain enriqueceu-a quando introduziu o seu o primeiro relógio com fases da Lua em 1983.

Desde essa estreia crucial em 1983, a complicação das fases da Lua tornou-se um símbolo ou, de outra forma, uma assinatura da Blancpain. A devoção da casa à Lua levou-a a apresentar as fases da Lua em mais variedades de peças do tempo do que qualquer outra marca. Naturalmente, o estilo desse primeiro modelo, com uma janela de fases da Lua às 6h, dia da semana e mês em pequenas janelas e a data através de um ponteiro suplementar, tem sido, sem interrupções, uma peça permanente nas colecções Blancpain.

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Houve muitos marcos na evolução das peças do tempo Blancpain com esta exibição emblemática e agora icónica: aumento na reserva de marcha de 40 para 48 horas; introdução de um modelo com 100 horas de reserva de marcha, incluindo a muito procurada edição limitada numa versão com caixa com tampa; a rara edição coleccionável de aniversário em 2003 com o rotor especialmente gravado à mão “homem na Lua”; o primeiro relógio de pulso do mundo com correctores sob as asas que permitiam ajustar todas as indicações com a ponta dos dedos e ao mesmo tempo remover os correctores das laterais do relógio para um perfil mais sóbrio; a introdução das fases da Lua na colecção feminina; com o lançamento da colecção L-evolution, o primeiro calendário completo com fases da Lua a alcançar uma reserva de marcha de oito dias e um mecanismo seguro de calendário/fases da Lua protegido contra danos caso o utilizador ajuste o relógio durante as horas de mudança do mecanismo; o primeiro relógio de mergulho com indicação completa de calendário/fases da Lua na colecção Fifty Fathoms; o modelo Villeret actual, que oferece as três ultimas inovações – oito horas de reserva de marcha, correctores sob as asas e mecanismo de segurança do calendário/fases da Lua.

Muitas outras melhorias técnicas foram adicionadas ao movimento durante estas mais de três décadas de evolução. As rodas de balanço são agora livres de molas, com parafusos de regulação em ouro e equipadas com espirais em silício para oferecer uma melhor média de marcha e protecção contra o magnetismo. Os modelos com oito dias de reserva de marcha foram desenhados com três tambores de corda principais. Embora a progressão dos modelos da agora clássica exibição calendário completo/fases da Lua seja importante, também o é o surgimento das fases da Lua com outras complicações. Na colecção actual, a Blancpain oferece as fases da Lua com uma variedade de modelos com calendário perpétuo. Isto inclui, na colecção Villeret, o Calendário Perpétuo 8 Dias e o Calendário Perpétuo. Antigamente, na colecção Le Brassus, a Blancpain apresentava o Calendário Perpétuo Cronógrafo Flyback Rattrapante.

O artigo Um símbolo Blancpain <br>As fases da Lua aparece primeiro no Revista Turbilhão.

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A medida da perfeição https://turbilhao.pt/medida-da-perfeicao/ Wed, 19 Oct 2016 16:28:37 +0000 http://turbilhao.esy.es/?p=9396 Relógios extraordinários exigem testes extraordinários. A Omega uniu-se ao instituto de padrões suíços METAS para garantir que os seus Master Chronometers são postos à prova e testados num mundo tecnologicamente avançado. Se vamos reinventar os relógios de pulso, é impreterível reinventar também a forma de os testar. Como clientes, queremos ter certeza de que as afirmações feitas […]

O artigo A medida da perfeição aparece primeiro no Revista Turbilhão.

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Relógios extraordinários exigem testes extraordinários. A Omega uniu-se ao instituto de padrões suíços METAS para garantir que os seus Master Chronometers são postos à prova e testados num mundo tecnologicamente avançado.

Se vamos reinventar os relógios de pulso, é impreterível reinventar também a forma de os testar. Como clientes, queremos ter certeza de que as afirmações feitas por um relojoeiro quanto à precisão e fiabilidade dos seus produtos são comprováveis. Isso é particularmente verdadeiro quando as nossas ocupações ou passatempos dependem do desempenho do nosso relógio e ainda mais quando se afirma que esse desempenho é muito melhor do que qualquer outro que já existiu.

 

O novo símbolo

Durante os próximos cinco anos, a Omega reformulará quase todos os seus movimentos mecânicos para resistirem a campos magnéticos de até 15.000 gauss, superando de longe o que antigamente pensávamos ser possível. Uma vez magnetizados, os componentes metálicos quase microscópicos de um movimento podem parar de funcionar correctamente, danificando a precisão do relógio e, em casos extremos, até mesmo estragando-o definitivamente.

CO_Globemaster_Ambiance_130.53.39.21.02.001Antigamente, uma resistência a campos magnéticos de até 1.000 gauss era suficiente para descrever um relógio como “antimagnético”. Porém, o mundo moderno apresenta mais campos magnéticos com forças superiores. O design dos movimentos que antecederam os smartphones, altifalantes poderosos, cozinha por indução e sensores antifurto das lojas precisa ser actualizado. Hoje em dia, mesmo 1.000 gauss podem ser facilmente ultrapassados no uso quotidiano.

Com os novos movimentos Master Co-Axial, lançados pela primeira vez na linha Aqua Terra em 2013, a Omega afirma ter resolvido o maior e mais recente problema da relojoaria tradicional. Em vez de proteger apenas o movimento contra o magnetismo, a Omega criou movimentos que são simplesmente impenetráveis ao magnetismo, utilizando molas de balanço em silício Si14 e novas ligas não ferromagnéticas.

É uma solução muito mais elegante. Não só o design Co-Axial exclusivo da marca (incontestavelmente o avanço mais importante da relojoaria nos últimos 250 anos) continua a marcar as horas perfeitamente, livre dos efeitos a longo prazo do magnetismo, como o pode observar através do fundo da caixa em vidro de safira, pois o movimento não precisa ser protegido.

OMEGA_VILLERET_T1_5Em dia com os tempos

A Omega sentia claramente que os procedimentos de teste do sector relojoeiro suíço precisavam ser actualizados. Há décadas que os relojoeiros suíços enviam os movimentos para o Contrôle Officiel Suisse des Chronomètres (Controlo Oficial Suíço de Cronómetros), mais conhecido por COSC. O instituto avalia a precisão de cada movimento individual em cinco posições, a duas temperaturas e durante quinze dias. O COSC emite uma certificação para cada movimento aprovado e dá ao relojoeiro o direito de colocar a famosa inscrição “Cronómetro” no mostrador.

Trata-se de um teste rigoroso. Quase dois milhões de movimentos são testados por ano, mas isto ainda equivale a menos de 5% da produção relojoeira suíça. Os movimentos mecânicos da Omega continuarão a ser submetidos a este teste, mas os seus relojoeiros sabiam que os novos movimentos podiam marcar as horas sob parâmetros ainda mais severos do que os padrões do COSC. E também queriam que outras pretensões dos relógios relativas à reserva de marcha, resistência à água e antimagnetismo fossem oficialmente comprovadas, visto que testar e certificar os seus próprios produtos não é suficiente. Assim, a Omega decidiu ajudar a desenvolver um novo teste muito mais rigoroso, ao qual qualquer outra marca suíça também pode submeter os seus relógios, e pediu a uma entidade fiável e independente para impôr o novo padrão.

