É sempre melhor começar por baixo. Faça um upgrade aos seus sapatos e suba um andar na escada do sucesso. Profissional e não só…

As mulheres têm toneladas de sapatos, os homens nem por isso, o que não significa que devam dar pouca atenção aos que têm. Pelo contrário, cada espécimen, precisamente por ser raro, merece mais atenção, e cada nova aquisição deve ser encarada como um investimento, até porque se comprar um bom par, e o tratar com esmero, este pode durar anos e anos com um ar impecável.

 

É para os sapatos que elas olham mais

Como se costuma dizer, não há segundas hipóteses para criar uma boa primeira impressão. A roupa, os olhos ou o sorriso são factores determinantes, mas o nosso olhar também é irremediavelmente atraído para o chão, mesmo que inconscientemente.

Existem inúmeros ensaios sobre o assunto, incluindo, na internet, um grupo de estudo que conseguiu identificar correctamente os factores socioeconómicos (e até preferências políticas) observando unicamente as fotografias dos sapatos uns dos outros. Assim, andar com sapatos gastos e malcuidados, passa uma mensagem de descuido. Usar ténis, com um fato, mostra que faz as escolhas erradas. Sim, os tempos estão muito mais descontraídos no guarda roupa, mas ainda assim não faz sentido levar os Nikes da maratona para o emprego. Até porque é um erro pensar-se que os sapatos mais elegantes não podem ser perfeitamente confortáveis. Não ao ponto de correr uma maratona, admitimos, mas para chegar ao fim do dia com os pés descansados.

Quatro casamentos e um funeral

Ao longo da vida vamos passar por inúmeras situações onde queremos estar no nosso melhor. Pode ser um casamento ou um funeral, uma peça de teatro, uma entrevista, um jantar de negócios com clientes ou um jantar romântico. A questão é que um par de sapatos apenas nunca será suficiente. Podem não ser tantos como no caso das senhoras, mas vamos precisar de alguma variedade e será muito mais simples de escolher se conhecermos um pouco melhor os diferentes tipos de sapatos Oxford. Os Oxford são os mais clássicos dos sapatos formais e, provavelmente, os mais necessários também, porque a sua silhueta elegante combina muito bem com tudo, desde um fato até um traje mais formal, como um smoking, para quando a ocasião surgir. Por isso, se optar por um par apenas, escolha a opção em pele preta, que permite essa versatilidade, embora existam em todas as tonalidades e tipos de peles. Os Oxford começaram por ser em bota, mas os alunos da conhecida universidade – daí o nome – preferiam usá-los na versão sapato, e foi assim que se popularizou.

 

Oxford

Os Oxford são os mais clássicos dos sapatos formais e, provavelmente, os mais necessários também, porque a sua silhueta elegante combina muito bem com tudo, desde um fato até um traje mais formal, como um smoking, para quando a ocasião surgir. Por isso, se optar por um par apenas, escolha a opção em pele preta, que permite essa versatilidade, embora existam em todas as tonalidades e tipos de peles. Os Oxford começaram por ser em bota, mas os alunos da conhecida universidade – daí o nome – preferiam usá-los na versão sapato, e foi assim que se popularizou.

 

Derby

Loja das Meias Private Label

O “outro” sapato clássico. Por vezes confundidos com os Oxford, pela sua forma muito semelhante, mas a grande diferença é que os Oxford têm as abas costuradas e nos Derbies estão soltas, ganhando assim um ar mais informal. Continuam perfeitos para usar com um fato, piores com smoking, e melhores com um look mais casual. Jeans incluídos.

Os Derbies também começaram por ser botas, no caso, de caça, mas no início do século passado perderam o cano e ganharam um estatuto mais urbano. Por causa das abas menos presas, serão também mais confortáveis para quem tem o peito dos pés mais altos e, pela sua versatilidade com estilos mais informais, torna-se mais fácil optar por diferentes cores.

 

Brogue

Loja das Meias Private Label

Não são bem um estilo de sapato, antes uma decoração, que consiste num padrão de pequenos pontos perfurados na pele. Geralmente aplicada aos Oxford e aos Derbies. Quem inventou estes pequenos “furos” foram os camponeses, para libertar melhor a água (e a lama, presume-se) nos campos, mas hoje o buraco já não perfura a pele e tem uma função meramente estética.

 

Loafer

Outro tipo de sapato slipon, sem atacadores, que acaba por funcionar bem com um fato, conferindo um toque um pouco mais descontraído ao traje – e, por maioria de razão, funciona bem também em modo mais casual. O design vem dos mocassins índios, mas o loafer original foi criado como um chinelo de casa para o rei George VI (pai da rainha Isabel II), só que teve mais sucesso do lado de lá do Atlântico do que deste. Nos anos 60, os empresários americanos começaram a usar loafers com fatos e, pouco depois, a Gucci criava o seu icónico modelo, com o rebite estribo de cavalo, popularizando então o sapato dos dois lados do oceano.

 

Chelsea boots

E porque não? A maioria dos modelos clássicos de sapatos começaram mesmo por ser botas, e nada o impede de as usar com um fato, sobretudo no Inverno, onde a protecção extra é bem vida. De cano baixo, obviamente. Não podem ter um ar demasiado desportivo, e a ponta deve ser obrigatoriamente curva, nada de botas quadradas à frente ou bicudas – regras aliás, muito válidas também para os sapatos. As Chelsea Boots, popularizadas nos anos 1960 pelos Beatles, são um bom exemplo: confortáveis, fáceis de calçar (são slip on), mas com um look elegante e esguio, perfeito para usar com fato ou com uns chinos.

 

Monk

Carlos Santos, Rosa & Teixeira

Ganharam esse nome por causa dos monges que os usavam em alternativa às sandálias tradicionais, sobretudo nos meses mais frios. Podem ter uma ou duas fivelas, e são hoje sobretudo usados como um pequeno toque extra de vaidade, pois aquelas fivelas são mesmo um ponto focal. De resto, cumprem uma função muito semelhante aos Derbies, perfeitos para conjugar com fato ou look mais smart casual.

Bruno Lobo
A área do Lifestyle tem muito poucos segredos para Bruno Lobo, jornalista com mais de 15 anos de experiência. Da moda aos automóveis, da relojoaria à tecnologia, da gastronomia à beleza. Porque “a vida é bem mais agradável com estes pequenos grandes prazeres”. GQ e Fora de Série são duas revistas onde o seu cunho se sentiu mais forte, mas já colaborou com várias revistas nacionais e internacionais, incluindo a Turbilhão, “com enorme prazer por poder contribuir para este projecto editorial”.