O Drive de Cartier submete-se à influência do satélite terrestre provando que o bom pode sempre ambicionar a ser melhor.

Há décadas que se discute o efeito da lua sobre o homem, mas esta parece ser a primeira vez que se discute o feito da lua sobre um relógio. É que o belíssimo Drive de Cartier, criado em 2016 para um homem independente e com forte sentido de estilo (impossível contradizer estes argumentos da marca…), e do qual se pensava ser pecado a tentativa de qualquer género de melhoramento, recebeu este ano uma nova indicação de fases da lua.

O mostrador, já por si excepcionalmente bem conseguido, equilibrado e capaz de anunciar a marca que lhe deu origem sem grande esforço, parecia negar qualquer intervenção adicional da manufactura, tal foi a qualidade do trabalho inaugural da equipa de design da casa fundada por Louis-François Cartier.

O facto, é que o novo Drive de Cartier Moon Phases parece conseguir superar o que antes parecia insuperável. A adição de uma janela capaz de indicar a mudança aparente da porção visível iluminada do satélite terrestre, devido à variação da sua posição em relação à Terra e ao Sol (entenda-se, fases da Lua.. e isto com uma precisão de 125 anos!), é, pois, um verdadeiro triunfo dos designers da “Maison”.

Um extraplano para um homem independente, assertivo, elegante, autentico e que não nega o efeito da lua… até mesmo nos relógios.

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Carlos escreve como freelancer para diversas publicações nacionais e internacionais sobre o tema que sempre o fascinou, a alta-relojoaria. Uma área que considera ser uma porta para um mundo muito mais vasto, multidisciplinar e abrangente - uma fonte de informação cientifica, histórica e social quase inesgotável sobre quem somos e como aqui chegamos.