METAS_signPrecisão ferroviária

Entra em cena o METAS. Se os suíços são famosos pela sua precisão, então o METAS talvez seja o mais suíço de todos os organismos. O nome por extenso é Instituto Federal Suíço de Metrologia. Faz parte do Departamento Federal Suíço de Justiça e Polícia e é o instituto oficial de normas da Suíça. Garante que um metro suíço seja um metro, ao nanómetro. Não há organismo mais eminente para emitir certificações no país.

Além do processo de teste do COSC, a Omega e o METAS desenvolveram uma avaliação de 10 dias que testa oito características essenciais do desempenho de um relógio. Esta vai muito além dos padrões do COSC, testando não apenas o movimento, mas também a caixa completa do relógio — sendo talvez um teste mais relevante para quem não anda apenas com um simples movimento no bolso. A avaliação verifica a precisão do relógio a duas temperaturas e em seis posições, em vez de cinco, como no teste do COSC. Acrescenta testes independentes de resistência à água, reserva de marcha e precisão contínua de cada relógio à medida que a corda vai diminuindo. O mais extraordinário é que inclui dois testes dentro de um dos maiores ímanes permanentes do mundo.

Para receber o novo título de Master Chronometer garantido pelo METAS, cada relógio tem de passar por tudo isso e não só continuar a funcionar, mas também marcar as horas sofrendo apenas metade da variação considerada como aceitável pelo COSC: adiantando no máximo cinco segundos por dia quando comparado ao Tempo Universal Coordenado, recebido por sinal de rádio do relógio atómico que fica na sede da Omega. Um Master Chronometer não sairá da fábrica atrasado.

“Os comboios suíços são todos pontuais”, diz Andreas Hobmeier, vice-presidente de produção e aprovisionamento da Omega e responsável pelo desenvolvimento dos novos padrões com o METAS. “Não gostaríamos que perdesse o comboio.” É uma piada irónica por parte de um relojoeiro suíço. Ele sabe que a fiabilidade dos seus relógios servirá para realizar proezas muito mais difíceis do que apanhar um comboio.

OMEGA_VILLERET_T1_1Base de teste do futuro

Todos os testes do Master Chronometer são realizados na sede da Omega em Bienne sob a estrita supervisão do METAS, cujos funcionários patrulham o centro de testes vestidos com as suas batas de laboratório e auditam todos os oito testes, repetindo-os em relógios de amostra escolhidos aleatoriamente nas suas próprias áreas de teste, que são inacessíveis aos funcionários da Omega.

Photos_1.Globemaster Annual Calendar_Globemaster_130.33.41.22.06.001_landscapeO Omega Globemaster foi o primeiro relógio a ser testado conforme os padrões Master Chronometer. Os testes ocorrem actualmente em instalações do tamanho de aproximadamente dois campos de ténis dentro da fábrica da Omega. Alguns são feitos à mão. À medida que mais modelos da Omega forem recebendo o estatuto de Master Chronometer, a escala e o automatismo do processo de teste serão ampliados. Actualmente, apenas algumas centenas de movimentos são testados por dia. Dentro de cinco anos, centenas de milhares serão certificados anualmente nas novas instalações de produção da Omega, e os visitantes poderão assistir aos testes a decorrer.

Porém, os padrões impostos pelo METAS permanecerão exactamente os mesmos. E um aspecto importante é que o teste Master Chronometer estabelece, de facto, um novo padrão para o sector relojoeiro suíço.

Estes testes não pertencem à Omega: o METAS testará relógios de qualquer marca de acordo com os mesmos padrões. O desafio é conceber um relógio que consiga atender a tais normas.

 

O Globemaster

A linha Aqua Terra da Omega foi a primeira a oferecer um movimento Master Co-Axial, o calibre 8500, que combinou ineditamente o design Co-Axial da Omega com a nova tecnologia antimagnética em 2013. O novo Globemaster utiliza o calibre 8900, uma evolução do 8500, e foi escolhido como o primeiro relógio a receber a nova certificação METAS e o título de Master Chronometer. Outros virão: movimentos antimagnéticos com funções de cronógrafo e GMT e, dentro de cinco anos, quase todos os movimentos mecânicos da Omega serão Master Chronometers.

Parece adequado começar com o Globemaster. Ele é – à primeira vista – um relógio relativamente simples, com três ponteiros e data, sendo elegante mas sútil, com discretos 39 mm de um lado ao outro. Porém, a sua simplicidade apenas aumenta o foco na essência do relógio: o movimento, que foi o primeiro a ser aprovado no teste oficial mais rigoroso já concebido.

O mostrador “pie-pan” com contornos profundos faz referência aos antigos modelos Constellation da Omega. Assim como a característica luneta “canelada”: feita com carboneto de tungsténio quase indestrutível, também faz subtilmente alusão à vida útil da precisão do relógio. Ao virá-lo, o fundo da caixa em vidro de safira exibe o revolucionário movimento 8900. Antigamente, relógios com uma fracção do antimagnetismo do Globemaster teriam sido inseridos numa gaiola de Faraday, permanecendo ocultos. A visibilidade do movimento relembra a sua inovação. No centro do fundo da caixa está o famoso logotipo “Observatory” da linha Constellation, apresentando oito estrelas, uma para cada um dos recordes relojoeiros que a Omega bateu no século XX e agora para os oito testes rigorosos pelos quais o relógio Globemaster passou no século XXI.

 

A certificação METAS

A nova certificação METAS segue uma abordagem que é tendência no século XXI no que diz respeito aos resultados. Todos os resultados dos testes vão directa e automaticamente para o sistema SAP da Omega, não dando qualquer espaço para erro humano. Cada um é registado com o número de série do movimento ou relógio em teste. Portanto, em vez de emitir uma simples certificação, a Omega e o METAS dão aos utilizadores do Master Chronometer total acesso aos resultados individuais dos seus relógios em cada um dos oito testes, que podem visualizar no espaço do cliente no site da Omega ou scaneando os seus cartões METAS com o smartphone. Sabe que o seu relógio opera dentro daqueles parâmetros rigorosos, mas quão bem talvez o surpreenda.

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Testes 1, 2 E 3

ANTIMAGNETISMO – MOVIMENTO E RELÓGIO COMPLETO

São os testes mais rigorosos, realizados primeiro no movimento após regressar do teste efectuado pelo COSC e, depois, no relógio “completo” (com caixa) após o movimento ter regressado à fábrica para a próxima etapa da montagem. Cada movimento ou relógio é inserido num lote de dez unidades dentro de um túnel de 50 cm formado por 300 ímanes permanentes, que, juntos, geram um campo magnético homogéneo de 15.000 gauss. O túnel tem mais ou menos o tamanho de um caixote do lixo doméstico, mas pesa 1,5 tonelada, ou seja, tanto como um automóvel. O poder dos ímanes combinados é tão forte que a última das 12 “placas” de ímanes a ser inserida durante a montagem da unidade flutua livremente acima das outras, embora pese 150 kg, ou seja, tanto quanto dois homens adultos de estatura mediana, e precisa de duas toneladas de pressão para ser encaixada à força no lugar. Cada movimento entra no túnel duas vezes, em duas posições diferentes. A sua cronometria é medida por um microfone que capta o tique-taque durante 30 segundos, tempo suficiente para o sistema de híper precisão detectar qualquer alteração. Esta técnica é utilizada nos outros testes de precisão, mas os microfones sensíveis aqui empregues tiveram de ser completamente reformulados para funcionarem num ambiente tão extremo. “Medimos a precisão do relógio”, diz Hobmeier, ”mas, se houvesse um problema, seria simplesmente uma falha catastrófica. Não encontrámos nenhum problema.” No terceiro teste relacionado com o magnetismo, o relógio completo é desmagnetizado e testado novamente para ver se a sua precisão diária foi alterada, provando que o cliente não notará nenhuma diferença entre um relógio magnetizado pelo METAS e outro desmagnetizado.

