História – Revista Turbilhão https://turbilhao.pt A Arte de Viver o Tempo Mon, 23 Mar 2020 17:27:12 +0000 pt-PT hourly 1 https://wordpress.org/?v=5.4.1 Watch Care – A importância de cuidar do seu relógio https://turbilhao.pt/watch-care/ https://turbilhao.pt/watch-care/#respond Mon, 23 Mar 2020 17:27:12 +0000 https://turbilhao.pt/?p=34298 Saiba mais acerca da importância de cuidar do seu relógio, através de um vídeo produzido pela Boutique dos Relógios Plus. A importância de cuidar do seu relógio, explicada pelo mestre relojoeiro José Moreira, num vídeo da autoria da Boutique dos Relógios Plus.  

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A importância de cuidar do seu relógio, explicada pelo mestre relojoeiro José Moreira, num vídeo da autoria da Boutique dos Relógios Plus.

 

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O Calendário Perpétuo https://turbilhao.pt/o-calendario-perpetuo/ Fri, 20 Mar 2020 15:09:35 +0000 https://turbilhao.pt/?p=34271 Saiba mais acerca do Calendário Perpétuo, através de um vídeo produzido pela Boutique dos Relógios Plus. O calendário perpétuo é um dos três mecanismos que forma a Santa Trindade das complicações relojoeiras. Depois do turbilhão, que desafia a gravidade na procura por maior precisão, da repetição de minutos, que adiciona um elemento audível à indicação […]

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O calendário perpétuo é um dos três mecanismos que forma a Santa Trindade das complicações relojoeiras. Depois do turbilhão, que desafia a gravidade na procura por maior precisão, da repetição de minutos, que adiciona um elemento audível à indicação do tempo, o calendário perpétuo, equipa o relógio com um cérebro ou memória de um tempo que está para vir.

O Calendário Perpétuo, explicado pelo mestre relojoeiro José Moreira, num vídeo da autoria da Boutique dos Relógios Plus.

Veja aqui alguns exemplos dos Calendários Perpétuos disponíveis na Boutique dos Relógios Plus:

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O Turbilhão https://turbilhao.pt/o-turbilhao/ Wed, 18 Mar 2020 17:15:08 +0000 https://turbilhao.pt/?p=34241 Saiba mais acerca do Turbilhão, considerado o Rei das Complicações Relojoeiras, através de um vídeo produzido pela Boutique dos Relógios Plus. O Turbilhão, explicado pelo mestre relojoeiro José Moreira, num vídeo da autoria da Boutique dos Relógios Plus. Veja aqui alguns exemplos dos Turbilhões disponíveis na Boutique dos Relógios Plus:

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O movimento relojoeiro https://turbilhao.pt/o-movimento-relojoeiro/ Tue, 17 Mar 2020 15:39:20 +0000 https://turbilhao.pt/?p=34222 Descubra quais os tipos de movimento que dão vida ao seu relógio, através de um vídeo produzido pela Boutique dos Relógios Plus. O movimento que dá vida ao relógio, explicado pelo mestre relojoeiro José Moreira, num vídeo da autoria da Boutique dos Relógios Plus.

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História da Relojoaria https://turbilhao.pt/historia-da-relojoaria/ Mon, 16 Mar 2020 17:00:58 +0000 https://turbilhao.pt/?p=34205 Descubra a história da relojoaria através de um vídeo produzido pela Boutique dos Relógios Plus. As origens da relojoaria, explicadas pelo mestre relojoeiro José Moreira, num vídeo da autoria da Boutique dos Relógios Plus.

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A Lua e mais além… https://turbilhao.pt/omega-speedmaster-a-lua-e-mais-alem/ Tue, 10 Mar 2020 12:09:05 +0000 https://turbilhao.pt/?p=21062 Televisionado em directo para 33 países, incluindo Portugal, e visto ao vivo por mais de um milhão de pessoas, que se juntou, a 16 de Julho de 1969, no Kennedy Space Center, o lançamento do foguetão Saturno V, com a sua nave Apollo 11, foi o início da primeira viagem tripulada à Lua. A bordo, […]

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Televisionado em directo para 33 países, incluindo Portugal, e visto ao vivo por mais de um milhão de pessoas, que se juntou, a 16 de Julho de 1969, no Kennedy Space Center, o lançamento do foguetão Saturno V, com a sua nave Apollo 11, foi o início da primeira viagem tripulada à Lua. A bordo, os astronautas Neil Armstrong, Michael Collins e Edwin “Buzz” Aldrin estavam oficialmente equipados com relógios de pulso Omega Speedmaster, cronógrafos de carga manual.

A viagem foi um êxito. Cinco dias depois, a 21 de Julho (já dia 22 em Lisboa), Neil Armstrong pisou solo lunar e a Humanidade deu um passo de gigante. Uma das edições do Omega Speedmaster comemorativas do meio século da ida à Lua é a Apollo 11 50th Anniversary Limited Edition, de que se vão produzir apenas 6.969 relógios.

Seguindo na senda do pioneirismo que norteia a Omega, um material especial, o ouro Moonshine™, de 18k, aparece na peça. Esta liga exclusiva da marca, em processo de ser patenteada, tem uma cor ligeiramente mais pálida que o ouro amarelo, oferecendo mais resistência à passagem do tempo.

 

A caixa, de 42mm, de aço, tem luneta de cerâmica negra polida, tem um aro de ouro Moonshine™ e inserções de Ceragold™ (outro material exclusivo da Omega) na escala taquimétrica. Já o mostrador possui duas zonas distintas: no centro, superfície cinzenta envernizada, e minuteria negra. Os índices são de ouro Moonshine™, enquanto o logótipo da Omega e os ponteiros têm aspecto vintage. Apenas o ponteiro central dos segundos do cronógrafo é revestido a PVD ouro Moonshine™.

Armstrong tinha-se esquecido do seu Omega a bordo do módulo lunar. Mas o seu companheiro Buzz Aldrin usava um no pulso quando desceu as escadas do Eagle, precisamente às 03:15:16 UTC, tocando também ele solo lunar. E o Omega foi o primeiro – e até hoje, único – relógio a ter estado na Lua. Tendo mesmo lá voltado em todas as alunagens que se seguiram. Isso incluiu as missões Apollo 12, Apollo 14, Apollo 15, Apollo 16 e Apollo 17. Até hoje, apenas 12 homens pisaram solo lunar, todos eles com um Speedmaster no braço, no exterior do fato espacial.

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Subtil transformação de um ícone https://turbilhao.pt/j12-subtil-transformacao-de-um-icone/ Fri, 10 Jan 2020 12:40:00 +0000 https://turbilhao.pt/?p=21177 Nas vésperas de completar 20 anos, o J12 da Chanel renova-se, sem nunca alterar a identidade que o levou ao sucesso. Afinal, um ícone não muda. Apenas se adapta ao tempo que passa. Inspirado na nobreza das silhuetas dos veleiros da America’s Cup, o primeiro J12 viu a luz do dia, pela mão de Jacques […]

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Nas vésperas de completar 20 anos, o J12 da Chanel renova-se, sem nunca alterar a identidade que o levou ao sucesso. Afinal, um ícone não muda. Apenas se adapta ao tempo que passa.

Inspirado na nobreza das silhuetas dos veleiros da America’s Cup, o primeiro J12 viu a luz do dia, pela mão de Jacques Helleu, director artístico da Chanel, em 2000. Vestido de cerâmica preta, o novo relógio da Maison veio revolucionar os códigos relojoeiros pré-estabelecidos, apresentando-se como um modelo desportivo unissexo, resistente à água até 200 metros e incrivelmente resistente, graças à utilização de cerâmica de alta tecnologia.

Três anos após o seu lançamento, regressou às luzes da ribalta, agora em branco integral. Desde então, inúmeras variações técnicas e joalheiras se seguiram, desde o J12 Turbilhão (2005), ao J12 Calibre 3125, equipado com um movimento automático da Audemars Piguet personalizado exclusivamente para a Chanel (2008), passando pelo J12 Misterioso Retrógrado de 2010.

Agora, nas vésperas do 20.º aniversário, Arnaud Chastaingt, directora do Estúdio de Criação Relojoeira da Chanel, oferece ao J12 uma renovação, mantendo intocável a identidade que deu origem ao seu sucesso. Esteticamente falando, o novo J12 parece exactamente o mesmo, com ligeiras actualizações. Disponível numa caixa de 38 mm, em cerâmica preta ou branca, o modelo de 2019 apresenta mostradores lacados a condizer com o material da caixa.

Para aumentar a abertura do mostrador, a luneta foi refinada, enquanto a tipografia dos numerais árabes e índices foi redesenhada. Aplicados no mostrador, são agora em cerâmica. A largura da coroa foi reduzida e o cabochão de cerâmica levemente achatado. A espessura da caixa aumentou suavemente, mas a silhueta do J12 permanece fluída. Finalmente, a pulseira de cerâmica foi subtilmente reestruturada, apresentando-se com elos mais longos.

 

Mas a grande mudança reside no novo movimento automático, calibre 12.1, com 70 horas de reserva de marcha e certificado pelo COSC, visível, através do fundo da caixa em vidro de safira. Projectado e desenvolvido exclusivamente para a Chanel pela KENISSI, o novo coração do J12 apresenta uma massa oscilante em tungsténio, cujo design é o de um circulo perfeito, uma das assinaturas gráficas da Alta Relojoaria da Maison.

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125 anos do nome Omega https://turbilhao.pt/125-anos-do-nome-omega/ Tue, 08 Oct 2019 12:57:09 +0000 https://turbilhao.pt/?p=19940 A Omega celebra os 125 anos do seu nome, derivado de um calibre de sucesso que se tornou lendário e que agora é “ressuscitado”, mícron a mícron, numa edição para relógio de bolso. As comemorações dos 125 anos do calibre Omega, de 19 linhas, incluem ainda um relógio de pulso. Foi em 1894 que os […]

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A Omega celebra os 125 anos do seu nome, derivado de um calibre de sucesso que se tornou lendário e que agora é “ressuscitado”, mícron a mícron, numa edição para relógio de bolso. As comemorações dos 125 anos do calibre Omega, de 19 linhas, incluem ainda um relógio de pulso.

Foi em 1894 que os irmãos Brandt apresentaram o seu novo movimento, conhecido como calibre 19 linhas. Marcando um enorme salto em frente, este calibre era produzido em série, utilizando novos e revolucionários métodos, e rapidamente de tornou no standard da indústria relojoeira.

O calibre Omega era não só extremamente preciso, como qualquer componente podia ser mudado, sem necessitar de qualquer alteração, por qualquer relojoeiro no mundo. A combinação aperfeiçoada de corda manual e ajuste horário através da tige e coroa era também inovadora e é, ainda hoje, largamente utilizada.

Os irmãos decidiram chamar à sua invenção “Omega”. Tal como a última letra do alfabeto grego, para eles, o movimento “Omega” simbolizava a realização final no sucesso relojoeiro. Também eles sabiam que movimentos precisos, produzidos em série, seriam o futuro da relojoaria, e não demorou muito para o público ter a mesma percepção, com a reputação da companhia a crescer rapidamente em todo o mundo.

O sucesso do calibre de 19 linha “Omega” foi tão grande que os irmãos mudaram, em 1903, o nome de toda a empresa para OMEGA Watch Co. Por esta altura, a marca tinha-se tornado no maior fabricante mundial de relógios acabados na Suíça.

