Stealth Mode: On

All Black

53

Cerâmica, carbono, titânio, DLC, alumínio… pouco importa o material. A verdade é que o preto regressa em força à relojoaria, vestindo caixas, mostradores, braceletes, e revelando-se uma tendência que promete perdurar.

Como tantas outras tendências, a “moda” dos relógios negros foi buscar inspiração aos campos de batalha. De facto, os militares foram os primeiros, na segunda metade do século passado, a sentir a necessidade de usar relógios pretos, não porque estes tivessem uma aparência mais desportiva ou cool, mas porque a actuação furtiva era um elemento chave em campo. Assim, a principal utilidade das peças do tempo negras era o facto de serem anti-reflexo, não revelando a posição do utilizador ao adversário.

Rapidamente, o que começou por ser do universo militar passou para o mundo comercial e as marcas de relojoaria passaram a oferecer relógios em preto total ao comum dos mortais. O processo mais habitual para enegrecer as caixas das peças do tempo começou por ser o PVD, um revestimento industrial usado para melhorar a dureza, a resistência, e com qualidades anti-reflectivas. Mais tarde, as marcas de alta relojoa­ria melhoraram este processo com o DLC, um revestimento ainda mais forte, que empresta uma dureza do tipo da do diamante ao modelo em questão.

Actualmente, a oferta do mercado é vasta. Ao revestimento DLC juntaram-se a cerâmica, o titânio, o carbono, o alumínio e outros mate­riais provenientes de novas ligas, cuja essên­cia lhes permite ser “naturalmente” negros. Na realidade, independentemente do material, é o look, conforto e estética proporcionados que realmente interessam. E se, para os militares, era o modo stealth que importava, hoje, os imponentes relógios negros não passarão, cer­tamente, despercebidos.

PARTILHAR

Directora/Editor in Chief | Revista Turbilhão

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here