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Teste 4
PRECISÃO MÉDIA DIÁRIA

Este é, indiscutivelmente, o teste mais importante, pois regista a precisão diária do relógio “completo” após quatro dias de teste, incluindo os testes de antimagnetismo, e efectua um teste em seis posições e a duas temperaturas. Neste último, os relógios montados são colocados dentro de caixas com dez unidades e mantidos numa de duas salas repletas de prateleiras. Uma sala é mantida a 23°C para simular as condições fora do pulso, e a outra, a 33°C, que é a temperatura no interior de um relógio sendo usado no pulso. Um robô desliza para cima e para baixo entre as prateleiras, pegando nas caixas e virando-as conforme o planeado com rapidez e precisão gestual, de modo a que os relógios passem o mesmo tempo nas seis posições, como as faces de um dado. No início e no final de cada dia, os relógios são retirados e colocados à mão sob uma câmara com iluminação perfeita. Isto mais tarde será automatizado. O sistema é capaz de saber as horas e calcular o quanto a cronometria do relógio foi alterada. As fotografias são armazenadas e os resultados são avaliados para se chegar a uma conclusão geral.

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Teste 5
RESERVA DE MARCHA

Todos os fabricantes de relógios mecânicos dizem durante quanto tempo os seus relógios funcionam quando totalmente carregados, seja por corda manual ou pelo movimento do pulso, mas o teste do METAS é um dos primeiros a comprovar a reserva de marcha. Este teste é muito menos pesado do que os outros. O relógio é totalmente carregado e depois fotografado pelo mesmo sistema utilizado no teste de precisão média diária. Depois é deixado intacto até a corda acabar por completo e então fotografado novamente após o fim da duração pretendida de reserva de marcha, para garantir que o relógio tenha parado dentro do tempo estimado ou ainda esteja em funcionamento. A duração excede 60 horas no movimento do Globemaster, mas “a maioria funciona bem após 65 horas”, afirma Hobmeier.

Teste 6

DESVIO DA PRECISÃO EM SEIS POSIÇÕES

O teste dá enfoque a qualquer alteração na precisão do relógio entre as seis posições quando totalmente carregado. O teste do COSC só examina o relógio em cinco posições, excluindo a posição “relógio de mesa” padrão, na vertical com o 12 ao alto. É improvável que o relógio seja utilizado nesta posição, mas a Omega conduz testes desta maneira, só para garantir. Os relógios são colocados em lotes de 20 unidades dentro de um grande instrumento quadrado em aço inoxidável que se assemelha a um forno comum. Este vira a caixa dos relógios em cada uma das seis posições durante trinta segundos, capta o tique-taque e consegue detectar instantaneamente uma imprecisão inaceitável.

Teste 7

DESVIO DA PRECISÃO ENTRE 100% E 33%

A Omega e o METAS dão então um passo mais além e verificam se cada Master Chronometer marca tão bem as horas estando totalmente carregado como com a corda a dois terços. Este teste parece-se com o anterior e utiliza a mesma máquina. Este comprova que um relógio certificado marca as horas igualmente bem após ser deixado em cima de uma mesinha de cabeceira durante um ou mais dias.

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Teste 8
RESISTÊNCIA À ÁGUA

Há décadas que a Omega verifica a resistência à água de todos os seus relógios, colocando-os dentro de água altamente pressurizada. Alguns testes menos rígidos utilizam apenas a pressão do ar. Lotes de relógios são imersos no que parece ser uma panela de pressão gigante de alta precisão, que depois é vedada. A pressão é aumentada até corresponder – ou, no caso de alguns relógios de mergulho, exceder de longe – à pressão na profundidade na qual se garante que o relógio funciona. Para verificar se penetrou água na caixa, os relógios são retirados e aquecidos a 50°C. Uma gota de água fria é colocada sobre o vidro. Se houver humidade no movimento, esta condensa-se imediatamente dentro do relógio.

O artigo A medida da perfeição aparece primeiro no Revista Turbilhão.

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Dependentes da independência https://turbilhao.pt/dependentes-da-independencia/ Wed, 10 Feb 2016 16:31:10 +0000 http://turbilhao.esy.es/?p=9363 Os chamados “independentes” na alta relojoaria são hoje um grupo de marcas e criadores que ganharam por mérito próprio um lugar de relevo entre as grandes marcas. A independência está-lhes no sangue e a criatividade patente em cada relógio é prova disso. O que significa hoje ser independente no mundo da alta relojoaria? Trata-se de […]

O artigo Dependentes da independência aparece primeiro no Revista Turbilhão.

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Os chamados “independentes” na alta relojoaria são hoje um grupo de marcas e criadores que ganharam por mérito próprio um lugar de relevo entre as grandes marcas. A independência está-lhes no sangue e a criatividade patente em cada relógio é prova disso.

O que significa hoje ser independente no mundo da alta relojoaria? Trata-se de uma vantagem em relação a outras marcas com heranças de décadas e mesmo séculos? Ou será que estas últimas, por se incluírem sob a protecção de um grupo industrial ao qual pertencem outras marcas, beneficiam de vantagens competitivas assinaláveis que se reflectem na qualidade intrínseca dos seus produtos? A resposta para todas estas questões é invariavelmente… sim… e não!

Tanto a Urwerk como a MB&F, e mais recentemente a HYT, pertencem a um movimento revolucionário nascido no final da década de 1990 conhecido como “Nouvelle Horlogerie”, onde os termos “fronteiras” e “limites” têm pouca expressão. Como independentes, estas 3 marcas podem não beneficiar da escala e dos recursos industriais que um conglomerado de marcas como as pertencentes ao grupo Richemont ou LVMH tem à sua disposição, mas compensam este “handicap” com uma liberdade criativa não restringida pela história ou pela obrigatoriedade de se vergarem perante um ADN técnico e estilístico cristalizado ao longo de décadas.

Urwerk = a marca que não gosta de ponteiros

Veja-se o caso da Urwerk, fundada em 1997 pelo relojoeiro Felix Baumgartner e o designer Martin Frei, ambos então com pouco mais de vinte anos. Numa altura em que a tendência pendia para relógios clássicos, maioritariamente de caixa redonda, dois ou três ponteiros e complicações como turbilhão, repetição de minutos ou calendário perpétuo, o primeiro modelo da Urwerk, o UR-101, assumia formas muito pouco comuns rompendo com o status quo estético vigente na alta relojoaria. A aparência quase extraterrestre e a opção por uma indicação peculiar, sem ponteiros, que mistura o analógico com o digital através de quatro satélites horários, viriam a definir todo o percurso da marca até aos dias de hoje. E que percurso!

