Omega de Buzz Aldrin

Sabe onde está o primeiro relógio a andar na Lua?

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Testemunha privilegiada de um dos maiores feitos da humanidade, o primeiro Omega Speedmaster a andar na Lua tornou-se também num dos seus grandes mistérios: desapareceu a caminho do Smithsonian e nunca mais foi recuperado.

Todos conhecem a história. Neil Armstrong proferiu a famosa frase “Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade” e, acto continuo, tornou-se no primeiro homem a pisar a Lua. O momento foi imortalizado numa fotografia tirada por Buzz Aldrin, o segundo na superfície lunar, e visto por milhões de pessoas, naquele que foi também o primeiro directo televisivo à escala global. Aconteceu a 20 de Julho de 1969, pelo que estamos prestes a celebrar o 50ª aniversário de um dos maiores feitos da humanidade.

As comemorações, aliás, já começaram. Em filmes, como O Primeiro Homem na Lua, e em livros, como o Apollo VII-XVII. Tudo, curiosamente, numa altura em que, por causa ou por coincidência, tanto se fala e planeia em regressar à Lua.

Mas no meio de todas estas celebrações permanece um mistério. O que aconteceu ao primeiro relógio a andar na Lua? Será que o ano do cinquentenário poderá trazer alguma luz sobre o paradeiro daquele que foi, também, a única peça a bordo que não foi desenhada especificamente para esta missão? Porque um relógio igualzinho aos que andavam pela Terra era suficientemente bom para chegar à Lua.

 

Sabemos que a NASA atribuiu um Omega Speedmaster a todos os astronautas das missões Apollo. Sabemos que Neil Armstrong e Buzz Aldrin levavam o seu quando desceram no Eagle e alunaram. Falámos com o Museu da Omega, em Biel, Suíça, que nos confirmou que ambos os relógios destes astronautas pertenciam à referência ST105.012, calibre 321, pelo que este modelo é o verdadeiro responsável por transformar o Speedmaster no Moonwatch. E, como Buzz Aldrin revelou mais tarde, Neil Armstrong não levava o seu posto quando saiu do módulo lunar, pelo que o seu foi o primeiro a andar na Lua.

De regresso à Terra, os três astronautas da Apollo 11 (Michael Collins ficou com a “ingrata” tarefa de pilotar o módulo de comando em órbitra, e não desceu à Lua) puderam conservar os seus “Speedy” como recordação permanente do feito. No entanto, passados uns anos a NASA requisitou os relógios de volta, para serem entregues à guarda do Smithsonian e expostos no Museu do Espaço e do Ar, em Washington. A própria Agência Espacial organizou o envio e foi algures durante o processo de expedição que o relógio de Aldrin desapareceu. Apesar de todas as investigações, só se conseguiu apurar que o relógio estava nas caixas quando saiu da casa de Buzz Aldrin, mas não quando estas foram abertas no Smithsonian.

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A área do Lifestyle tem muito poucos segredos para Bruno Lobo, jornalista com mais de 15 anos de experiência. Da moda aos automóveis, da relojoaria à tecnologia, da gastronomia à beleza. Porque “a vida é bem mais agradável com estes pequenos grandes prazeres”. GQ e Fora de Série são duas revistas onde o seu cunho se sentiu mais forte, mas já colaborou com várias revistas nacionais e internacionais, incluindo a Turbilhão, “com enorme prazer por poder contribuir para este projecto editorial”.