Clifton Shelby Cobra, a proposta da Baume & Mercier para o “PetrolHead” que há em si.

“PetrolHead”! É a designação que se dá aos irredutíveis fãs de tudo o que inclua motores de explosão e emane um forte cheiro a gasolina. Um tipo e pessoa que vive intensamente as emoções proporcionadas pelo simples rodar de uma chave de ignição e a consequente sensação provocada pelo vigor da aceleração e o cheiro a borracha queimada.

Uma definição que, habitualmente, inclui a noção de que se conhece bem esse mundo e as lendas que lhe deram origem. E uma delas envolve um carro muito especial que se imortalizou em provas míticas como Le Mans, Sebring ou Nurburgring. O nome é Shelby, Shelby Cobra! Um GT com um género de linhas que actualmente já não se usam, e que por isso mesmo tem hoje mais admiradores do que nunca. A consequência do ex-piloto norte americano, Carrol Shelby, ter pedido em 1964 ao designer automóvel Peter Brock para que concebesse uma nova e melhor carroçaria que pudesse ser adaptada aos chassis dos Cobra que corriam na sua equipa.

Consequentemente, Dan Gurney e Bob Bondurant pilotaram o Shelby Cobra Daytona Coupé (CSX2299) até ao pódio da sua classe em Le Mans desse mesmo ano. A primeira vez que um carro americano alcançava uma tal façanha, a que acrescem os 315 Km/h alcançados na famosa recta de Mulsanne. O inicio de uma serie de vitórias que daria a este carro, à equipa e ao seu criador, o estatuto de lendas do desporto automóvel, numa história que hoje inclui nada menos que 25 recordes de velocidade USAC/FIA na imortal planície salgada de Bonneville.

O novo Clifton Shelby Cobra, da Baume & Mercier, evoca todas estas emoções e acrescenta o toque pessoal de Peter Brock que colaborou na concepção deste cronógrafo de edição limitada a apenas 196 peças.

“Primeiro a função, a estética em segundo lugar. A forma tem de funcionar. Só depois tornem-no belo, leve e veloz.”

Peter Brock

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Carlos escreve como freelancer para diversas publicações nacionais e internacionais sobre o tema que sempre o fascinou, a alta-relojoaria. Uma área que considera ser uma porta para um mundo muito mais vasto, multidisciplinar e abrangente - uma fonte de informação cientifica, histórica e social quase inesgotável sobre quem somos e como aqui chegamos.