O primeiro êxito digno desse nome aparece em 2003 com o UR-103.01. Em 2005, o excepcional Opus V, criado em pareceria com a Harry Winston, dá à Urwerk uma visibilidade global.


MB&F = inspirada nos sonhos

Um outro caso de independência é o da MB&F, um laboratório criativo cuja sigla é composta pelas iniciais do fundador, Maximilian Busser. Max, como é conhecido entre amigos e conhecedores, chegou à relojoaria um pouco por acidente tendo-se iniciado na Jaeger-LeCoultre onde permaneceu durante 7 anos.

Com apenas 31 anos é convidado a liderar a área da relojoaria da Harry Winston onde recria a marca e a posiciona a par com alguns dos mais relevantes nomes da alta relojoaria. Mas o sucesso traz consigo uma profunda insatisfação pessoal, e no auge da sua carreira, Max decide deixar a Harry Winston para fundar a MB&F baseando-a em critérios de criatividade, dimensão empresarial contida e partilha de competências onde cada fornecedor externo é identificado como um amigo (friend), o “F” da sigla MB&F.

Apenas dois anos após a fundação, em 2005, a marca apresentava o seu primeiro modelo, o Horological Machine 1 (HM). Uma criação que rompia com quase tudo o que, ainda hoje, define um relógio. Seguiram-se mais cinco criações HM, intercaladas por 4 criação de aparência mais clássica baptizadas como Legacy Machines (LM).


HYT = a revolucionar a forma de ler o tempo

Mais recente, mas não menos inovadora como marca, a HYT alcançou a façanha de associar o relógio mecânico a uma das mais antigas técnicas de medir o tempo. O elemento principal da milenar clepsidra, o líquido, tornou-se a substância que nas criações da HYT é responsável por marcar a passagem das horas de forma linear, enquanto os minutos recorrem ao tradicional ponteiro, neste caso com movimento retrógrado.

O modelo inaugural, o H1, estreou-se em 2012 a vencer o prémio para a inovação atribuído pelo Grande Prémio de Relojoaria de Genebra (GPHG).


Independentes = exclusividade

Um aspecto que contrasta fortemente com os nomes mais conhecidos da alta relojoaria suíça é o da exclusividade ditada pela capacidade de produção extremamente reduzida destas marcas independentes. Em boa parte não se trata de uma opção, mas antes de uma consequência directa da complexidade dos conceitos que cada uma delas propõe.

E se a HYT produz actualmente cerca de 500 peças por ano, no caso da MB&F a produção não ultrapassa as 285 unidades. Um número equivalente à produção diária da Patek Philippe, e, noutra categoria, o que a Rolex produz em apenas uma hora. Se a isto se acrescentar que em apenas 10 anos, a MB&F criou nada menos que 11 calibres originais, 7 dos quais criados totalmente de raiz, de A a Z, então estaremos perante uma verdadeira façanha para uma empresa desta dimensão. O caso da Urwerk ainda é mais esclarecedor. A cada ano não saem dos ateliers de Genebra e Zurique mais do que 150 relógios.

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A caixa de Cerâmica https://turbilhao.pt/a-caixa-de-ceramica/ Tue, 10 Nov 2015 19:18:56 +0000 http://turbilhao.esy.es/?p=1440 Cozida em fornalhas de calor extremo, a alquimia avançada da cerâmica relojoeira da Omega promete uma longevidade sem paralelo, sem desvanecimento, desgaste ou colusão – beleza natural imutável reforçada por bases científicas sólidas. Texto de Nick Compton, Fotos de Ian Schemper e Tradução e adaptação por Marina Oliveira. Comadur situa-se em Le Locle, o centro […]

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Cozida em fornalhas de calor extremo, a alquimia avançada da cerâmica relojoeira da Omega promete uma longevidade sem paralelo, sem desvanecimento, desgaste ou colusão – beleza natural imutável reforçada por bases científicas sólidas.

Texto de Nick Compton, Fotos de Ian Schemper e Tradução e adaptação por Marina Oliveira.

Comadur situa-se em Le Locle, o centro da indústria relojoeira suíça, localizado nas difíceis e imperdoáveis montanhas do Jura. Parte do Grupo Swatch, aloja-se numa caixa de vidro preta e térrea e dedica-se à ciência e desenvolvimento de materiais duros; muito duros, do género de dureza que apenas os diamantes e lasers industriais conseguem riscar, gravar ou golpear. E neste momento a Comadur centra-se na produção de cerâmica à escala industrial.

A cerâmica tem sido utilizada na relojoaria desde meados dos anos oitenta, uma utilização em que a Comadur e a Rado – outro membro do Grupo Swatch, do qual a Omega também faz parte – foram pioneiras. Nessa época, a Omega ficou na retaguarda e observou, esperando que o material – e aquilo que se podia fazer com ele – avançasse e oferecesse o potencial para fazer algo novo nos seus relógios.

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Há seis anos, a Omega decidiu que estava pronta para a cerâmica e esta última pronta para a marca. A primeira utilização de cerâmica avançada nos produtos Omega aconteceu num pequeno triângulo numa peça de joalharia da colecção Seamaster Planet Ocean.

Hoje pode oferecer indicações na luneta que nunca se irão riscar, descolorar ou desvanecer; moldadas num material seis vezes mais duro do que o aço, perfeitamente adequado à promessa funcional dos seus relógios.

Este era um material que podia manter essa promessa, manter a sua vantagem, para sempre. Mas a Omega sabia que a cerâmica podia fazer mais, ser pressionada a fazer mais. E a Comadur sabia como e onde pressionar.

A cerâmica é tanto um processo como um material. Pode envolver muitos ingredientes diferentes e produzir diversos resultados. De facto, a definição de cerâmica é variada e pouco consensual. Contudo, há factores constantes. A produção de cerâmica requer sempre calor – muito calor – e desse calor emerge a cerâmica: dura, pura e elástica. Cristalina na natureza, a cerâmica protege as suas fronteiras. Com ela, não há hipótese de colusão química ou infecção, oxidação ou desvanecimento. A cerâmica é inerte e impregnável.

Cerâmica industrial

Aqui o nosso interesse é em cerâmica avançada. Este é o tipo de cerâmica produzido utilizando toda a espécie de novos e complexos componentes e capaz de coisas extraordinárias. De facto, a cerâmica avançada é uma das áreas mais superalimentada no que diz respeito à inovação em materiais modernos.

A cerâmica avançada tem sido utilizada nas lâminas das turbinas de motores a jacto, nos cones dos narizes dos aviões, em azulejos aplicados no exterior de vaivéns espaciais (embora, ao inicio, não aplicados com cuidado suficiente) e está a ser usada na nova geração de veículos espaciais reutilizáveis.

A indústria automóvel utiliza esta cerâmica em tudo desde conversores catalíticos a velas, passando por discos de travão e sensores de airbag. Nos computadores, a cerâmica é utilizada em isolantes, resistores, supercondutores e condensadores. A bio cerâmica é usada na medicina dentária e na substituição de juntas.

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A cerâmica magnética é utilizada em antenas, bobinas e motores eléctricos. A cerâmica avançada tem sido usada para produzir submergíveis muito leves e no revestimento da blindagem de veículos militares. É também cada vez mais utilizada na complexa microengenharia da relojoaria. A cerâmica avançada tem sido usada para substituir os rubis nalguns relógios e outros microcomponentes. De facto, têm sido produzidos movimentos inteiros utilizando cerâmica baseada no silício.