Antes de ser chamada Omega, a empresa já se tinha estabelecido, em 1848. Nesta altura, o negócio era apenas um pequeno atelier que tinha aberto na cidade suíça de La Chaux-de-Fonds. Louis Brandt era apaixonado pela precisão e tentava sempre produzir os relógios mais precisos que conseguisse. Passados alguns anos, a sua reputação de produzir relógios de alta qualidade estava estabelecida na Suíça e, pouco depois, em toda a Europa. Depois da morte de Louis Brandt em 1879, os seus dois filhos – Louis-Paul e César – tomaram conta do negócio de família.

Raynald Aeschlimann, CEO da Omega, explicou aos convidados, no Museu Omega, em Bienne / Biel, as comemorações, que incluem a edição de um relógio de bolso e outro de pulso. Outro responsável da marca divulgou as primeiras imagens do modelo de bolso, de edição limitada, e com um calibre feito em parte de peças originais do primitivo calibre Omega de 19 linhas.

 

De Ville Trésor Edição do 125º Aniversário

Para comemorar o marco de 125 anos do calibre Omega, a marca lança uma nova peça De Ville que inclui alguns detalhes únicos e um movimento novo. À primeira vista, o design baseia-se no estilo tradicional da colecção De Ville Trésor masculina. O ouro amarelo foi usado para criar a caixa de 40 mm, juntamente com os índices abaulados.

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Santos de Cartier https://turbilhao.pt/santos-de-cartier/ Mon, 09 Sep 2019 09:00:14 +0000 https://turbilhao.pt/?p=20084 O Santos de Cartier é o relógio mais famoso da história da aviação e a consequência do prémio “Deutsch”, um desafio aeronáutico criado por um magnata do petróleo e ganho por um brilhante e temerário pioneiro da aviação. Num momento da história em que Alberto Santos-Dumont tinha há já alguns anos trocado o seu Brasil […]

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O Santos de Cartier é o relógio mais famoso da história da aviação e a consequência do prémio “Deutsch”, um desafio aeronáutico criado por um magnata do petróleo e ganho por um brilhante e temerário pioneiro da aviação.

Num momento da história em que Alberto Santos-Dumont tinha há já alguns anos trocado o seu Brasil Natal pela cosmopolita Paris e estreava, um após o outro, as diversas evoluções dos seus aeróstatos e dirigíveis, o seu amigo, colega e presidente do prestigiado “Aèro-Club de France” decide lançar um desafio muito especial que apelida simplesmente de “Prémio Deutsch”.

Henri Salomon Deutsch de la Meurthe, magnata do petróleo, foi um dos maiores entusiastas e patrocinadores da aviação do século XX. Co-fundador do Aéro-Club de France em 1898, e antes do Automobile Club de France (ACF) em 1895, Deutsch mantinha o espírito vigente na época de desafiar os limites da ciência e da tecnologia de forma a promover o seu desenvolvimento.

A 24 de Março de 1900, Henri decide instituir o prémio “Deutsch de la Meurthe”, também conhecido apenas como o prémio “Deutsch”, de 100.000 francos destinado à primeira máquina capaz de voar num percurso de ida e volta do Parc Saint Cloud até a Torre Eiffel, em Paris, num período de tempo inferior a trinta minutos. O vencedor do prémio teria de manter uma velocidade média em relação ao solo de pelo menos 22 km/h de forma a cobrir a distância de 11 km dentro do tempo previsto. O prémio estaria apenas disponível entre o 1º dia de Maio de 1900 e o 1º dia de Outubro de 1903. A ambiciosa tarefa representava um desafio que muitos consideravam impossível de alcançar.

Mas este também era assumidamente um desafio à altura das ambições de Alberto Santos Dumont que, mal tem conhecimento do prémio, decide construir o Santos-Dumont nº 5, um dirigível maior e mais sofisticado do que o seu modelo anterior. A 8 de Agosto de 1901, durante uma das diversas tentativas de cumprir o percurso, o dirigível começa a perder gás, dando inicio a uma descida não controlada que leva a uma colisão com o telhado do Hotel Trocadero. O incidente acabou por deixar Santos-Dumont perigosamente pendurado na cesta do dirigível enquanto uma multidão assistia ao desenrolar do drama. Com a ajuda preciosa do corpo de bombeiros de Paris, Dumont foi resgatado apenas com algumas costelas doridas, e a cena ficou imortalizada na primeira página do “Le Petit Journal”.

Na própria tarde do dia do acidente com o No.5, Santos Dumont começa a trabalhar num dirigível substituto, que concluí a 1 de Setembro. Semelhante ao No.5, mas um pouco maior, o aparelho possuía um envelope de seda envernizada do qual se suspendia uma gôndola descoberta e presa por fios de piano. O dirigível estava equipado com uma série de soluções técnicas e mecânicas que o destacavam de forma marcante dos modelos antecessores.

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Cronógrafo – O rei dos desportivos https://turbilhao.pt/cronografo-o-rei-dos-desportivos/ Tue, 27 Aug 2019 09:13:20 +0000 https://turbilhao.pt/?p=19823 A mais popular de todas as complicações relojoeiras é o desportivo por excelência. Nasceu na pista das corridas de cavalos, encontrou uso na aviação, operações militares, astronomia, medição de provas desportivas e afirmou-se como um acessório indispensável para todos os amantes da relojoaria. Falamos, claro, do cronógrafo. O termo “cronógrafo” deriva das palavras gregas “chronos”, […]

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A mais popular de todas as complicações relojoeiras é o desportivo por excelência. Nasceu na pista das corridas de cavalos, encontrou uso na aviação, operações militares, astronomia, medição de provas desportivas e afirmou-se como um acessório indispensável para todos os amantes da relojoaria. Falamos, claro, do cronógrafo.

O termo “cronógrafo” deriva das palavras gregas “chronos”, ou tempo, e “grafos”, que significa escrever. Até há pouco tempo, pensava-se que tinha sido o francês Nicolas Mathieu Rieussec a inventar o cronógrafo, em 1821. Mas sabe-se hoje que terá sido o seu compatriota Louis Moinet a registar, em 1816, um “compteur de tierces”, capaz de medir e registar tempos intermédios.

De qualquer modo, atribui-se a Rieussec o termo “cronógrafo”, literalmente “escrever o tempo”, nome que deu a uma máquina que, munida de aparo e tinta, ia inscrevendo num disco, através do ponteiro dos segundos, os tempos feitos pelos vários cavalos numa prova no Champ-de-Mars, em Paris. Assim, um cronógrafo é qualquer relógio que possa medir um tempo decorrido, utilizando um ponteiro de segundos independente.

Só em 1927, com um modelo Patek Philippe, surgiu um cronógrafo de pulso. Tratava-se de um exemplar mono-botão, accionado através da coroa. Pela mesma época, a Breitling inventa o botão de cronógrafo independente, que acciona e para a função de cronógrafo e, em 1932, a mesma manufactura apresenta um segundo botão, que serve para colocar “a zeros” os vários ponteiros.

No mesmo ano, a Omega inicia o desenvolvimento de relógios de pulso cronógrafos e empenha-se activamente na cronometragem desportiva a partir dos Jogos Olímpicos de Los Angeles, em 1932. Antes da II Guerra Mundial, também a Longines e a Heuer entram em força na cronometragem de competições desportivas.

 

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À conquista dos oceanos https://turbilhao.pt/a-conquista-dos-oceanos/ Mon, 26 Aug 2019 10:13:24 +0000 https://turbilhao.pt/?p=19849 A ligação entre a relojoaria e a água remonta ao nascimento do relógio de pulso. E se, hoje, o tempo e este elemento convivem lado a lado nas profundezas, a verdade é que foi necessário um longo percurso para alcançar esta relação perfeita. O século 20 assistiu à passagem do relógio de bolso para o […]

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A ligação entre a relojoaria e a água remonta ao nascimento do relógio de pulso. E se, hoje, o tempo e este elemento convivem lado a lado nas profundezas, a verdade é que foi necessário um longo percurso para alcançar esta relação perfeita.

O século 20 assistiu à passagem do relógio de bolso para o de pulso, uma transição “difícil”, cuja aceitação se deveu, sobretudo, às melhorias na durabilidade deste tipo de relógios. Os primeiros inimigos dos modelos de pulso traduziam-se na água, no pó, nos choques e no magnetismo e foi sobretudo durante os anos vinte e trinta que ocorreram avanços da engenharia na luta contra estas forças. O mais notável avanço foi, talvez, o melhoramento da caixa do relógio para que pudesse selar. Ao fazê-lo, o mecanismo interno do relógio não seria afectado pela água ou pó.

A Omega e a Rolex foram pioneiras na luta contra a água. No início dos anos 20, o suíço Francis Baumgartner produziu caixas, cuja ideia envolvia selar a caixa abrindo-a ao meio e enroscando depois as duas partes, rodando em direcções opostas. O movimento e mostrador eram então encaixados dentro de um anel que aparafusava na moldura da caixa. Muitas empresas usaram estas caixas nos anos 20, incluindo a Omega e a Longines. Contudo, estas caixas não selavam bem na abertura da coroa. Para o resolver, dois relojoeiros suíços, Paul Perregaux e Georges Peret, submeteram uma patente suíça para um sistema de coroa aparafusada, em 1925. Hans Wilsdorf, da Rolex, negociou para que a patente de Perregaux e Peret lhe fosse atribuída, criando o Rolex Oyster.

A Omega teve uma aproximação radicalmente diferente. Em 1932, apresentou o Marine, um relógio que basicamente tinha uma caixa dentro da outra. Em 1936, um investigador aquático, Charles William Beebe, mergulhou à profundidade de 14 metros com um Omega Marine agarrado ao seu fato de mergulho.

Durante a II Guerra Mundial, e respondendo às necessidades dos militares da Marinha americana, a Hamilton criou o Sea Bees, um relógio de mergulho com um mecanismo especial de coroa dupla para tornar o relógio impermeável à água. Estes modelos permitiam que os mergulhadores descessem a uma profundidade de 50 metros e monitorizassem o tempo restante no seu fornecedor de ar.

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Versatilidade no pulso https://turbilhao.pt/relogio-desportivo-versatilidade-no-pulso/ Mon, 03 Jun 2019 14:24:39 +0000 https://turbilhao.pt/?p=19801 Nascido na corte francesa e trazido para a ribalta pelos militares que combateram na I Guerra Mundial, o relógio desportivo é, hoje, um item indispensável na colecção de qualquer amante da relojoaria. Mas o que é afinal um relógio desportivo e qual a sua evolução até à actualidade? Um relógio desportivo é essencialmente uma peça […]

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Nascido na corte francesa e trazido para a ribalta pelos militares que combateram na I Guerra Mundial, o relógio desportivo é, hoje, um item indispensável na colecção de qualquer amante da relojoaria. Mas o que é afinal um relógio desportivo e qual a sua evolução até à actualidade?

Um relógio desportivo é essencialmente uma peça do tempo robusta, adequada para uma variedade de desportos e actividades físicas. Este tipo de relógio é concebido para resistir a choques, sendo, por isso, tendencialmente produzido com materiais resistentes a pancadas, riscos e quebras. A resistência à água suficiente para actividades como a natação, o snorkeling e, nalguns casos, o mergulho, é, por norma, outra das características do relógio desportivo. A juntar a este atributo, funções como alarme, taquímetro, régua de cálculo ou cronógrafo são também comuns neste tipo de peça do tempo.

