Estivemos em Santa Mónica, na costa ocidental dos Estados Unidos, onde a mítica Route 66 – a estrada transcontinental que inspirou a Beat Generation – começa (ou acaba). A Montblanc reuniu jornalistas de todo o mundo para lhes mostrar em primeira mão uma nova linha, desportiva, esteticamente ligada ao mundo automóvel e aos cronómetros usados nos tabliers dos carros.

A Montblanc lança em 2017 a sua primeira colecção de relógios desportivos – TimeWalker –, inspirada na estética dos marcadores de tempo empregues nas provas automobilísticas dos anos 1930 e assumindo uma herança na medição de tempos curtos que lhe advém de ser proprietária da histórica manufactura Minerva.

Fundada em 1858, em Villeret, no vale de Saint-Imier, Suíça, a Minerva foi sempre um especialista em relógios profissionais. A partir de 1908 produziu cronógrafos e, em 1911, já media 1/5 de segundo, passando rapidamente ao 1/10 de segundo. Em 1916, seria mesmo a primeira manufactura a produzir um calibre de alta frequência, capaz de medições de 1/100 de segundo. Em 1936, a marca atingia o auge da fama em cronómetros e cronógrafos desportivos, com a melhoria desse calibre e o fabrico de relógios para os tabliers de carros de corrida. A Montblanc, hoje proprietária da manufactura, foi aos arquivos de Villeret e inspirou-se para lançar os novos TimeWalker. A colecção TimeWalker passa todo o Montblanc Laboratory Test 500 (500 horas de testes) e, apresenta-se em quatro modelos – automático com data, cronógrafo automático, cronógrafo automático com GMT, todos com caixa de aço; e uma edição limitada de 100 exemplares de um cronógrafo monobotão de carga manual, com caixa de titânio.

O Montblanc TimeWalker Date Automatic tem caixa de 41 mm, com vidro de safira na frente e no verso, sendo estanque até 100 metros. A bracelete é de borracha perfurada. Já o Montblanc TimeWalker Chronograph Automatic possui caixa de 43 mm, mantendo as restantes características dos três ponteiros com data. O Montblanc TimeWalker Chronograph tem indicação de data e de três zonas horárias (calibre MB 25.03). O segundo fuso horário é indicado por ponteiro central, em escala de 24 horas marcada em luneta unidireccional, de cerâmica. A luneta serve para indicar a terceira zona horária. Possui caixa de 43 mm, de aço revestido a DLC preto, vidro de safira na frente e no verso, e é igualmente estanque até 100 metros. Mantém a bracelete de borracha perfurada. Finalmente, o Montblanc TimeWalker Chronograph Rally Timer Counter Limited Edition 100. Trata-se de um cronógrafo de carga manual, de roda de colunas e embraiagem horizontal, monobotão (calibre da manufactura, MB M16.29), com 50 horas de autonomia. A platina e as pontes são de prata alemã, revestidas a ouro vermelho, decoradas à mão. Possui caixa de 50 mm de diâmetro e 15,2 mm de espessura, de titânio e titânio revestido a DLC preto. Para se adaptar de relógio de mesa ou de bolso a relógio de pulso, a caixa gira de 0 a 180 graus (ou das 3 para a 9 horas). Vidro de safira na frente e no verso. No verso, apoios de secretária embutidos. Estanque até 30 metros. Tem bracelete de pele. Edição limitada a 100 exemplares.

Texto deFernando Correia de Oliveira, em Santa Mónica, Califórnia
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Fernando Correia de Oliveira (Lisboa, 1954), é jornalista e investigador do Tempo. Licenciado em Direito, esteve 20 anos como quadro da Agência Noticiosa Portuguesa, saindo como Director-Adjunto de Informação para ser o primeiro correspondente da Lusa em Pequim, onde viveu entre 1988 e 1990. Ingressou no PÚBLICO, onde foi Editor de Sociedade e especialista em Política Internacional na zona da Ásia-Pacífico (China, Japão, Coreia) entre 1993 e 2002. Desde esse ano é jornalista freelance, especializado em Tempo e Relojoaria, uma das suas paixões de sempre. Editor-Chefe do Anuário Relógios & Canetas, nas suas edições em papel e online, mantém o blog Estação Cronográfica (o mais importante do seu género em língua portuguesa, com mais de 40 mil visitas mensais). Colabora com muitos outros títulos especializados da área da Relojoaria, em Portugal, Espanha, Brasil, México ou Coreia do Sul. Membro de várias organizações internacionais dedicadas ao estudo do Tempo e de vários júris estrangeiros envolvidos na escolha dos Relógios do Ano, é consultor do Governo Português na área do Património Relojoeiro. Tem um vasto conjunto de obras publicadas sobre a temática – nomeadamente História do Tempo em Portugal ou Dicionário de Relojoaria.

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