Contudo, nada disto é fácil (ou barato). Produzir cerâmica avançada, sobretudo com a precisão que a relojoaria mecânica de ponta requer, é um desafio único. Trabalhá-lha, e aliá-la a outros materiais de forma significativa, dá azo a um novo nível de complicações. A Comadur sabe tudo sobre essas complicações.

Desenvolveu muitas delas. O quarteirão da Comadur em Le Locle parece mais um laboratório de pesquisa e desenvolvimento e um atelier, do que uma instalação de produção. Aqui as peças em cerâmica são produzidas e talhadas em máquinas extremamente caras equipadas com brocas e fresas em diamante e aplainadoras. Existem lasers de grande potência, mas é um processo lento e literalmente amolador.

Grande parte desse processo desenvolve um (ou no máximo uma mão-cheia) componente (ou peças individuais) de cada vez, e requer uma equipa altamente especializada, por vezes com perícia manual, para manter as coisas a andar.

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Tomemos como exemplo a inserção na luneta desenvolvida pela Omega, introduzida pela primeira vez num relógio de edição limitada há seis anos. Para criar a inserção, óxido de zircónio em pó é misturado com coberturas de plástico, água e um óxido metálico para adicionar cor (colorir a cerâmica é em si uma ciência complexa, que revelaremos mais à frente).

Nenhum destes materiais, neste ponto apelidados de “pós compactos”, são particularmente caros. A cerâmica avançada utilizada pela Omega é dispendiosa de produzir por causa do que acontece a seguir. E depois. E depois…
Este pó é aquecido para formar uma pasta e depois pressionado na forma da inserção do anel utilizando toneladas de pressão. Isto é chamado “corpo verde”. Nesta fase, mesmo com a presença das coberturas de plástico, o anel ainda é mole e frágil. A alquimia ainda não aconteceu.

A próxima fase no processo de produção é a remoção das coberturas provisórias. O anel adquiriu já as suas propriedades mecânicas finais utilizando um processo térmico e é duro (cerca de 1200 vickers). É também 30 por cento menor. Claro que o grau de dureza torna o que ainda está por fazer – e há muito por fazer – muito mais difícil. Talhar o material à forma e dimensões exactas com tolerância de produção apertada requer equipamento de diamante de ponta, lubrificado e arrefecido por lubrificantes a alta pressão. Este trabalho faz mossa nos diamantes, que têm de ser substituídos regularmente.

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Polir as lunetas requer um know-how muito específico. Mesmo nesta altura, apenas metade do trabalho está feito. Uma luneta é inútil sem os seus numerais e escala, e a Omega e a Comadur tiveram que encontrar forma de os incluir e mantê-los no sítio.

Encontraram a resposta numa liga amorfa baseada em zircónio denominada Liquidmetal®. Esta liga tem dois aspectos positivos. Derrete a temperaturas relativamente baixas, mas quando arrefece é três vezes mais dura do que o aço.

Embora não seja uma cerâmica, é uma parceira perfeita. Claro que são necessárias cavidades para lá introduzir o Liquidmetal®, e anguladas para que o metal esteja efectivamente colocado no local quando arrefece. Para isto é necessário um laser especial com qualidade de raio muito alta. Um fino anel de Liquidmetal®, criado utilizando várias toneladas de pressão, é aquecido e depois pressionado na luneta, com o excesso sendo depois removido através de amolação. Mantém-se perfeitamente brilhante e permanente.

A Omega lançou esta luneta em 2009 no Seamaster Planet Ocean 600M Liquidmetal® Edição Limitada, mas desde então tem sido usada em vários relógios da linha Seamaster.

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Moonwatch relançado

Não é de estranhar que, depois de ter realizado estas maravilhas com as lunetas, a Omega decidisse produzir uma caixa totalmente em cerâmica. E, naturalmente, que o quisesse fazer com o relógio mais icónico da empresa, o Speedmaster Professional.

Isto foi, contudo, sem dúvida um risco. Caixas de relógios inteiramente em cerâmica já tinham sido produzidas antes, então, o que é que a Omega iria fazer diferente? E faria realmente sentido “mexer” com um ícone; um relógio tão ligado ao desempenho, sem superficialidades, sem escândalos, minimalista ao estritamente necessário e determinado? Como se poderia encaixar a cerâmica na história do Moonwatch? De que forma faria sentido? Como pareceria correcto?

A Omega fez com que fizesse sentido ao alterar o material, mas não o design essencial. Claro que era uma proposição muito mais complexa do que o simples anel de uma luneta; requeria ainda mais horas de trabalho complexo e moroso, para não mencionar um conjunto de novas máquinas para o fazer. Mas o Moonwatch em cerâmica, mais uma vez produzido utilizando uma cerâmica baseada em óxido de zircónio, incluindo o fecho, botões, coroa e mostrador, estava em forma e deu vida ao Moonwatch que as pessoas conheciam.

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Tendo descoberto como combinar cerâmica e Liquidmetal®, a Omega e a Comadur impuseram-se um novo desafio. O próximo truque seria combiná-lo com o ouro. O que fizeram em 2012 ao lançar o Seamaster que apresentava algo denominado CeragoldTM.

O ano passado, a Omega adicionou diamantes a esta mistura, engastando 12 diamantes baguette e um diamante, usando uma liga de platina 850 Liquidmetal® na luneta de cerâmica do Seamaster Planet Ocean 600M Platina.

_ISP1107Em 2013, foi lançado como o Dark Side of the Moon (O Lado Negro da Lua), e o novo relógio foi recebido com elogiosas criticas e uma procura considerável e expectante. Inicialmente, os planos passavam por produzi-lo numa edição limitada, mas a produção rapidamente subiu para a escala industrial.

O Dark Side of the Moon redefiniu o relógio de cerâmica. De repente era um material sério que oferecia, não só uma força e resistência ao risco incríveis, mas novas possibilidades estéticas.

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Mestre da cronometria https://turbilhao.pt/mestre-da-cronometria/ Mon, 14 Sep 2015 19:42:21 +0000 http://turbilhao.esy.es/?p=1453 A Omega lança o Globemaster, inspirado esteticamente no passado. Com uma nova homologação, das mais exigentes da indústria relojoeira mundial, a Omega lança o Globemaster, inspirado esteticamente no passado, mas com um calibre virado para o futuro. Entre o divertido e o expectante, o Presidente e CEO da Omega, Stephen Urquhart, pede a um colaborador […]

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A Omega lança o Globemaster, inspirado esteticamente no passado.

Com uma nova homologação, das mais exigentes da indústria relojoeira mundial, a Omega lança o Globemaster, inspirado esteticamente no passado, mas com um calibre virado para o futuro.

Entre o divertido e o expectante, o Presidente e CEO da Omega, Stephen Urquhart, pede a um colaborador um relógio. E, de imediato, coloca-o em cima da cobertura de protecção de um tablet. “Repare, veja como o relógio parou!”. Na verdade, o ponteiro dos segundos desta “cobaia” deixa de andar. Afastado alguns centímetros do tablet, volta a arrancar.

A cena passa-se em Basileia, no meio do frenesim da maior feira de relojoaria do mundo e Urquhart é visivelmente um homem orgulhoso. Coloca em cima do mesmo tablet o novo Omega Globemaster e este mantém o ponteiro dos segundos impávido no seu caminho de medição exacta do tempo.