No que ao design diz respeito, nem sempre um relógio desportivo apresenta um look “musculado” e impactante, podendo tratar-se de uma peça sóbria e elegante, não deixando por isso de congregar as principais características que o tornam adequado à prática de desporto e actividades físicas radicais. Por exemplo, se compararmos o design de um Audemars Piguet Royal Oak ao de um Richard Mille, as diferenças são abissais. Contudo, ambos entram na categoria de relógio desportivo.

 

O nascimento do relógio desportivo

A história dos relógios desportivos começa, apropriadamente, com uma corrida de cavalos. Em França, o rei Luís XVIII era um aficionado deste tipo de desporto. Querendo saber com exactidão quanto tempo demorava cada corrida, o monarca incumbiu o relojoeiro do reino, Nicolas Rieussec, da invenção de um aparelho que pudesse ser accionado e parado, de modo a medir um período especifico de tempo decorrido. O resultado foi o primeiro cronógrafo desportivo da história.

 

De salientar que o mecanismo desenvolvido por Rieussec foi o primeiro cronógrafo desportivo da história e não o primeiro cronógrafo. De facto, até 2013, pensava-se que o relojoeiro tinha sido o inventor desta complicação. Contudo, descobertas recentes apontam Louis Monet como o responsável por esta invenção, em 1816, com o objectivo de medir o tempo durante observações astronómicas.

O primeiro cronógrafo de pulso surgiu quase 100 anos depois de Moinet e Rieussec terem criado os seus aparelhos de cronometragem. Tratava-se do calibre 13.33Z produzido pela Longines, em 1913, um cronógrafo monopulsante preciso ao 1/5 de segundo. Com esta invenção, a marca criou um dos elementos que seriam tecidos nos relógios desportivos modernos: complicações que têm aplicação directa no empenho desportivo. A Longines tinha também uma resposta para o problema sobre como cronometrar múltiplos eventos numa mesma corrida e, em 1936, a marca lançou o primeiro cronógrafo flyback do mundo.

A importância militar

Antes da I Guerra Mundial, os relógios de pulso eram uma raridade. A durabilidade – um pré-requisito para um relógio desportivo – era também um dos grandes problemas dos primeiros relógios de pulso. E se as marcas que criaram os primeiros modelos de pulso tinham descoberto como inserir o delicado mecanismo de um relógio de bolso numa caixa pequena e usável, a questão sobre como tornar essa caixa à prova de choques ainda não tinha sido respondida. Então, a I Guerra Mundial aconteceu e os relojoeiros mundiais foram forçados a, rapidamente, resolver a questão.

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25 Anos de Royal Oak Offshore https://turbilhao.pt/25-anos-de-royal-oak-offshore/ Tue, 12 Feb 2019 11:27:10 +0000 https://turbilhao.pt/?p=18139 Há um quarto de século, o Royal Oak Offshore, da Audemars Piguet, nasceu para surpreender e revolucionar os paradigmas da Alta Relojoaria. Hoje, 25 anos depois, o ADN irreverente, robusto, moderno e radical que conquistou os amantes do sector promete continuar. Vinte e cinco anos é indubitavelmente um marco importante para a vida de qualquer […]

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Há um quarto de século, o Royal Oak Offshore, da Audemars Piguet, nasceu para surpreender e revolucionar os paradigmas da Alta Relojoaria. Hoje, 25 anos depois, o ADN irreverente, robusto, moderno e radical que conquistou os amantes do sector promete continuar.

Vinte e cinco anos é indubitavelmente um marco importante para a vida de qualquer pessoa, instituição ou empresa. Mas quando se fala em celebrar um quarto de século de uma família de relógios, trata-se de algo realmente invulgar. Sobretudo, quando falamos do Royal Oak Offshore, o relógio que quebrou paradigmas e abriu portas a um novo universo na relojoaria.

Regressemos a 1972, ano em que Gerald Genta criou o modelo Royal Oak para a Audemars Piguet, um relógio revolucionário, quer pelas suas formas, quer pela aliança que criou entre o luxo e o funcional, que o viriam a transformar num dos grandes ícones da relojoaria suíça.

Em 1989, Stephen Urquhart, então CEO da Audemars Piguet, incumbiu o designer da marca, Emmanuel Gueit, para que este desenhasse algo inspirado no icónico bisel octogonal de Genta, mas mais adaptado aos gostos de então. O objectivo seria lançar esse modelo em 1992, como forma de comemorar o 20º aniversário do Royal Oak.

Os variadíssimos projectos duraram quatro anos, pelo que o relógio só viu a luz do dia em 1993, um ano após o prazo previsto, durante Baselworld, certame realizado anualmente na cidade suíça de Basileia. O relógio apresentado foi uma peça de grandes dimensões, bastante robusta, mas ao mesmo tempo muito similar ao subtil Royal Oak de 1972, mas destinado a pessoas aventureiras e apaixonadas por desportos radicais.

 

Foi exactamente nesse certame, que o próprio Gerald Genta entrou bastante tenso no stand da Audemars Piguet, dizendo que tinham destruído o seu desenho original e transformado o seu bebé numa besta. Felizmente para a marca, as opiniões do público foram diferentes da de Genta, e “a besta” superou todas as expectativas, tendo a história voltado a repetir-se, uma vez que, também em 1972, ninguém poderia imaginar o sucesso que viria a ser alcançado pelo modelo Royal Oak.

A demanda por relógios de grandes dimensões aumentou e o Royal Oak Offshore foi o principal responsável, passando-se do modelo Royal Oak como sinónimo de design moderno para o Offshore como símbolo de status, abrindo assim as portas da suíça Audemars Piguet  a magnatas do hip-hop, estrelas de cinema ou astros do desporto. Mas a grande revolução operada por Gueit através do seu projecto foi ter aberto as portas a diversas marcas que, seguindo as suas tendências de design, surgiram para satisfazer o público na procura de relógios luxuosos com dimensões bastante generosas.

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Um Americano em Schaffhausen – 150 anos de IWC https://turbilhao.pt/um-americano-em-schaffhausen-150-anos-de-iwc/ Mon, 11 Feb 2019 19:28:41 +0000 https://turbilhao.pt/?p=18530 Não, o protagonista desta história não é o Gene Kelly de “Um Americano em Paris”, o célebre musical estreado em 1952. Nesta história o actor principal chama-se Florentine Ariosto Jones, é o fundador da IWC, e se aparecesse num cartaz de cinema, o filme teria necessariamente de se chamar “Um Americano em Schaffhausen”. Ao longo […]

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Não, o protagonista desta história não é o Gene Kelly de “Um Americano em Paris”, o célebre musical estreado em 1952. Nesta história o actor principal chama-se Florentine Ariosto Jones, é o fundador da IWC, e se aparecesse num cartaz de cinema, o filme teria necessariamente de se chamar “Um Americano em Schaffhausen”.

Ao longo de século e meio de uma existência pontuada quase continuamente por momentos brilhantes de alta relojoaria, a International Watch Company, conhecida globalmente pelo seu acrónimo IWC, nunca se permitiu ser influenciada pela opinião de uma qualquer maioria. Não quando era uma empresa de um homem só, nem quando passou a ser uma sociedade dividida por acções ou quando finalmente passou a integrar uma multinacional dedicada à arte de bem fazer e à alta relojoaria em particular. Hoje, os relógios que a marca produz estão intimamente ligados à sua manufactura que, em consequência, passou a fazer parte da história recente de uma cidade cuja evolução tem sido devidamente documentada ao longo do último milénio.

Desde 1873, pouco menos de 6 anos após a fundação da marca pelo norte americano Florentine Ariosto Jones, que o edifício sede da empresa se tornou um marco da pequena cidade de Schaffhausen, na Suíça. Apesar de o edifico original manter ainda a entrada principal entre as duas alas, a restante construção, como hoje se apresenta, é um testemunho da história e evolução da Internacional Watch Co ao longo de 150 anos. Em 1895 é dado inicio à construção do anexo sul do edifico, localizado nas traseiras da fachada principal. Um espaço que, chegados a 1911, se torna demasiado exíguo obrigando ao acrescento de pisos adicionais. E com o passar dos anos e o crescimento da empresa, a construção expande-se ainda mais para este e para oeste.

Ao longo da sua cronologia o edifico sede da IWC assistiu a êxitos, crises, falências, à redução do número de trabalhadores que nele laborava de 300 para 150 com a crise do quartzo, chegando a 2018 com cerca de 650 artesãos altamente qualificados que reproduzem a essência de uma marca singular para mais de 1000 pontos de venda em todo o mundo.

Mas 150 anos após Jones ter saído de Boston e fundado a IWC nas margens do Reno sobre uma visão industrial Americana associada à excelência da manufactura de relojoaria suíça, o contraste com o passado não poderia ser maior.

Enquanto que o propósito de construir os melhores relógios que o dinheiro pode comprar se manteve como uma das linhas de orientação principal que nortearam a esmagadora maioria dos administradores da IWC, o estilo que os sucessores de Ariosto Jones impuseram ao longo de cada um dos seus mandatos é distinto e pode ser claramente identificado pelos modelos que preencheram o catálogo da manufactura em diversos momentos da sua história.

Nomes como Johannes Rauschenbach-Schenck, Ernst Jakob Homberger (a quem se deve o lançamento dos primeiros modelos do Português e a criação da linha Pilot) e Hans Ernst Homberger (Ingenieur, Aquatimer e Beta 21, como pronuncio da era do quartzo) representam uma dinastia que geriu os destinos da IWC sob uma perspectiva de empresa familiar.

 

A crise do quartzo

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280 Anos a escrever o Tempo https://turbilhao.pt/jaquet-droz-280-anos-a-escrever-o-tempo/ Tue, 29 Jan 2019 12:32:33 +0000 https://turbilhao.pt/?p=18639 Nascida há quase três séculos, pela mão de um jovem que se revelou um dos maiores talentos da história da relojoaria, a Jaquet Droz é hoje uma das mais reconhecidas e artísticas marcas do universo das peças do tempo. Foi em 1738, com apenas 17 anos, que Pierre Jaquet-Droz entrou no universo da relojoaria de […]

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Nascida há quase três séculos, pela mão de um jovem que se revelou um dos maiores talentos da história da relojoaria, a Jaquet Droz é hoje uma das mais reconhecidas e artísticas marcas do universo das peças do tempo.

Foi em 1738, com apenas 17 anos, que Pierre Jaquet-Droz entrou no universo da relojoaria de alma e coração, dando inicio à história de uma das mais fascinantes marcas relojoeiras da actualidade. Com um talento natural para a arte de contar o tempo, Pierre rapidamente se destacou, combinando movimentos relojoeiros com música e autómatos, peças que lhe granjearam grande reputação em toda a Suíça.

Pierre Jaquet-Droz

De terras helvéticas para o mundo foi um pequeno passo. Em 1755, Jaquet-Droz foi convidado a apresentar as suas criações junto da corte espanhola e o sucesso foi imediato. Todas as peças apresentadas, incluindo autómatos, foram compradas pelo Rei Fernando VI de Espanha.

A partir de 1773, já depois de Pierre ter dado sociedade da “Jaquet Droz e Leschot” ao filho, Henry-Louis, e ao seu protegido, Jean-Frédéric Leschot, a empresa produzia autómatos cada vez mais extraordinários, com especial destaque para a criação de três figuras humanóides em tamanho real apelidadas de “Escritor”, “Desenhista” e “Música”. Estes autómatos robotizados, hoje conhecidos como “Os Andróides”, atraíram espectadores de todo o mundo, que assistiam maravilhados às suas performances: a “Música” parece respirar enquanto toca uma das várias melodias pré-programadas no cravo; o “Escritor” molha a pena em tinta para completar uma mensagem pré-programada e o “Desenhista” cria desenhos com um lápis.

