A colecção Da Vinci da IWC, uma das mais reconhecidas linhas de modelos da casa de Schaffhausen, apresenta-se totalmente renovada para 2017 propondo desta vez mais modelos femininos.

A cada ano a IWC escolhe uma das suas 6 linha de relógios para uma revisão completa apresentando com pompa e circunstância o resultado desse trabalho em Janeiro, durante o Salão Internacional de Alta Relojoaria em Genebra. 2017 foi o ano do Da Vinci e, tal como já se tornou tradição, também toda a decoração do stand da marca reflectiu a imagem e filosofia assumida por esta linha de modelos histórica.

A saga dos Da Vinci da IWC tem inicio em 1969 quando, após quase uma década de pesquisa e desenvolvimento por parte do CEH (Centre Electronique Horloger), um grupo de marcas suíças decide adoptar o calibre Beta-21, o primeiro movimento de quartzo de série suficientemente miniaturizado para caber dentro de uma caixa de um relógio de pulso. Entre as centenas de modelos com este calibre apresentados por diversas marcas na feira de Basileia desse ano encontrava-se o primeiro dos Da Vinci. A estreia da ref. 3501 surpreendia pela sua caixa hexagonal que, hoje, está esteticamente nos antípodas da imagem adoptada pela nova colecção.

Evoluindo na forma e no conceito, a colecção transforma-se e adapta-se. E apesar de na década de 70 o Da Vinci SL manter ainda a forma hexagonal original, embora ligeiramente mais arredondada, a IWC decide inovar propondo pela primeira vez versões femininas para a colecção. Esta forma seria revisitada em 2007, através de uma colecção com caixas em forma de “tonneau” e também no ano seguinte com uma edição “vintage” (ref. IW546101) comemorativa do 140º aniversário da IWC.

Mas é em 1985 que se dá a grande evolução na colecção com o lançamento de um modelo que ainda hoje é uma referência da casa de Schaffhausen, da própria colecção e provavelmente um marco na evolução da industria relojoeira deste período. O Da Vinci Perpetual ref. 3750, criado sob a orientação técnica de Kurt Klaus numa altura em que Gunter Blumlein era CEO, surge num importante momento de transição da industria após um período conturbado que por pouco não obliterou o relógio mecânico.

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Carlos escreve como freelancer para diversas publicações nacionais e internacionais sobre o tema que sempre o fascinou, a alta-relojoaria. Uma área que considera ser uma porta para um mundo muito mais vasto, multidisciplinar e abrangente - uma fonte de informação cientifica, histórica e social quase inesgotável sobre quem somos e como aqui chegamos.