Com a demonstração, Urquhart prova-nos duas coisas – que até pequenos campos magnéticos como o usado no fecho da protecção do tablet influenciam a marcha de um relógio mecânico; que o Globemaster fica indiferente a eles. Mas não só. Devido ao seu novo calibre Master Co-Axial, o Globemaster resiste a campos magnéticos até 15 mil gauss, muitas vezes superiores aos que se observam no quotidiano.

 

“O magnetismo foi sempre um dos maiores inimigos da relojoaria, e estamos cada vez mais rodeados de objectos que irradiam campos capazes de parar ou desregular os nossos relógios”, faz-nos notar Urquhart. Na verdade, coisas como microfones, altifalantes, motores eléctricos, frigoríficos, computadores, fechos de malas ou mesmo botões de vestuário que usam imãs influenciam a marcha de um relógio mecânico. Equipamentos médicos que geram fortes campos magnéticos são obviamente de evitar. Os telemóveis, omnipresentes, têm o mesmo efeito – as terras raras usadas no poderoso imã que possuem são inimigas de qualquer relógio mecânico.

A influência dos campos magnéticos faz com que a espiral, o coração de um relógio mecanismo, se deforme ou chegue mesmo a parar, colando as várias espiras. Quando o campo magnético é fraco, basta sair da sua influência para a espiral retomar a sua forma e o relógio voltar a andar com regularidade. Mas, se o campo magnético é forte, a magnetização da espiral e de outras peças do calibre é permanente, inutilizando o calibre. Só uma ida ao relojoeiro, para desmagnetização, resolverá o problema.

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A solução até há pouco tempo encontrada pela relojoaria era encerrar o calibre dentro de uma caixa de ferro macio (não magnetizável) e esta dentro da caixa normal. Isso resulta para campos magnéticos médios, mas continua a ser pouco eficaz para os mais fortes, além de determinar sempre uma maior espessura da caixa.

Com o aparecimento de materiais amagnéticos, há cerca de uma década, como o silício ou a cerâmica, a relojoaria começou a empregá-los. Mas a Omega é a primeira a criar um calibre completamente indiferente a campos fortes. Usando a tecnologia de escape Co-Axial, que lhe garante desde logo mais exactidão e menos manutenção, a Omega cria agora a linha Master Co-Axial. Estes calibres usam materiais amagnéticos não apenas no escape mas também nas rodas dentadas, pontes e platinas.

Globemaster, o primeiro Master Chronometer da Omega

Há alguns meses, em Genebra, Stephen Urquhart preparava o lançamento do Globemaster, anunciando numa conferência de imprensa que a Omega, em colaboração com o METAS, agência de metrologia suíça, iria usar uma nova certificação para os seus calibres Master Co-Axial. Essa certificação passaria a designar-se Master Chronometer. Para os seus relógios mais exactos, a marca, tal como o resto da indústria, faz passá-los pela homologação do COSC, organismo independente suíço que testa o isocronismo dos calibres e os declara “Cronómetros Certificados” depois de passarem por vários testes. Mas eles não incluem os campos magnéticos. Continuando a usar o certificado COSC, a Omega vai acrescentar-lhe agora o certificado METAS. No futuro, o objectivo é ter a totalidade da produção (à excepção dos históricos calibres de carga manual usados no chamado Moon Watch, e por razões de respeito pela tradição) equipada com movimentos automáticos Master Co-Axial certificados Master Chronometer.

O Globemaster, equipado com o calibre 8900/8901 da nova geração, é o primeiro a ser testado e aprovado segundo o novo processo de homologação – além de se medir o comportamento de um relógio em condições normais diárias de uso, assegura-se que ele continua a trabalhar com exactidão quando exposto a campos magnéticos até 15 mil gauss. A autonomia e estanqueidade anunciadas pela marca são também homologadas.

Com um aspecto vintage (inspirado por modelos Constellation dos anos 1940 e 1950), o Globemaster está disponível em várias versões – caixa de 39 mm, de aço, ouro amarelo, ouro Sedna ou bi-metálico. No verso, tem encastrado no vidro a silhueta de um observatório astronómico, símbolo de exactidão na medição do tempo. Estanque até 100 metros, tem garantia de 4 anos.

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Ao serviço da precisão https://turbilhao.pt/ao-servico-da-precisao/ Fri, 06 Feb 2015 18:23:58 +0000 http://turbilhao.esy.es/?p=1970 A mais recente família de calibres Omega já chegou a Portugal. O Hotel Ritz em Lisboa foi o palco escolhido para a apresentação destes movimentos totalmente antimagnéticos, uma característica que contribui para uma maior precisão e fiabilidade dos relógios mecânicos. Dando continuidade à sua herança com mais de 166 anos no universo da inovação e […]

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A mais recente família de calibres Omega já chegou a Portugal.

O Hotel Ritz em Lisboa foi o palco escolhido para a apresentação destes movimentos totalmente antimagnéticos, uma característica que contribui para uma maior precisão e fiabilidade dos relógios mecânicos.

Dando continuidade à sua herança com mais de 166 anos no universo da inovação e precisão cronométrica, a Omega esteve em Lisboa para apresentar e explicar o seu mais recente desafio superado. Depois da conquista das profundezas dos oceanos e da Lua, a marca suíça apresenta o primeiro movimento verdadeiramente antimagnético a nível mundial.

Trata-se da família de calibres Master-Coaxial, que agora vê a luz do dia graças a três desafios superados com sucesso pela Omega. O primeiro, a invenção do escape Co-axial e posterior industrialização do mesmo em 2007 com o lançamento do primeiro movimento mecânico exclusivo da marca, calibre 8500/8501; o segundo, a criação da espiral em silício Si14 antimagnética, em 2008; e, finalmente, em 2013, o lançamento do primeiro movimento verdadeiramente antimagnético. Recorrendo a materiais não-ferromagnéticos, incluindo a espiral de silício Si14, a marca criou um movimento que resiste a campos magnéticos superiores a 15.000 gauss.

mov antimagneticoEste movimento veio solucionar um dos problemas que mais intrigou os relojoeiros durante séculos. Os campos magnéticos estão cada vez mais presentes no nosso quotidiano – electrodomésticos, telemóveis, fechos das carteiras – e os relojoeiros têm de lidar regularmente com os efeitos do magnetismo nos movimentos mecânicos.

As soluções anteriores envolviam o uso de uma caixa no interior para proteger o movimento. No entanto, a solução da Omega surge na forma de materiais antimagnéticos no próprio movimento e foi esta a tecnologia que foi industrializada para criar a família dos cronómetros Master Co-Axial, todos capazes de resistir a fortes campos magnéticos, mesmo os superiores a 15.000 gauss.

calibreTodos estes marcos contribuíram assim para a mais recente conquista da marca: Omega Master Co-Axial. Um alcance que, em breve, contará com uma certificação de qualidade. De facto, numa conferência de imprensa em Genebra, na Cité du Temps, em Dezembro de 2014, a Omega e a Instituto de Metrologia Suíço (METAS) anunciaram uma colaboração para uma nova certificação relojoeira que a marca começará a usar em 2015 para testar cada um dos seus relógios Master Co-Axial. Esta nova certificação confirma um novo padrão de qualidade na relojoaria suíça.

relogios master-coaxialOs calibres Master Co-Axial já equipam alguns dos relógios Omega e, brevemente, estes movimentos mecânicos certificados pelo COSC – com uma garantia de quatro anos – estarão presentes em todos os relógios das colecções da marca.