A pequena empresa expandia-se rapidamente devido, entre outros factores, aos muitos sucessos nas várias cortes europeias e, por razões de saúde, Henry-Louis mudou-se, em 1784, para Genebra, onde abriu uma relojoaria sob a égide “Jaquet Droz e Leschot”, lançando a produção de peças muito complicadas.

Entretanto Pierre continuava o incansável trabalho nas peças automatizadas e, em 1785, tinha miniaturizado um pássaro controlado mecanicamente e desenvolveu um movimento compacto para controlar os seus movimentos. Foi também bem sucedido em recriar o chilreio do animal ao utilizar um único fole de timbre variável com um pistão deslizante, em vez de vários foles de timbre único. Foi esta invenção que levou à criação das caixas de rapé com pássaros que fizeram furor na China, um dos mercados principais da empresa à época.

A Jaquet Droz, agora na posse de três oficinas de produção, localizadas em La Chaux-de-Fonds, Genebra e Londres, alcançou o auge em 1788. Um nome de peso no mercado do luxo suíço, produzia relógios complicados e autómatos, como pássaros cantores e caixas de rapé musicais. Mas o fulgurante sucesso da empresa sofreu um revés que a manteve adormecida por mais de um século. Em 1790, Pierre Jaquet-Droz morre, seguido pelo filho, Henry-Louis, apenas um ano depois. As mortes dos sócios e a má situação económica que se viveu depois das guerras napoleónicas impediram que Leschot continuasse o caminho de sucesso trilhado até então. Este não criou novos modelos, apenas produzindo variações daqueles que tinham sido criados nos dias de glória da empresa e, em 1810, cessou o negócio.

 

O renascimento

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Omega de Buzz Aldrin https://turbilhao.pt/omega-de-buzz-aldrin/ Fri, 18 Jan 2019 11:12:07 +0000 https://turbilhao.pt/?p=18182 Testemunha privilegiada de um dos maiores feitos da humanidade, o primeiro Omega Speedmaster a andar na Lua tornou-se também num dos seus grandes mistérios: desapareceu a caminho do Smithsonian e nunca mais foi recuperado. Todos conhecem a história. Neil Armstrong proferiu a famosa frase “Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a […]

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Testemunha privilegiada de um dos maiores feitos da humanidade, o primeiro Omega Speedmaster a andar na Lua tornou-se também num dos seus grandes mistérios: desapareceu a caminho do Smithsonian e nunca mais foi recuperado.

Todos conhecem a história. Neil Armstrong proferiu a famosa frase “Um pequeno passo para o homem, um salto gigantesco para a humanidade” e, acto continuo, tornou-se no primeiro homem a pisar a Lua. O momento foi imortalizado numa fotografia tirada por Buzz Aldrin, o segundo na superfície lunar, e visto por milhões de pessoas, naquele que foi também o primeiro directo televisivo à escala global. Aconteceu a 20 de Julho de 1969, pelo que estamos prestes a celebrar o 50ª aniversário de um dos maiores feitos da humanidade.

As comemorações, aliás, já começaram. Em filmes, como O Primeiro Homem na Lua, e em livros, como o Apollo VII-XVII. Tudo, curiosamente, numa altura em que, por causa ou por coincidência, tanto se fala e planeia em regressar à Lua.

Mas no meio de todas estas celebrações permanece um mistério. O que aconteceu ao primeiro relógio a andar na Lua? Será que o ano do cinquentenário poderá trazer alguma luz sobre o paradeiro daquele que foi, também, a única peça a bordo que não foi desenhada especificamente para esta missão? Porque um relógio igualzinho aos que andavam pela Terra era suficientemente bom para chegar à Lua.

 

Sabemos que a NASA atribuiu um Omega Speedmaster a todos os astronautas das missões Apollo. Sabemos que Neil Armstrong e Buzz Aldrin levavam o seu quando desceram no Eagle e alunaram. Falámos com o Museu da Omega, em Biel, Suíça, que nos confirmou que ambos os relógios destes astronautas pertenciam à referência ST105.012, calibre 321, pelo que este modelo é o verdadeiro responsável por transformar o Speedmaster no Moonwatch. E, como Buzz Aldrin revelou mais tarde, Neil Armstrong não levava o seu posto quando saiu do módulo lunar, pelo que o seu foi o primeiro a andar na Lua.

De regresso à Terra, os três astronautas da Apollo 11 (Michael Collins ficou com a “ingrata” tarefa de pilotar o módulo de comando em órbitra, e não desceu à Lua) puderam conservar os seus “Speedy” como recordação permanente do feito. No entanto, passados uns anos a NASA requisitou os relógios de volta, para serem entregues à guarda do Smithsonian e expostos no Museu do Espaço e do Ar, em Washington. A própria Agência Espacial organizou o envio e foi algures durante o processo de expedição que o relógio de Aldrin desapareceu. Apesar de todas as investigações, só se conseguiu apurar que o relógio estava nas caixas quando saiu da casa de Buzz Aldrin, mas não quando estas foram abertas no Smithsonian.

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Um verdadeiro Sportsman https://turbilhao.pt/um-verdadeiro-sportsman/ Wed, 22 Aug 2018 14:44:43 +0000 https://turbilhao.pt/?p=17242 Alberto Santos Dumont, o “sportsman” altruísta que escreveu algumas das mais belas páginas da história da aviação, foi um verdadeiro pioneiro da aeronáutica. Passados mais de 100 anos do histórico voo do 14-bis, o Santos, criado por Louis Cartier, recorda que ainda hoje se discute a quem cabe a primazia do primeiro voo motorizado. Às […]

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Alberto Santos Dumont, o “sportsman” altruísta que escreveu algumas das mais belas páginas da história da aviação, foi um verdadeiro pioneiro da aeronáutica. Passados mais de 100 anos do histórico voo do 14-bis, o Santos, criado por Louis Cartier, recorda que ainda hoje se discute a quem cabe a primazia do primeiro voo motorizado.

Às vezes a história é demasiado injusta, privilegiando uma visão dos acontecimentos em detrimento de outra. A versão dos vencidos pouco importa aos vencedores, acabando quase sempre por ser escrita por cima do relato que devia vigorar, passando depois de geração em geração como verdade absoluta.

Dificilmente o nome de Santos Dumont poderá deixar de ser visto como uma vitima desta forma de registar a história, resumindo-se hoje a pouco mais do que a magnifica criação de Louis Cartier. Mas se perguntarmos a quem cabe a primazia de ter voado num aparelho motorizado mais pesado do que ar, poucos hesitarão em pronunciar o nome dos irmãos Wright, mesmo estando este titulo sob disputa há mais de um século. Talvez se recuarmos até ao sedutor período da Belle Époque, quando Dumont era o herói de Paris e da Europa, a história nos ajude a formular uma opinião.

No inicio do século XIX, quando Napoleão ameaçava a Europa e decide invadir Portugal, o príncipe regente, Dom João VI, decide mudar-se com toda a corte para o Rio de Janeiro, fazendo-se acompanhar por uma elite de 10.000 conterrâneos. Entre estes, viajava um cirurgião de nome Joaquim José dos Santos, o avô materno de Alberto Santos Dumont. Já no Brasil, e com a morte em 1816 de D. Maria I, Dom João decide encorajar a vinda de mais imigrantes. Entre os milhares que responderam ao apelo, encontrava-se o joalheiro Parisiense, François Honoré Dumont, o avô paterno de Alberto.

Os pais de Santos Dumont, o engenheiro Henrique Dumont e Francisca de Paula Santos, eram no último quartel do século XIX os proprietários de uma das maiores plantações de café do Brasil, cuja parafernália de máquinas representavam uma paixão para o jovem Dumont. Ao mesmo tempo crescia o seu fascínio por autores como Julio Verne e aventureiros como Etienne Montgolfier e as suas máquinas voadoras. Alberto acreditava que o tempo dos balões de ar quente já pertencia ao passado, e que o futuro pertencia aos dirigíveis.

Baladeuse

 

Em Dezembro de 1903, já estabelecido em Paris há 11 anos depois de o pai ter vendido a plantação de café, Dumont organiza uma recepção no seu apartamento da Champs-Elysés. Entre os convidados estavam personalidades como Louis Cartier, a Princesa Isabel do Brasil, a Imperatriz Eugénia, mulher de Napoleão III, Gustav Eifel e membros da família Rotschild, em cujo jardim Dumont se despenhara durante a sua ascensão inaugural num aerostato. Quando se anunciou o jantar, todos ficaram surpreendidos por terem de subir escadas para se sentarem em cadeiras bastante altas que rodeavam mesas igualmente elevadas. Tratava-se de um dos famosos “jantares aéreos” de Santos Dumont, que se destinavam a dar aos convidados uma ideia do que seria a vida a bordo de uma máquina voadora.

 

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Mestre dos Mares https://turbilhao.pt/mestre-dos-mares/ Tue, 17 Jul 2018 14:44:41 +0000 https://turbilhao.pt/?p=17228 Inspirada nos modelos à prova de água construídos para as forças armadas Britânicas no final da segunda guerra mundial, a Seamaster é a linha de modelos mais antiga da Omega ainda em produção. Um relógio cuja génese se destina a indivíduos activos e para ser usado na “cidade, no mar e no campo”. A Omega […]

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Inspirada nos modelos à prova de água construídos para as forças armadas Britânicas no final da segunda guerra mundial, a Seamaster é a linha de modelos mais antiga da Omega ainda em produção. Um relógio cuja génese se destina a indivíduos activos e para ser usado na “cidade, no mar e no campo”.

A Omega acabava de completar um século de existência e, em 1948, tinha chegado a hora de apresentar o novo Seamaster. Mas antes de mergulharmos na evolução histórica desta linha, é necessário compreender os princípios clássicos do design por trás deste relógio. Em 1932 o novo Marine da Omega chamava a atenção do famoso mergulhador Yves Le Prieur, o mesmo que tinha desenvolvido as primeiras máscaras e botijas de mergulho. A partir daqui o Marine passa a objecto de culto para os mais destacados viajantes e aventureiros do início a meados do século 20, incluindo personalidades como o naturalista e biólogo marinho Charles Willian Beebe que, em 1934, levou consigo um destes modelos a mais de 923 metros de profundidade numa batisfera.

Escusado será dizer que a reputação da Omega entre os mergulhadores já estava criada, mesmo antes do lançamento do primeiro Seamaster. É que a marca tinha já ganho uma excelente reputação através dos velhos relógios à prova de água usados pelos militares britânicos durante a Segunda Guerra Mundial. No entanto o que pode verdadeiramente distinguir o primeiro Seamaster dos seus antecessores, é o seu o-ring de borracha, que separa este relógio de mergulho de outros modelos com juntas de chumbo ou goma-laca, e que eram mais susceptíveis a mudanças de temperatura. Em vez disso, a junta de borracha da Omega impedia qualquer infiltração de água em mudanças de temperatura que podiam variar entre -40 ° C e +50 ° C.

