Em 2015, o Portuguesa, da IWC, celebra 75 anos.

Concebido a pedido de dois portugueses e completamente desligado daquilo que era apreciado na época, o modelo revelou-se, porém, predecessor das futuras tendências, dando origem a uma colecção própria. Três quartos de século depois, o Portuguesa é, actua lmente, um dos maiores êxitos da manufactura de Schaffhausen.

A relação de Portugal com o mar e a exploração marítima é sobejamente conhecida. Vasco da Gama, Bartolomeu Dias ou Fernão de Magalhães são apenas alguns dos nomes que ficarão para sempre ligados à história do nosso país e do mundo pelos caminhos que trilharam e que tão grandemente contribuíram para os primórdios da globalização, através da ligação marítima entre povos e culturas distintas.

A navegação, os Descobrimentos, o espírito empreendedor na busca de novas soluções e instrumentos de precisão que permitissem levar a bom porto os desejos exploratórios de um povo são, indubitavelmente, parte intrínseca da alma lusitana. E foi esta paixão pelo mar e pela precisão que, indirectamente, esteve na origem do relógio Portuguesa da IWC.

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A história deste modelo de sucesso remonta ao final dos anos trinta do século passado, quando dois empresários portugueses ligados à relojoaria – Rodrigues e Teixeira – contactaram a IWC em Schaffhausen, propondo o desenvolvimento de um relógio de pulso de dimensões generosas, cujo movimento pudesse igualar a precisão de um cronómetro de marinha. Na época, a única forma de ir ao encontro dos desejos dos dois portugueses, era equipar o modelo pedido com um movimento de relógio de bolso.

Partindo do calibre 74 – que equipava os relógios de bolso estilo hunter e que, como tal, apresentava a coroa na lateral direita da caixa, ao invés de no topo – a IWC criou, em 1939, o primeiro Portuguesa. Tratava-se de um relógio imponente para os parâmetros da época, cuja caixa de 43 mm em muito excedia o tamanho popular nos modelos de pulso, geralmente inferior a 33 mm, e cujo design sóbrio e simples contrastava com o estilo Art Déco muito utilizado então.

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A nova colecção

Em 2015, a IWC volta centrar atenções no relógio Portuguesa. A lendária colecção é agora alargada com a chegada de novos modelos e calibres. Esta transformação marca o 75.º aniversário do Portuguesa, um modelo que contribui grandemente para a imagem global da manufactura de Schaffhausen – nunca é demais lembrar que o cronógrafo Portuguesa foi um dos best-sellers da IWC durante vários anos.

Esta colecção Portuguesa de 2015 também encerra a oportunidade de a marca reforçar a sua manufactura e apresentar novos calibres destinados a moldar outros capítulos da saga IWC. De facto, várias famílias de calibres terão um papel importante no futuro: além do 52000 e derivados deste ano, a marca anunciou o lançamento das famílias 69000 e 42000 nos próximos anos. Estes novos calibres estão destinados, não só a completar a gama in-house oferecida pela manufactura de Schaffhausen, mas também – e sobretudo – a estabelecer novos padrões estéticos e técnicos. Em suma, o que a IWC pretende são movimentos exclusivos em perfeita harmonia com a imagem da marca, ou seja, fiáveis e eficientes, desenhados e produzidos utilizando os procedimentos mais modernos e que, num futuro não muito longínquo (2018, ano do 150.º aniversário da manufactura), possam equipar todos os modelos IWC.

Mas para já, este ano, a nova família de calibres 52000 irá bater no coração de quatro novos relógios da colecção Portuguesa. De um modo geral, este novo movimento automático é uma melhoria da família 51000. Incorpora dois tambores de corda – uma estreia na IWC – que permitem que o movimento bata a uma frequência de 4Hz, ao mesmo tempo que mantém a reserva de marcha de sete dias. Outras inovações à parte, vários componentes são produzidos em cerâmica, de modo a melhorar a eficiência e durabilidade.

Por entre as numerosas novas adições a esta linha de 2015, destaque para a inclusão de um calendário anual. Equipado com o novo calibre 52850, o Portuguesa Calendário Anual pretende proporcionar aos amantes da colecção uma complicação deveras útil. Por outro lado, o Portuguesa Calendário Perpétuo Data-Mês Digital Edição 75.º Aniversário (calibre 89801) apresenta um design excepcional e sublinha a complicação anteriormente apresentada noutras colecções, mas que faltava na Portuguesa.

55_IWC_PG-Tourbillon-Mistère-Rétrograde_IW504602_front_highDois Portuguesa Calendário Perpétuo (Lua dupla e simples) serão agora movidos por novos calibres da família 52000, assim como o novo Portuguesa Automático. O Portuguesa Turbilhão Mistério Retrógrado também apresenta nova elegância. Por último, e para amantes da tradição, o Portuguesa Manual 8 Dias Edição 75.º Aniversário é quase uma réplica exacta do Portuguesa original – a sua similaridade estética é surpreendente. Mais uma prova de que o primeiro Portuguesa tinha já todos os requisitos necessários para se manter actual três quartos de século depois.

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Directora/Editor in Chief | Revista Turbilhão