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Audemars Piguet https://turbilhao.pt/audemars-piguet/ Tue, 25 Nov 2014 21:35:04 +0000 http://turbilhao.esy.es/?p=2035 “Para quebrar as regras deve primeiro dominá-las”. É este o lema da Audemars Piguet, uma das mais bem-sucedidas manufacturas relojoeiras da actualidade que, desde a sua fundação, soube aliar a tradição e a modernidade de um modo excepcional, projectando o futuro com base nos sólidos alicerces do passado. Texto de Marina Oliveira, em Le Brassus, […]

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“Para quebrar as regras deve primeiro dominá-las”. É este o lema da Audemars Piguet, uma das mais bem-sucedidas manufacturas relojoeiras da actualidade que, desde a sua fundação, soube aliar a tradição e a modernidade de um modo excepcional, projectando o futuro com base nos sólidos alicerces do passado.

Texto de Marina Oliveira, em Le Brassus, Suíça

Berço da relojoaria suíça, o Vale do Jura é a casa de alguns dos maiores génios do universo relojoeiro. Foi aqui, mais precisamente em Le Brassus, que em 1875 nascia a Audemars Piguet.

Hoje, o edifício onde tudo começou e onde outrora os mestres artesãos da Maison davam vida a peças mecânicas que viriam a conquistar o mundo pelas suas competências técnicas e estéticas ainda encerra muitas das obras-primas da marca.

Transformado em Museu e também casa dos Departamentos de Herança e Restauro, este edifício respira história e tradição. Afinal, foi aqui que o sucesso da Audemars Piguet foi forjado.

Audemars Piguet Voices – Memory & Preservation

Chefiada por Francisco Pasandin, colaborador da marca há quase 35 anos, a Divisão de Restauro trabalha não só em relógios Audemars Piguet clássicos, mas também em peças de outras marcas históricas, produzidas na região do Vale do Jura.

Aqui, por detrás de um grande armário de madeira esconde-se um tesouro raro: centenas de peças relojoeiras de reserva, muitas delas que remontam aos primórdios da fundação da marca, acompanhadas por notas dos relojoeiros que nelas trabalharam há mais de um século.

Esta base física de conhecimento ajuda os relojoeiros a aprender sobre as técnicas históricas e oferece uma panóplia de peças quando os relógios antigos chegam para restauro. E se por qualquer eventualidade o componente necessário não existir, o departamento dirigido por Francisco produz continuamente e mantém uma colecção de peças realizadas à mão e sob o mesmo método de produção utilizado na época.

Depois da intervenção sobre peças muitas vezes raras, todos os restauros incluem um livro com imagens do antes e depois, bem como uma lista detalhada do trabalho realizado.
Paredes meias com este espaço, a história e tradição mantêm-se vivas no Departamento de Herança.

Aqui, Sebastian Vivas, director do Museu, e Michael Friedman, historiador e embaixador global da Audemars Piguet, investigam, cuidam e mantêm os extensos arquivos da Maison. Todas as peças do tempo produzidas pela marca foram aqui registadas, desde a fundação da empresa em 1875. Nessa época, os relógios não eram produzidos em série e cada projecto era único.

Como tal, os registos iniciais eram apenas de tipos de calibre. Mais tarde, os movimentos não eram apenas registados pelo tipo, mas também por um número que identificava cada um produzido, o que acabou por dar lugar ao processo de serialização.

Em 1951, tudo era triplicado com número de calibres, de movimentos, assim como referências para cada peça produzida, bem como informação acerca do cliente e preço.

Manufactura des Forges

Não muito longe do edifício histórico da Audemars Piguet está, desde 2008, a Manufactura des Forges, local onde são produzidos os movimentos da marca e onde é feita a montagem dos relógios (as caixas são produzidas num outro atelier da Maison, em Genebra: o Centror).

Aqui, tudo começa num universo de platinas, engrenagens, varas, carretos e rodas e quase todas as peças de um movimento são manufacturadas internamente por técnicos peritos, sendo que algumas são igualmente produzidas em série por sofisticadas máquinas de alta precisão.

Nenhum componente é utilizado sem ser cuidadosamente inspeccionado à lente e, frequentemente, é alvo de decoração e acabamentos artesanais.
Depois de concluídas as peças, os movimentos percorrem vários níveis de montagem e teste. Estes não são apenas testados quando estão completos, mas sim de forma constante durante todo o processo de montagem.

Esta fase de montagem e verificação requer bastante tempo e, na Audemars Piguet, equipas inteiras estão frequentemente envolvidas na manufactura e montagem de um único relógio.

 

Audemars Piguet Voices – Complications & Finishing

O mesmo acontece no departamento das Grandes Complicações.

Aqui o trabalho artesanal nas peças mais complicadas é rei. Várias filas de relojoeiros, artesãos, criando, cortando, dando forma, acabando manualmente cada relógio desde tipo que, de acordo com os padrões da Audemars Piguet, deverá possuir uma repetição de minutos, calendário perpétuo com fases da lua e cronógrafo rattrapante.

Cada Grande Complicação é totalmente montada três vezes, o que permite confirmar a funcionalidade, operação e padrões de acabamento de todos os componentes.

Audemars Piguet Renaud & Papi

Aqui tudo começa com notas, cálculos e mais cálculos que darão origem a formas geométricas e, finalmente, a um desenho CAD em 3D que permite examinar as proporções, o design, as operações funcionais, e até mesmo os acabamentos.

Depois disto são criados grandes modelos de plástico de modo a verificar a funcionalidade de operações específicas dentro do movimento.

Aqui tudo começa com notas, cálculos e mais cálculos que darão origem a formas geométricas e, finalmente, a um desenho CAD em 3D que permite examinar as proporções, o design, as operações funcionais, e até mesmo os acabamentos.

Depois disto são criados grandes modelos de plástico de modo a verificar a funcionalidade de operações específicas dentro do movimento.

Audemars Piguet Voices – Research & Reliability

A Audemars Piguet é dona de uma herança e história excepcionais que a marca preserva entusiasticamente, ao mesmo tempo que ultrapassa os limites e assume uma posição de vanguarda no que diz respeito ao design, materiais e tecnologia. De facto, a tecnologia moderna tem os seus benefícios na Audemars Piguet da actualidade.

É que, embora um movimento mecânico relojoeiro de luxo não precise de ser moderno em design, pode sê-lo em construção.

As sofisticadas oficinas na APRP trazem, assim, ferramentas industriais poderosas à relojoaria tradicional com o intuito de produzir pequenos componentes precisos, consistentes e de grande qualidade.

Desta forma, o futuro da centenária Maison de Le Brassus passará, inevitavelmente, por uma melhoria constante, com o desenvolvimento de novos designs e uma atenção entusiasta à tecnologia e performance.

Mas sempre dentro das fronteiras ditadas pela tradição e história que elevaram a marca ao patamar onde hoje se encontra.