Mas o primeiro verdadeiro recorde de mergulho para o Seamaster surge em 1955, quando o mergulhador Gordon McLean atinge uma profundidade de 62,5 metros num mergulho ao largo da costa da Austrália. Provavelmente o relógio de mergulho mais conhecido da Omega, o Seamaster 300 seria inicialmente lançado como um trio chamado “Master”, e que incluía o Speedmaster, o Railmaster e o Seamaster 300. O modelo transforma-se rapidamente num favorito entre os exploradores e os mergulhadores profissionais, onde se inclui o célebre Jacques Cousteau que confia na Omega, em 1963, durante as experiências com o Precontinent II no Mar Vermelho.

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Breguet Reine de Naples https://turbilhao.pt/breguet-reine-de-naples/ Thu, 24 May 2018 11:09:39 +0000 https://turbilhao.pt/?p=15229 Eximia representante da estética Breguet dirigida a um público feminino, a colecção Reine de Naples, cujos modelos se destacam pela sua forma ovóide, celebra, em 2017, o 15.º aniversário. Exemplo superior da capacidade criativa de Breguet, o modelo Reine de Naples, com a sua característica caixa em forma de ovo, é objecto de uma colecção […]

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Eximia representante da estética Breguet dirigida a um público feminino, a colecção Reine de Naples, cujos modelos se destacam pela sua forma ovóide, celebra, em 2017, o 15.º aniversário.

Exemplo superior da capacidade criativa de Breguet, o modelo Reine de Naples, com a sua característica caixa em forma de ovo, é objecto de uma colecção requintada, cujos modelos se revestem de diversas roupagens numa simbiose elegante entre relógio e jóia. Trata-se de um dos modelos históricos da Casa Breguet, cuja história teve inicio há mais de dois séculos.

Tudo começou quando, em 1910, a Rainha de Nápoles e irmã de Napoleão Bonaparte, Carolina Murat, colocou a Abraham-Louis Breguet uma encomenda de um relógio de pulso. A peça, identificada com o número 2639, demorou dois anos a ser concluída e entregue à sua ilustre destinatária. Nascia assim o Breguet Reine de Naples, o primeiro relógio de pulso para uma rainha (e o primeiro modelo de pulso da história) a honrar a galeria histórica de Breguet, a par de outras encomendas dirigidas ao prestigiado relojoeiro por parte de personalidades ilustres como a Rainha Maria Antonieta ou a Imperatriz Josefina.

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100 anos de um ícone https://turbilhao.pt/100-anos-de-um-icone/ Tue, 06 Feb 2018 15:37:34 +0000 https://turbilhao.pt/?p=15555 A palavra ícone é frequentemente usada com demasiada leviandade para descrever alguns relógios. Não no caso do Tank da Cartier, uma das poucas criações que foi capaz de seguir, e até mesmo anteceder, as evoluções mais significativas do espírito do tempo, marcando em 1917 o arranque de uma nova forma de conceber o relógio de […]

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A palavra ícone é frequentemente usada com demasiada leviandade para descrever alguns relógios. Não no caso do Tank da Cartier, uma das poucas criações que foi capaz de seguir, e até mesmo anteceder, as evoluções mais significativas do espírito do tempo, marcando em 1917 o arranque de uma nova forma de conceber o relógio de pulso, o relógio do futuro.

Em “La Montre Tank, Icône du temps”, o autor Franco Cologni não hesita em afirmar que “um ícone não é apenas um objecto destinado a ser contemplado, mas também uma criação que, mesmo em mutação constante e realizada por mãos diferentes, sabe sempre conservar a sua profunda singularidade como objecto incontornável. O que não significa que se refugia na mudança, assumindo antes a assimilação de uma identidade cada vez mais forte, seja qual for a moda do momento“.

Luis Cartier amava os relógios, mas antes de tudo era um homem da joalharia. Para ele, a estética e o estilo mereciam sempre primazia sobre a função, razão porque, em Dezembro de 1916, e com apenas quatro traços, idealiza as linhas que viriam a dar forma à caixa do Tank como hoje o conhecemos.

O desenho terá sido sugerido pelas ilustrações de uma reportagem sobre o conflito que então envolvia as nações da Europa, e que Cartier descobrira nas páginas da edição do semanário L´Illustration, do dia 2 de Dezembro. Um sábado, que marcava duas semanas sobre a terrível batalha do Somme, e onde o Tank, então ainda uma arma secreta, era revelada aos franceses.

No entanto, este não foi, verdadeiramente, um momento de eureka para Louis Cartier. A forma do relógio agora traçada pela sua mão, num simples esquisso, correspondia perfeitamente ao seu gosto por linhas depuradas, mas marcava também o culminar de uma pesquisa estética em torno do relógio que o esteta iniciara há mais de 10 anos.

Reza a lenda, que, logo após a vitoria dos aliados em 1918, Cartier ofereceu um exemplar do Tank ao General John Pershing, o comandante das forças expedicionárias Norte Americanas na Europa. Lenda ou realidade? Nada resta nos arquivos históricos da Cartier que o possa provar. Mas a história que envolve o General torna-o no primeiro de uma extensa lista de personalidades associadas ao Tank. A longa procissão de celebridades que se seguiram inclui nomes como Rudolf Valentino, o Maharaja de Patiala, Duke Ellington, Cary Grant, Clark Gable, Gary Cooper, Truman Capote, Mohamed Ali, Yves Montand, Alain Delon, Jaqueline Bisset, Ingrid Bergman, Yves Saint Laurent, Andy Warhol, Warren Beatty, Catherine Deneuve ou Madonna.

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Elemento: Água https://turbilhao.pt/elemento-agua/ Mon, 10 Jul 2017 14:58:43 +0000 http://turbilhao.pt/?p=14014 A relação entre a relojoaria e a água remonta aos primórdios da navegação em alto-mar, tendo evoluído ao longo dos séculos para muito mais do que uma ligação utilitária. Hoje, tempo e elemento convivem lado a lado e a relojoaria náutica assume-se como um verdadeiro estilo de vida. A ligação dos relógios à água teve […]

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A relação entre a relojoaria e a água remonta aos primórdios da navegação em alto-mar, tendo evoluído ao longo dos séculos para muito mais do que uma ligação utilitária. Hoje, tempo e elemento convivem lado a lado e a relojoaria náutica assume-se como um verdadeiro estilo de vida.

A ligação dos relógios à água teve inicio muito antes do advento dos relógios de pulso. Na realidade, esta relação entre a máquina e o elemento começou com a necessidade de se encontrar a longitude no mar, necessidade essa fomentada pela Expansão Portuguesa e consequente navegação sem terra à vista. O problema do achamento da longitude no mar viria a ser resolvido em pleno século XVIII, através de uma peça do tempo – cronómetro de marinha – desenvolvida por John Harrison.

Dois séculos passados e o elemento água voltava em força à agenda relojoeira. De facto, o século XX assistiu à passagem do relógio de bolso para o de pulso, uma transição “difícil”, cuja aceitação se deveu, sobretudo, às melhorias na durabilidade deste tipo de relógios. Os primeiros inimigos dos modelos de pulso traduziam-se na água, no pó, nos choques e no magnetismo e foi sobretudo durante os anos vinte e trinta que ocorreram avanços da engenharia na luta contra estas forças, sendo o mais notável o melhoramento da caixa do relógio para que pudesse selar.

A Omega e a Rolex foram pioneiras na luta contra a água. Em 1925, dois relojoeiros suíços de La Chaux-de-Fonds, Paul Perregaux e Georges Peret, submeteram uma patente suíça para um sistema de coroa aparafusada. Hans Wilsdorf, da Rolex, negociou para que a patente de Perregaux e Peret lhe fosse atribuída, criando o Rolex Oyster. Já a Omega teve uma aproximação radicalmente diferente. Em 1932, apresentou o Marine, um relógio que basicamente tinha uma caixa dentro da outra.

A evolução decisiva de relógios de pulso mais resistentes à água poderá ter resultado de um marketing inteligente e da mudança do estilo de vida dos civis. Em 1953, o Fifty Fathoms da Blancpain chegou ao mercado e atingiu reconhecimento ao ser usado por Jacques Cousteau no filme “O Mundo do Silêncio”. Mais tarde, a marca lançou também os modelos Aqualung e Bathyscaphe.

Seguindo esta “onda” de lançamentos, muitas outras empresas produziram relógios de mergulho. Virtualmente todas as marcas suíças famosas, exceptuando talvez a Patek Phillipe e a Audemars Piguet, se seguiram nos anos cinquenta e sessenta. A Omega abraçou o mercado crescente com entusiasmo, lançando o seu primeiro Seamaster de mergulho, o 300 (que tinha uma resistência à água a 200 metros), em 1957, e, seguindo o sucesso desse modelo, introduziu muitos outros.

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Mestre da Velocidade https://turbilhao.pt/omega-speedmaster-2/ Fri, 31 Mar 2017 14:38:15 +0000 http://turbilhao.pt/?p=11852/ “Há quem utilize o Speedmaster para fazer ovos cozidos. Outros usam-no para cronometrar um passeio sobre a lua.” A frase faz parte de um anúncio da Omega publicado em 1969, o ano em que Neil Armstrong proferiu as famosas palavras “Um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a Humanidade.” O relógio, a […]

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“Há quem utilize o Speedmaster para fazer ovos cozidos. Outros usam-no para cronometrar um passeio sobre a lua.”

A frase faz parte de um anúncio da Omega publicado em 1969, o ano em que Neil Armstrong proferiu as famosas palavras “Um pequeno passo para o Homem, um salto gigantesco para a Humanidade.” O relógio, a que a publicidade fazia referência, tinha-se tornado uma verdadeira celebridade que, ainda hoje, 47 anos depois, lhe garante um reconhecimento imediato e um estatuto de culto entre apreciadores e coleccionadores de relógios. Quando questionados, a resposta é unanime, uma colecção não está completa sem pelo menos um exemplar!

Concebido inicialmente para engenheiros e pessoas ligadas ao mundo do desporto automóvel, de onde provém a inspiração para a sua designação, o Speedmaster da Omega acabou de forma inesperada por fazer parte da maior aventura da humanidade. O texto de introdução de “Moonwatch Only” de Grégoir Rossier e Anthony Marquié, uma recente obra de referência dedicada exclusivamente ao Omega Speedmaster nas variantes que foram certificadas pela NASA, é categórico: “Ninguém poderia prever o destino notável do primeiro cronógrafo com uma escala taquimétrica sobre a luneta que a Omega lançou em 1957”.

Submetido aos mais duros testes a que alguma vez um relógio mecânico foi sujeito, o Speedmaster foi ao espaço, andou sobre a Lua, tornou-se num dos heróis da Apollo 13, teve a honra de receber o Silver Snoopy Award e chegou aos nossos dias envolto numa aura a que apenas poucos medidores do tempo podem ambicionar. O Speedmaster é definitivamente um caso à parte na história da relojoaria.

 

A Origem

Criado segundo o conceito de Pierre Moinat, director criativo da Omega em 1957, a ideia original definia um cronógrafo robusto, à prova de água e que permitisse uma leitura fácil e precisa. A caixa seria desenhada por Claude Baillot, um dos principais designers da Omega, tendo o primeiro protótipo sido construído pelas mãos de Georges Hartmann. Lançado nesse mesmo ano, o Speedmaster integrava a linha “Professional”, uma colecção na qual a Omega contava com os Seamaster 300 e os Railmaster. Uma trilogia composta por modelos com referências famosas como os CK2915, CK2913 e CK2914. Originalmente, a intenção da marca de Bienne era a de integrar o modelo na colecção Seamaster, uma decisão que nunca chegou a ser tomada, mas que é a razão pela qual a Omega manteve o cavalo-marinho como símbolo na tampa da caixa.

