Bond… James Bond! Um dos mais fascinantes personagens do grande ecrã que ao fim de 26 filmes se mantém tão actual como nunca. Uma saga onde os relógios que o agente secreto usou compõem uma história quase tão cativante quanto as Bond Girls que o acompanharam nas mais diversas aventuras.

O mais famoso agente secreto da história não tinha apenas licença para matar, mas também para medir o tempo. E tendo o agente do MI6 demonstrado desde logo um irrepreensível bom gosto que vai da Aston Martin à Brioni, a sua preferência por relógios é apenas revelada com o segundo livro, “Live and let Die”, publicado por Ian Fleming em 1954. Quando em 1962 Bond passa finalmente do papel para o grande ecrã, não o faz sem um bom relógio sobre o pulso.

A primeira opção cai sobre o Rolex Submariner que Sean Connery estreia em “Doctor No”. A marca seria a opção de 007 em “From Russia With Love” (1963), “Goldfinger” (1964) e “On Her Majesty´s Secret Service (1969), a única película em que Bond é interpretado pelo actor Australiano Georg Lazenby´s. O Submariner regressaria ainda em “Live and let Die(1973), “The Man With The Golden Gun” (1974), e retira-se finalmente em “Licence to Kill” (1989).

O primeiro relógio elevado à categoria de “Gadget” surge em 1965 com a estreia de “Thunderball”, onde o Breitling Top Time ref. 2002 duplica a sua função como contador Geiger. Em “Live and let Die” a luneta do Submariner transforma-se numa serra circular, sendo ainda capaz de produzir um campo magnético que o estreante Roger Moore usa sem hesitar para abrir o fecho do vestido da Bond Girl Madeline Smith. Um filme onde a sequência inicial revela ainda o inovador Pulsar LED digital da americana Hamilton.

Para “The Spy Who Loved Me” (1977), “Moonraker” (1979), “For Your Eyes Only” (1981), “Octopussy” (1983) e “A View to a Kill” (1985), é a Seiko que assume protagonismo revelando um 0674 LC a funcionar como pager e um M354 Memory Bank Calendar que esconde um engenho explosivo.

Em “The Living Daylights” de 1987, Timothy Dalton substitui Roger Moore e introduz pela primeira e única vez um TAG Heuer na saga do agente secreto. Tratava-se de um Professional Night-Dive 1000, ref. 980.031.

 

A Omega entra em cena

Com “Golden Eye” (1995), o desafio de equipar o agente secreto é passado à Omega, agora interpretado por Pierce Brosnan. O Seamaster estreia-se equipado com um emissor de sinal capaz de detonar um engenho explosivo à distância, sendo ainda capaz de projectar um raio laser. A versão Professional 300M, com mostrador azul e movimento a quartzo, ref. 2541.80, constava já no catálogo da marca desde 1993. Em “Tomorrow Never Dies” (1997), Bond introduz a versão de corda automática, ref. 2531.80., mantendo as funções especiais introduzidas por “Q” dois anos antes.

Em “The World Is Not Enough” (1999) e “Die Another Day” (2002), o súbdito de sua majestade volta a salvar o mundo com um Seamaster no pulso. E se no primeiro filme a ref. 2561.80 lança um arpão, no segundo, a válvula de escape de hélio é substituída por um detonador accionado pelo luneta unidireccional. “Q” volta a contemplar o modelo com o famoso raio laser que tinha estreado em Golden Eye, agora activado pela coroa na batalha contra o maléfico Gustav Graves.

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Carlos escreve como freelancer para diversas publicações nacionais e internacionais sobre o tema que sempre o fascinou, a alta-relojoaria. Uma área que considera ser uma porta para um mundo muito mais vasto, multidisciplinar e abrangente - uma fonte de informação cientifica, histórica e social quase inesgotável sobre quem somos e como aqui chegamos.