Audemars Piguet Voices – Timing

Desta forma, o futuro da centenária Maison de Le Brassus passará, inevitavelmente, por uma melhoria constante, com o desenvolvimento de novos designs e uma atenção entusiasta à tecnologia e performance. Mas sempre dentro das fronteiras ditadas pela tradição e história que elevaram a marca ao patamar onde hoje se encontra.

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Omega https://turbilhao.pt/omega/ Tue, 07 Oct 2014 15:11:20 +0000 http://turbilhao.esy.es/?p=3461 O calibre Co-Axial foi um dos maiores sucessos da Omega dos últimos anos. Em 2014, a manufactura suíça apresenta uma nova geração de movimentos co-axiais, denominada Master Co-Axial e que se distingue do seu predecessor pela capacidade em resistir a campos magnéticos superiores a 15.000 gauss. O primeiro passo importante no sentido de criar um […]

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O calibre Co-Axial foi um dos maiores sucessos da Omega dos últimos anos.

Em 2014, a manufactura suíça apresenta uma nova geração de movimentos co-axiais, denominada Master Co-Axial e que se distingue do seu predecessor pela capacidade em resistir a campos magnéticos superiores a 15.000 gauss.

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O primeiro passo importante no sentido de criar um movimento antimagnético começou em 2008, com o lançamento da espiral em silício Si14, mas foi apenas no ano passado que a Omega criou o primeiro movimento antimagnético da história da relojoaria capaz de suportar campos magnéticos superiores a 15.000 gauss, ao apresentar o calibre co-axial 8508. E é precisamente este calibre que está na base do novo Master Co-Axial.

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Ao contrário de outros esforços para combater os efeitos do magnetismo, o novo calibre Omega não depende de uma caixa protectora dentro da caixa do relógio, mas da utilização de materiais não-férreos seleccionados no próprio movimento.

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Assim, os bastões e pivôs são feitos de Nivagauss™; as platinas em aço encontradas no movimento Co-Axial foram substituídas por platinas não magnéticas; e a espiral do absorvedor de choques foi produzida num material amorfo, além da espiral do balanço em silício.

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A introdução do Master Co-Axial marca assim um avanço importante em termos de robustez e fiabilidade do movimento mecânico principal da Omega e, nos próximos anos, este calibre deverá ser a base de todos os movimentos de manufactura da marca.

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Alta Relojoaria Cartier https://turbilhao.pt/alta-relojoaria-cartier/ Thu, 30 Jan 2014 15:30:43 +0000 http://turbilhao.esy.es/?p=3468 Nos últimos anos, a Cartier embarcou numa viagem que a levou a destacar-se proeminentemente no universo da alta relojoaria, trazendo a tradição relojoeira para a linha da frente. O resultado foi a criação de relógios complicados de alto calibre que integram também materiais tecnológicos de ponta e que vieram trazer ainda mais consistência à colecção […]

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Nos últimos anos, a Cartier embarcou numa viagem que a levou a destacar-se proeminentemente no universo da alta relojoaria, trazendo a tradição relojoeira para a linha da frente.

O resultado foi a criação de relógios complicados de alto calibre que integram também materiais tecnológicos de ponta e que vieram trazer ainda mais consistência à colecção de Alta Relojoaria da Maison.

Redefinindo a sua missão no universo da alta relojoaria, a marca apostou em três eixos de desenvolvimento essenciais: o design, a reinterpretação dos clássicos e a procura de novas soluções para o problema da gravidade.

O primeiro traduz-se, por exemplo, na esqueletização de movimentos aplicados a modelos intemporais, como o Santos, enquanto o segundo encontra eco no Astroturbilhão, uma reinterpretação de um dos mais queridos clássicos da alta relojoaria: o turbilhão.

Já o terceiro eixo de desenvolvimento prende-se com a busca de novos recursos para a questão da influência da gravidade no mecanismo do relógio. Soluções essas que, na Cartier, passam, não só pelo turbilhão tradicional, mas também pelo engenhoso Astroregulador.

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Na Girard-Perregaux https://turbilhao.pt/na-girard-perregaux/ Wed, 20 Feb 2013 15:36:15 +0000 http://turbilhao.esy.es/?p=3474 Quem tem um turbilhão sob três pontes de ouro, tem quase tudo. Mas não pode viver apenas do seu passado, por mais admirável que seja. A Girard-Perregaux, uma das poucas manufacturas verdadeiras a trabalhar a Alta Relojoaria, quer pensar mais no futuro, apoiada na força financeira de um dos maiores grupos de luxo do mundo. […]

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Quem tem um turbilhão sob três pontes de ouro, tem quase tudo. Mas não pode viver apenas do seu passado, por mais admirável que seja. A Girard-Perregaux, uma das poucas manufacturas verdadeiras a trabalhar a Alta Relojoaria, quer pensar mais no futuro, apoiada na força financeira de um dos maiores grupos de luxo do mundo. Sem pressas, mas com determinação.

A mil metros de altitude, La Chaux-de-Fonds, cantão de Neuchâtel, Suíça, é o coração da indústria relojoeira mundial de alta qualidade. Numa das cidades mais altas da Europa, foi aqui que nasceu o mais famoso arquitecto do século XX, Le Corbusier.

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O seu património edificado faz parte do circuito Arte Nova. Séculos de edificação específica valeram-lhe o reconhecimento por parte da Unesco, como Património Mundial. Alinhados em ruas em esquadria, os edifícios não fazem sombra uns para os outros e aproveitam a luz do sol, do nascer ao ocaso, para que os relojoeiros, em frente de amplas janelas, dela possam usufruir.

É neste ambiente de história, património e arte que desde há mais de 220 anos está instalada a Girard-Perregaux.

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Os seus 200 colaboradores produzem, anualmente, cerca de 20 mil relógios. E, caso cada vez mais raro na indústria, todos eles feitos desde a concepção ao produto final, sob o mesmo tecto.

Modernas máquinas controladas por computador criam as peças dos futuros relógios, convivendo lado a lado com ferramentas com mais de 100 anos, que continuam a ser usadas para determinadas tarefas, como os retoques finais. Um calibre Girard-Perregaux pode ser composto por mais de 400 peças, algumas delas com um décimo de milímetro de espessura. A tolerância é geralmente de um mícron, mas chega-se em alguns casos à décima do mícron.

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Fabricadas as peças, entra em acção, a 100 por cento, a habilidade manual dos relojoeiros – as máquinas não sabem montar relógios. A operação de montagem decorre em salas mantidas permanentemente sob pressão artificial – quando as portas se abrem, o ar sai, voltando a entrar apenas através de filtros, evitando assim ao máximo o pó.

Montados os calibres, entram seguidamente nas caixas, sendo sujeitos a amplitudes térmicas, a choques, à pressão para garantir resistência à água. Este é o procedimento para os relógios de série na Girard-Perregaux.

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Mas, numa das áreas mais restritas da manufactura, há um departamento onde reina o silêncio. A concentração dos artesãos é absoluta. Ali nascem anualmente apenas umas centenas de relógios.

Cada relojoeiro é responsável, do princípio ao fim, por cada um deles. Estamos no reino das Grandes Complicações – sonneries, repetições minutos, turbilhões, calendários perpétuos com fases de lua, duplos cronógrafos com flyback… tudo termos que apenas os iniciados compreendem.

Peças que podem levar 1500 horas a ser trabalhadas, calibres de ângulos polidos, decorados, esqueletizados  num minucioso labor manual.

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