O “Speed”, de Speedmaster, tinha sido escolhido devido à presença da escala taquimétrica no exterior em vez de estar impressa directamente sobre o mostrador, como era hábito nesta época. Neste campo o Speedmaster era uma estreia absoluta, o primeiro cronógrafo a fazer esta escolha em todo o mundo. Quanto à designação “Master”, o termo revelava a orientação profissional do modelo, com o Seamaster dedicados ao mundo do mergulho assim como as propriedades antimagnéticas do Railmaster o tornavam apetecível a engenheiros. O Speedmaster tinha sido apresentado como um cronógrafo claramente orientado para as corridas e o desporto, complementando o posicionamento da Omega como “Timekeeper” oficial dos Jogos Olímpicos.

 

Pre Moon – 1957 a 1969

A estreia deu-se em 1957 com o CK2915, provavelmente o troféu mais ambicionado em qualquer colecção dedicada ao Speedmaster. Um modelo que hoje, se se encontrar em bom estado, é capaz de alcançar um valor acima dos 40.000 euros num leilão da especialidade. Nesta altura o Speedmaster era considerado um relógio relativamente grande num mundo onde abundavam exemplares em ouro, pequenos e de aparência clássica. O modelo inaugural era também conhecido por “Broad Arrow”, fazendo alusão à forma e às dimensões do ponteiro das horas, largo e em forma de seta, e que então estava também presente nos Seamaster e Railmaster.

No interior, o calibre 321 era um desenvolvimento do famoso CHRO C12 desenhado originalmente por Albert Piguet, e que fora introduzido em 1942 numa parceria entre a Omega e a Lemania (cal 2310). Um movimento bastante fiável usado então também por marcas como a Vacheron Constantin e a Breguet. O CK2915 seria apenas produzido durante dois anos, até 1959, altura em foi substituído pelo CK2998 que apresentava algumas melhorias técnicas e estéticas ao conceito original. Foi este o Speedmaster que foi ao espaço com Ed White, um modelo histórico que acabou por ser homenageado em 2012 com uma reedição intitulada “FOIS – First Omega In Space”.

Segue-se em 1962 a ref. 105.002, e no ano seguinte a ref. 105.003, ambas com um design similar mas apresentando pela primeira vez ponteiros em “baton” e uma luneta de diâmetros diferenciados com 38,6 e 39,7 mm, respectivamente. Os modelos estavam disponíveis com escalas de taquímetro, pulsómetro e telémetro com variantes para milhas e mesmo escala decimal, para uso industrial. O 105.003 seria o modelo usado nos exigentes testes da NASA. Descontinuado em 1966, viria a ser substituído pela ref. 145.003.

Historicamente a versão mais importante terá sido a ref. ST 105.012, o modelo que em 1969 foi à Lua com Neil Armstrong e Buzz Aldrin a bordo da Apollo 11, sendo também o modelo que melhor ilustra a transição entre as versões vintage e modernas do Speedmaster. O relógio apresentava então um caixa redesenhada, com 42 mm de diâmetro, e uma resistência à água melhorada através de uma protecção adicional dos botões do cronógrafo e da coroa. A partir daqui sucederam-se modelos com caixas com formatos distintos como o Mark II, em 1969, seguido do Mark III, IV e V, para além de um número significativo de edições comemorativas que acompanharam a produção contínua do Speedmaster clássico tal como hoje o conhecemos.

 

NASA

Segundo o astronauta Eugene Cernan, o último homem a pisar solo lunar com a Apollo 17, “O Speedmaster Professional foi, virtualmente, o único equipamento de missão da NASA que se manteve inalterado ao longo de todo o programa Apollo.” Um testemunho de excelência a que poucas marcas podem ambicionar. Este capítulo essencial na história do Speedmaster começa em 1960, quando a NASA procurava activamente relógios fiáveis que pudessem ser candidatos ao programa espacial cujo objectivo era pôr um homem na lua.

Durante os testes que decorreram ao longo de dois dias, os relógios foram submetidos a temperaturas entre 71 e 93ºC, após o que eram arrefecidos de forma repentina para -18ºC. Seguiam então para uma câmara de vácuo aquecida a uma temperatura de 93ºC, seguindo-se uma nova bateria de testes onde eram aquecidos a 70ºCs e arrefecidos instantaneamente para -18ºC. Um processo que era repetido por 15 vezes. Caso os relógios se mantivessem inalterados e a funcionar correctamente, seguia-se um teste de impacto com uma força de 40G aplicada a partir de seis direcções distintas. Adicionalmente tinham de suportar uma humidade de 93%, uma atmosfera altamente corrosiva de 100% de oxigénio, assim como um teste sonoro de 130 decibéis. Finalmente um teste de vibrações com uma duração de 90 minutos onde os relógios sofriam um impulso de pelo menos 8G.

Como esperado, nem todos os relógios sobreviveram a esta tortura. Na sua carta datada de 1 de Março de 1965, o director assistente para as operações das equipas de voo reportava que apenas o Omega Speedmaster, apesar de algumas ligeiras irregularidades, tinha tido um desempenho satisfatório. E a partir de Março de 1965, o Omega Speedmaster recebia finalmente a certificação de “flight qualified by NASA for all manned space missions” (qualificado pela NASA para todas as missões espaciais tripuladas). O único que tinha sido capaz de passar nos mais exigentes testes a que alguma vez um relógio mecânico tinha sido submetido.

O resto é história. O Speedmaster saiu para um passeio espacial com Ed White a 3 de Junho de 1965 durante 20 minutos, levando a que, após a divulgação das imagens, a Omega acrescentasse a inscrição “Professional” sobre o mostrador. Finalmente, a 21 de Julho de 1969, o homem pisava pela primeira vez a Lua, e, também pela primeira vez, um relógio era usada na superfície de um corpo celeste que não a Terra. Não no braço de Neil Armstrong, que tinha deixado o seu Speedmaster no módulo lunar, mas no de Buzz Aldrin, que seguiu Armstrong ao fim de apenas 15 minutos. Nesse mesmo ano o Speedmaster recebia algumas alterações. O movimento Lemania 321 dava agora lugar à superior frequência do Calibre 861 (Lemania 1873) que passava de 18.000 para 21.600 aph, mantendo a corda manual agora com uma autonomia ampliada para 38 horas.

Durante a Apolo 13, é o Speedmaster que permite cronometrar com precisão a ignição do propulsor de forma a fazer regressar à Terra em segurança os astronautas a bordo da missão acidentada. Sem aquela queima controlada, cronometrada pelo Speedmaster, a capsula teria saltado na atmosfera terrestre e desaparecido para sempre na vastidão do espaço. O feito valeu ao Speedmaster o “Silver Snoppy Award”, uma honra atribuída pela NASA apenas a trabalhadores e empresas contratadas por serviços excepcionais prestados e relacionados com a segurança e o êxito das missões. Um prémio devidamente comemorado pela Omega duas vezes através de edições especiais do Speedmaster.

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Pioneiro da aviação e entusiasta relojoeiro https://turbilhao.pt/breguet-pioneiro-da-aviacao-e-entusiasta-relojoeiro/ Wed, 11 Jan 2017 11:28:35 +0000 http://turbilhao.pt/?p=11675/ Se o nome de Breguet surge associado com a aeronáutica, bem como com a relojoaria, isso deve-se a um dos pioneiros do mundo da aviação, Louis Breguet (1880-1955). E se está a questionar-se sobre se Abraham-Louis Breguet e Louis eram da mesma família, a resposta é sim. De facto, Louis Breguet representou a quinta geração […]

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Se o nome de Breguet surge associado com a aeronáutica, bem como com a relojoaria, isso deve-se a um dos pioneiros do mundo da aviação, Louis Breguet (1880-1955). E se está a questionar-se sobre se Abraham-Louis Breguet e Louis eram da mesma família, a resposta é sim.

De facto, Louis Breguet representou a quinta geração da família desde a chegada a França, em 1762, do trisavô, Abraham-Louis Breguet (1747-1823), membro da Academia das Ciências Francesa, que estabeleceu o seu negócio em Paris e, com o filho, Antoine-Louis (1776-1858), elevou a arte da relojoaria ao seu pináculo. O avô de Louis, Louis-Clément Breguet (1804-1883), também membro da Academia de Ciências, inventou um grande número de instrumentos eléctricos. Arquitectou e construiu um telégrafo com mostrador adoptado por muitos países, desenvolveu vários sistemas de telecomunicações e melhorou a segurança ferroviária. Como reconhecimento dos seus muitos sucessos, o seu nome aparece na Torre Eiffel. O pai de Louis, Antoine Breguet (1851-1882), licenciado pelo Politécnico e um dos mais promissores engenheiros da sua geração, introduziu o telefone Bell em França antes de morrer prematuramente com 31 anos.

Louis Breguet, acabado de se licenciar pela Escola Superior de Engenharia Eléctrica, parecia destinado a assumir as actividades familiares de telecomunicações e motores eléctricos, tendo o negócio da relojoaria sido vendido pelo seu avô em 1870. Contudo, surpreendeu os seus familiares ao enveredar pela aviação. Resumir a carreira de Louis Breguet em poucas linhas não é tarefa fácil, dado que este e a Sociedade Anónima Das Oficinas da Aviação Louis Breguet – que estabeleceu e geriu (mais tarde conhecida como Aviação Breguet) – se tornaram nos maiores players do mundo da aviação durante quase um século. Enquanto engenheiro e gestor da empresa, Louis Breguet entrou na história da sua época por três vezes: pelo trabalho pioneiro em helicópteros, pela grande contribuição na aviação militar e pelo papel que teve na criação do transporte aéreo civil.

 

O giroplano, o antecedente do helicóptero


De 1905 a 1909, em parceria com o irmão, Jacques, e o professor Charles Richet, Louis Breguet entrou no emergente mundo da aviação com uma aproximação original: asas rotativas ou descolagem vertical. Em 1907, o seu Giroplano n.º1, uma curiosa aeronave com quatro sistemas rotativos de oito propulsores cada, esteve duas vezes em voo por cerca de um minuto: alcançou uma altitude de 60 centímetros a 24 de Agosto e quase 1,5 metro a 20 de Setembro. Foi uma estreia mundial e Louis Breguet imediatamente informou a Academia de Ciências. Na reunião de 16 de Setembro oficializou a descolagem de 24 de Agosto ao declarar: “Um veículo do tipo helicóptero conseguiu pela primeira vez levitar e descolar com o seu motor, mantimentos e um homem a bordo.” Confrontado com os maus resultados obtidos por outras duas máquinas de asas rotativas, Louis Breguet abandonou a descolagem vertical em 1909, apesar da sua convicção de que esta era uma solução promissora, e embarcou na construção de aeronaves convencionais com biplanos e, mais tarde, monoplanos.

Mas ainda não tinha encerrado, de todo, este assunto. De facto, 23 anos mais tarde, em 1932, decidiu retomar o projecto do giroplano, quando, no auge da sua carreira, foi ouvido e visto pelos seus concorrentes em todo o mundo. Embora a tecnologia tivesse avançado consideravelmente, sobretudo no que dizia respeito aos motores, o projecto ainda era visto como algo louco. Apesar disso, com uma equipa reduzida composta por René Dorand e Maurice Claisse, e depois de três anos de esforços implacáveis, em 1935 e 1936 todos puderam assistir às performances do giroplano experimental Breguet-Dorand. Batendo recordes de manobrabilidade, velocidade (108 km/h), altitude (158 metros), resistência (uma hora e três minutos) e planar (10 minutos), assumiu-se consistentemente como o primeiro helicóptero moderno. Louis Breguet influenciou assim por duas vezes a história do helicóptero e inspirou toda uma geração de engenheiros, incluindo Igor Sikorsky e Frank Piasecki.

 

Breguet e a aviação militar

Regressando em 1909 a uma abordagem mais convencional, Louis Breguet construiu biplanos para as forças armadas francesas, do Reino Unido e Rússia. Tal como os outros pioneiros da aviação mundiais, em 1914 comprometeu-se totalmente com a produção industrial de aeronaves, que na época se tinham tornado exclusivamente máquinas de guerra. A 2 de Setembro de 1914, poucos dias antes de deixar a linha da frente para tratar das suas fábricas, levou a cabo, por iniciativa própria, um dos mais arriscados reconhecimentos aéreos de sempre e que iria alertar as forças do general francês para a tentativa alemã de tomar Paris a partir do leste. Esta informação privilegiada, levada a sério pelos generais Gallieni e Joffre, culminou na primeira batalha de Marne, famosa pela requisição de táxis parisienses para transportar reforços para a linha da frente. Louis Breguet foi agraciado com a Cruz de Guerra pelo seu feito extraordinário e o seu nome ficou para sempre associado à vitória de Marne, que mudou o curso da guerra.

Contudo, o conflito transformou-se numa guerra de trincheiras. A produção de aeronaves foi intensificada, mas foram precisos mais dois anos até haver um verdadeiro desenvolvimento tecnológico na aviação. A aeronave Breguet 14 fez o seu primeiro voo em Novembro de 1916 e começou a ser produzida em massa em 1917. Este ultramoderno biplano de dois lugares apresentava uma estrutura totalmente em metal (com fuselagem e asas revestidas a lona), representando a primeira utilização de sempre de duralumínio para reconhecimento e bombardeamento, causou sensação nos esquadrões de voo graças à sua velocidade, manobrabilidade, grande capacidade de carga, assim como à altitude capaz de alcançar, 6000 metros, que o colocava fora do alcance da perseguição aérea do inimigo. Este mostrou ser um factor indiscutivelmente importante na vitória dos Aliados em 1918. O Breguet 14, do qual quase 8000 foram construídos e vendidos a cerca de 15 países, incluindo os Estados Unidos, onde esteve em serviço por mais de dez anos, deu ao seu designer uma reputação mundial.

O seu sucessor, o Breguet 19, seguiu-lhe as pisadas e continuou a equipar as forças aéreas em todo o mundo. Seguiram-se outras aeronaves de combate multi-tripulação e, mais tarde, o poderoso bombardeiro táctico, Breguet 690, encomendado demasiado tarde pela equipa do general francês para provar o que valia na batalha de França de 1940. Contudo, foi também encomendado pela Bélgica e Suécia. Louis Breguet continuou a fornecer as forças armadas até ao fim, assim como os seus sucessores. Os anos 1950 e 1960 viram o desenvolvimento e venda do Breguet 1050 Alizé, uma aeronave anti-submarinos que voou para os transportadores aéreos franceses Clémenceau e Foch até 2000, e que foi também usada pela marinha indiana. A este seguiu-se o Breguet 1150 Atlantic, uma aeronave de longo curso para patrulhamento marítimo e reconhecimento, vencedora da competição da NATO, em 1958, e adquirida pela França, Itália, Alemanha e Holanda. Uma versão melhorada continua em voo sobre os oceanos e desertos do mundo. Em seguida, surgiu o Breguet 941, um transportador de tropas que podia aterrar num campo de futebol, e, finalmente, o avião de combate franco-inglês Jaguar, que teve uma carreira longa e brilhante.

 

Breguet e a aviação civil

Foi contudo na área da aviação civil que Louis Breguet se revelou como um verdadeiro teórico e empreendedor visionário. O transporte de massas era uma antiga ambição, cujo primeiro vislumbre aconteceu a 23 de Março de 1911, quando, com 11 pessoas a bordo do seu biplano de 90 cavalos, quebrou o recorde de número de passageiros transportados. Assim que a I Guerra Mundial terminou, Breguet estava entre os que previam a aviação pacífica. Em Fevereiro de 1919, fundou a Compagnie des Messageries Aériennes para transportar passageiros e correio na rota Paris-Bruxelas e depois Paris-Londres. Nos 15 anos seguintes, Louis continuou a desenvolver uma grande rede através de parcerias, fusões e ligações que fossem coerentes e, se possível, lucrativas.

A rota Paris-Le Havre foi lançada em 1921 para ligação com os transatlânticos para Nova Iorque. No Verão de 1922, foi inaugurada a rota Paris-Marselha via Lyon com uma ligação de Lyon para Genebra. Em Março de 1923, Louis Breguet fundiu a sua empresa com a do seu concorrente na rota Paris-Londres, a Compagnie des Grands Express Aériens, presidindo à nova empresa que chamou de Air Union. Em 1929, a linha Marselha-Ajaccio-Tunes foi inaugurada; em 1931, a de Tunes-Argel; e, em 1932, a de Lyon-Cannes. No mesmo ano, a Air Union começou – operando o voo directo Paris-Genebra em associação com a Swissair – com ligações aos voos domésticos suíços. Nesse mesmo ano, a Air Union tornou-se a maior companhia aérea francesa em termos de distância voada e passageiros transportados. Em 1933, Louis Breguet assinou o documento que deu origem ao nascimento da Air France, depois de o governo francês ter decidido fundir as cinco transportadoras da época: Air Union, Air Orient, CIDNA, Farman e Aéropostale.

O Breguet 14, imortalizado com os escritos de Jean Mermoz, Henri Guillaumet e Antoine de Saint-Exupéry, deve, claro, ser mencionado no contexto dos serviços postais da Latécoère e, mais tarde, da Aéropostale na Europa, Africa e América Latina. Seria ainda injusto ignorar os voos de longa distância das aeronaves Breguet de inícios dos anos de 1920 até meados dos de 1930. Estes foram, claro, explorações individuais de aviões que ainda não transportavam carga ou passageiros, mas apontaram para possibilidades futuras e balizaram aquelas que mais tarde se viriam a tornar rotas aéreas programadas. Entre as mais conhecidas estão Paris-Tóquio, em 1924, por Pelletier d’Oisy e Bésin; Madrid-Manila, em 1926, por Gallarza e Loriga; o voo à volta do mundo, em 1927, por Costes e Le Brix, com a primeira travessia do Atlântico Sul de Saint-Louis no Senegal a Natal no Brasil; Paris-Pequim, em 1929, por Arrachart e Rignot; e, claro, o voo que capturou a imaginação popular: Paris-Nova Iorque, sem paragens, em 37 horas e 18 minutos por Costes and Bellonte a 1 e 2 de Setembro de 1930, a bordo de um Breguet 19, baptizado “Ponto de Interrogação.

Embora Louis Breguet usasse o Breguet 14 desarmado e especialmente modificado para iniciar actividade como presidente fundador de uma companhia aérea, também embarcou no design de aeronaves de passageiros, como o Breguet 28 Limousine e o Breguet 393, que mostrou possuir um registo de segurança excelente. O sucesso mais espectacular depois da II Guerra Mundial foi o Breguet 760 Deux-Pontes, uma aeronave de quatro motores com 100 lugares espalhados por dois deques e o predecessor do Airbus A-380. Este avião particularmente fiável e económico não teve qualquer acidente fatal durante os vinte anos de serviço. Numa perspicaz palestra em 1921, Louis descreveu a aeronave do futuro, que voaria a uma altitude de 13.500 metros e que colocaria Nova Iorque a uma distância de seis horas de Paris. Breguet fez tudo ao seu alcance para tornar as viagens aéreas acessíveis ao maior número de pessoas possível, rejeitando a noção de uma forma de transporte elitista, reservada apenas aos muito ricos. Em 1943, imaginou charters low-cost – uma premonição com 30 anos de avanço – com o intuito de trazer as passagens aéreas ao equivalente das viagens ferroviárias de terceira classe.

Louis Breguet morreu em 1955, ainda muito activo na empresa, e a companhia que carregava o seu nome foi assumida por Sylvain Floirat, que levou a cabo uma série de projectos. Em 1967, Marcel Dassault, outro nome importante no campo da aviação francesa, adquiriu a Breguet Aviation e incorporou-a na sua própria empresa, na altura rebaptizando-a Avions Marcel Dassault- Breguet Aviation, mais comummente conhecida como Dassault-Breguet. O governo francês aprovou o negócio, o que deu a Marcel Dassault os recursos industriais extra dos locais de Toulouse e Anglet que provaram ser muito úteis para as suas ambições globais.

 

As ligações de Louis Breguet à relojoaria

Em paralelo com as suas actividades aeronáuticas e desportivas, e em orgulhosa memória dos feitos relojoeiros dos seus antepassados, Louis Breguet mantinha contactos com a família Brown, que tinha assumido a empresa de relojoaria do seu avô. As oficinas da aviação Louis Breguet surgiam frequentemente nos livros de contabilidade da empresa de relojoaria, a partir de 1922. Isto indica que Louis Breguet ofereceu futuras oportunidades para produtos de relojoaria específicos em aviação aos então directores da Montres Breguet. Além disso, em 1923, presidiu ao grupo comemorativo do centenário de Abraham-Louis Breguet. Este levou a cabo alguns grandes eventos em França e Suíça, culminando na exposição no Museu Galliera, em Paris, que Louis Breguet inaugurou com o presidente francês, Alexandre Millerand.

Durante várias semanas, o produtor de aeronaves encontrou-se imerso no mundo da relojoaria e tomou contacto com os seus eminentes representantes de França, Suíça e Grã-Bretanha. Passou muito tempo com o industrial londrino, Sir David Salomons, e Henry Brown, dono da Montres Breguet, bem como com o filho e sucessor deste, George Brown. A 26 de Outubro, Louis Breguet convidou todos estes representantes relojoeiros para uma visita às suas fábricas em Vélizy-Villacoublay. No dia seguinte, concluiu um longo discurso no anfiteatro da universidade Sorbonne com estas palavras: “Uma das maiores jóias da coroa da indústria relojoeira é o facto de ter ajudado a marinha a resolver problemas de navegação em alto-mar. Além disso, hoje dá uma contribuição poderosa para ajudar os navegadores aéreos – cujos esforços me são particularmente caros – para encontrar o seu lugar no espaço.” Este era o engenheiro a falar: a relojoaria de facto teve desafios e uma palavra a dizer no surgimento da aviação, semelhante ao seu anterior papel na marinha. Esta declaração, da boca de um produtor de aeronaves, Louis Breguet, que era também o presidente da associação comercial da indústria da aviação, tem uma repercussão especial.

As encomendas frequentes de instrumentos de medição Breguet vindas do produtor de aviões, Louis Breguet, continuaram durante algum tempo e os relógios Breguet surgiam naturalmente nos cockpits dos aviões Breguet. É também interessante notar que um dos primeiros cronógrafos de aço com a função especial retour en vol (regresso a zero) foi vendido à empresa de Louis Breguet em 1952. Um dos primeiros exemplos daquilo que se viria a tornar o modelo Type XX dois anos mais tarde foi, então, testado por Louis Breguet e os seus companheiros – uma hábil escolha que mostra o quão próximo as duas empresas Breguet eram realmente.

Podemos concluir que o celebrado pioneiro da aviação era também um entusiasta relojoeiro. Ele revelou um grande interesse em relógios enquanto instrumentos científicos e o seu papel como consultor de bastidores para a empresa relojoeira Breguet, embora pouco conhecido, foi, contudo, real e substancial.


Encontro entre relojoaria e aviação

Concebido nos anos 1950 para a força aérea da Marinha Francesa, o Breguet Type XX é um dos modelos que marca a ligação entre o pioneiro da aviação, Louis-Breguet, e a marca relojoeira fundada pelo seu trisavô, Abraham-Louis Breguet. Actualmente, o modelo faz parte da colecção da Breguet, sendo oferecido em versões “civis” que, ao longo dos anos, foram sendo actualizadas e equipadas com a mais recente tecnologia relojoeira.

Lançado em 2016, o Breguet Type XXI 3817 é o mais novo membro da frota, destacando-se, além do look vintage, por apresentar, pela primeira vez na colecção, um fundo de caixa transparente, através do qual se pode admirar o calibre automático 584Q/2, com 48 horas de reserva de marcha e massa oscilante em ouro amarelo. Disponível com caixa de 42 mm em aço e luneta bidireccional, o novo modelo oferece um cronógrafo flyback – com ponteiros centrais dos segundos e minutos -, indicação de data e contador de 24 horas que serve de indicador dia/noite.

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MB&F https://turbilhao.pt/mbf/ Tue, 19 Apr 2016 18:26:42 +0000 http://turbilhao.esy.es/?p=3355 O nascimento de marcas como a HYT, a Urwerk, a de Bethune ou a Richard Mille transformaram os últimos quinze anos nos anos loucos da alta relojoaria. E esta recente e fascinante história do mundo das máquinas de precisão não poderia ser contada sem se referir o nome de Maximilian Büsser. Indo em sentido contrário […]

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O nascimento de marcas como a HYT, a Urwerk, a de Bethune ou a Richard Mille transformaram os últimos quinze anos nos anos loucos da alta relojoaria. E esta recente e fascinante história do mundo das máquinas de precisão não poderia ser contada sem se referir o nome de Maximilian Büsser.

Indo em sentido contrário ao das mentalidades conservadoras do mundo da relojoaria, este jovem empreendedor – Maximilian Büsser – apresentou a linha OPUS da Harry Winston, com obras surpreendentes e, mais tarde, surge acompanhado pelos seus amigos que o ajudaram na criação da sua própria marca, MB&F (Max Büsser & Friends).

Por incrível que pareça, Maximilian Büsser não tem qualquer relação familiar com o mundo da relojoaria. O seu primeiro contacto com este mundo deu-se aos 18 anos quando os pais lhe ofereceram o orçamento de 700 francos suíços para a compra de um relógio. Foi já aos 22 anos de idade, na Universidade, que teve como trabalho a realização de um estudo que envolvesse engenharia relacionada com sociologia e, por influência de um colega que usava um Rolex de 4.700 francos, decidiu fazer um estudo sobre o porquê de haver relojoaria de luxo, e pessoas que a comprem.

 

Naquela época, havia facilidade de chegar à fala com presidentes de grandes marcas, bastava enviar uma carta e apresentar-se que, de uma forma ou de outra, uma reunião seria agendada. E foi assim que tomou conhecimento com presidentes de marcas como Audemars Piguet, Breguet, Jaeger LeCoultre ou Vacheron Constantin. Em todas estas reuniões foram-lhe transmitidos os valores da nobre tradição da relojoaria suíça, isto numa altura em que o relógio mecânico estava, supostamente, condenado à morte.

Büsser pensou para si mesmo que toda a magia a que tinha assistido nestas marcas não poderia morrer, algo teria que acontecer para que a alta relojoaria não acabasse. Mas os planos que tinha traçado para a sua vida, não passavam pela indústria relojoeira. Ele tinha sonhado em trabalhar em marketing numa grande empresa, como a Nestlé ou a Procter & Gamble, mas o destino mudou-lhe os planos numa tarde de esqui, com amigos. Pararam  num local para tomar um reconfortante café, quando Maximilian se deparou com a presença de Henry-John Belmont, então CEO da Jaeger LeCoultre, com quem tinha conversado acerca do seu estudo universitário.

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Falaram sobre vários assuntos, e no final da conversa, Maximilian disse a Belmont ” Caso a Procter & Gamble não me queira, talvez a Jaeger possa ser uma solução!”. Passado uma semana estavam a trabalhar juntos. Maximilian Büsser passou sete anos nesta manufactura, onde aprendeu bastante sobre a indústria relojoeira e de onde “deu o salto” para a Harry Winston. Salto este que se revelou bastante arriscado de início, tendo tirado Maximilian da sua área de conforto, ao ver-se confrontado com uma empresa praticamente falida e na companhia de apenas sete pessoas que tentavam levar o barco a bom porto.

Mas este passo na sua vida fez com que aprendesse duas coisas: a primeira foi que, com o crescimento que a Harry Winston começou a ter, teve a noção de que era capaz de dar a volta a situações difíceis, e o segundo ensinamento que retirou desta situação foi que ninguém sabe que é capaz de realizar algo até ao momento em que é confrontado com a necessidade de o fazer. Ao mesmo tempo que a Harry Winston ia crescendo, Maximilian Büsser ia crescendo também, tornando-se uma personalidade reconhecida no mundo dos relógios.

Da mesma forma que arriscou na mudança da Jaeger LeCoultre para a Harry Winston, quis arriscar também para uma nova etapa. Esta bem mais arriscada, a criação da sua própria marca. A MB&F era já um sonho antigo, que estava adormecido na gaveta, com a falta de esperança em investimento para que pudesse arrancar. A persistência de Max Büsser, fez com que se demitisse da Harry Winston, em 2005, tendo registado a marca MB&F de imediato.

Todas as economias de uma vida, 900.000 francos, foram aplicadas na empresa. E o restante financiamento? O restante financiamento seria feito por retalhistas. Büsser partiu para o mundo com esboços do que viria a ser o HM1. Apresentou-os a retalhistas dizendo: “Este é o primeiro pedaço da minha nova marca, quer comprá-lo? Vai custar 160.000 francos!”. Quatro semanas à volta do mundo e seis retalhistas convencidos.

Relógio comemorativo

Para celebrar o 10.º aniversário da MB&F, em 2015, a marca criou uma peça comemorativa que surpreende, não só pelo design e mecânica inusitados a que a MB&F sempre nos habituou, como pelo facto de se tratar do relógio mais barato alguma vez produzido pela marca. Assim, ao invés de – e à semelhança da maioria das marcas – conceber uma peça ultra complicada e muito cara para celebrar a efeméride, Maximilian Busser preferiu criar um relógio mais acessível, como forma de agradecimento aos leais clientes que apoiam a marca desde o nascimento.

Contudo, o facto de o novo HMX custar “apenas” 29.000 francos suíços, não significa que a MB&F tenha descurado a qualidade ou criatividade a que sempre habituou o mercado e a máquina relojoeira comemorativa, cujo “X” alude, naturalmente, ao 10.º aniversário, surpreende ao primeiro olhar, ao revelar um mostrador que, na realidade, não é um mostrador literal, mas sim uma projecção do tempo, uma espécie de ilusão óptica.

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Mestria joalheira ao serviço da relojoaria https://turbilhao.pt/mestria-joalheira-ao-servico-da-relojoaria/ Wed, 10 Feb 2016 12:38:11 +0000 http://turbilhao.esy.es/?p=9345 Com grande tradição no universo da joalharia, a Harry Winston estreou-se na medição do tempo em 1989. Hoje, a marca oferece peças relojoeiras que vão desde impressionantes relógios-jóia a modelos com grandes complicações, posicionando-se no patamar mais elevado da excelência relojoeira. Nascido em 1896, no seio de uma família ucraniana, Harry Winston cedo se mudou […]

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Com grande tradição no universo da joalharia, a Harry Winston estreou-se na medição do tempo em 1989. Hoje, a marca oferece peças relojoeiras que vão desde impressionantes relógios-jóia a modelos com grandes complicações, posicionando-se no patamar mais elevado da excelência relojoeira.

Nascido em 1896, no seio de uma família ucraniana, Harry Winston cedo se mudou com os pais para os Estados Unidos da América, onde aprendeu a arte da joalharia com o pai.

harry-winstonNo ano de 1932 fundou a sua própria marca, Harry Winston, em Nova Iorque, local onde viria a ser conhecido como o “Rei dos Diamantes”, tendo sido responsável pela comercialização de algumas das mais emblemáticas pedras preciosas que viram a luz do dia, como os diamantes Hope, Lesotho, Jonker e Taylor-Burton . A enorme fama que alcançou levou-o a ser um dos principais fornecedores das mais brilhantes estrelas de Hollywood, sendo ainda hoje uma das marcas com maior presença na passadeira vermelha em noite de Óscares.

Em 1989, já sem a batuta do seu fundador, esta prestigiada marca lançou-se numa das maiores aventuras da sua história. Entrou no maravilhoso mundo da relojoaria, onde teve como mote colocar toda a sua mestria joalheira ao serviço da mais fina arte de contar o tempo, criando, assim, peças cuja integração de pedras preciosas em peças relojoeiras de excepção ficariam para a história, devido à particular atenção dedicada aos detalhes, que sempre foi o principal objectivo da Harry Winston.

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Como não poderia deixar de ser, se a marca pretendia produzir peças de Alta Relojoaria de grande qualidade, teria que se deslocar para junto dos grandes mestres. E assim, a partir do ano de 2007, as suas obras-primas passam a ser concebidas na Suíça, em Plan-Les-Ouates, pequena cidade perto de Genebra, lar de todos os seus processos de produção.

Hoje em dia são várias as colecções que compõem o portefólio desta manufactura. Como forma de homenagear a cidade de Nova Iorque, berço da marca, a Harry Winston tem a colecção Avenue que nos brinda com uma série de relógios de formato rectangular, cuja colecção se centra na arte de bem trabalhar os diamantes. Já a linha Midnight é capaz de nos transportar para a tradicional relojoaria suíça, em que o estilo clássico e intemporal dá corpo a magníficos movimentos relojoeiros, sendo alguns deles equipados com complexas complicações relojoeiras.

Para os mais aventureiros a Harry Winston produz a colecção Ocean, onde como o próprio nome sugere, podemos encontrar relógios preparados para enfrentar o rigor dos oceanos. E, como forma de homenagear o ano de 1989 e a sua primeira colecção de relógios, a marca disponibiliza a linha Premier, inspirada no primeiro relógio lançado pela Harry Winston.

Como forma de demonstrar a habilidade que a marca tem em dominar diversas matérias-primas, a família Project Z, surge com uma série de relógios construídos com zalium, uma liga apenas utilizada na indústria aeronáutica. Já a linha Historie de Tourbillon é uma colecção sofisticada de edições limitadas, cujo objectivo principal é mostrar a criação de turbilhões com a combinação de inclinações e múltiplos eixos, tornando esta colecção numa das mais complexas linhas de turbilhões do mundo.

Mas a grande revolução operada pela Harry Winston, foi o lançamento em 2001 da linha Opus, onde a marca teve como visão aliar a sua própria mestria à sabedoria de grandes mestres relojoeiros, desenvolvendo assim em conjunto, algumas das mais belas peças que a história da Alta Relojoaria já viu.

O artigo Mestria joalheira ao serviço da relojoaria aparece primeiro no Revista Turbilhão.

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