O vintage tornou-se uma tendência forte. Busca-se no passado o que é exclusivo, belo e tem qualidade. E, assim, abriu-se o caminho para um mercado de peças pre-owned, que é cada vez mais importante. Na sua área, a boutique dos relógios plus foi pioneira, antecipando serviços exclusivos para os clientes que desejam entregar um relógio antigo para comprar um novo ou apostar na aquisição de um modelo pre-owned certificado.

O vintage é um valor seguro. Resiste ao tempo, preservando a qualidade e a beleza ao longo de décadas. É clássico e, muitas vezes, único. Numa época em que tudo é efémero e de consumo rápido, o vintage sobressai porque tem uma história para contar. E é um bom investimento. Antigamente, o termo utilizava-se, sobretudo, para fazer referência às melhores colheitas de uva, produtoras de vinhos refinados e envelhecidos que perduravam por gerações, como é o caso do vinho do Porto Vintage. Com o tempo, o conceito estendeu-se a outros segmentos: da moda ao mobiliário e automóveis, passando, claro, pelos relógios. São consideradas vintage as peças criadas a partir da década de 20 do século XX, que são referências estéticas e determinaram tendências. Mas não só. E a idade e raridade determinam o preço.

A magia do vintage? A sua aura de passado. Mas um passado em tons sépia, onde tudo parecia mais seguro, belo e eterno — os bons velhos tempos. Uma viragem após o triunfo da novidade, juventude, frescura, brilho. No sector da relojoaria, por exemplo, muitos proprietários de relógios clássicos desejaram, durante muito tempo, que estes fossem polidos e limpos para parecerem sempre novos. Hoje, pelo contrário, aceita-se o envelhecimento como um reconhecimento do seu valor. Mais: o mercado abraçou esta nova tendência. Os coleccionadores começaram a procurar peças únicas ou valiosas, por razões da história, das emoções ou do valor. As leiloeiras ajudaram ao fenómeno, procurando peças raras e colocando-os à venda. E, assim, um novo negócio nasceu: o da busca da singularidade.

No mundo do vintage, os relógios com a mesma referência não são iguais. A exposição à luminosidade criou tonalidades distintas em cada exemplar, tornando cada relógio diferente e único. Nesta época em que tudo parece mover-se à velocidade da luz, os relógios vintage tornaram-se mais relevantes do que nunca. Raros e históricos, quem não desejaria ser o feliz detentor de um destes exemplares?

©WARNER BROS/KOBAL/REX/SHUTTERSTOCK

Mas esta não foi a única viragem. O mercado de relógios de luxo pre-owned também sofreu uma enorme transformação nos últimos anos. E, em Portugal, a Boutique dos Relógios Plus foi pioneira nesta tendência. Apostou em serviços exclusivos para os clientes que desejam entregar um relógio antigo para comprar um novo ou, simplesmente, para os que querem apostar na aquisição de um modelo pre-owned certificado. Na realidade, deixou de ser um incómodo ter um relógio que foi propriedade de outro. Pelo contrário: é agora motivo de orgulho possuir um raro modelo vintage, que deixou de ser fabricado ou é difícil de encontrar.

Daí que a Boutique dos Relógios Plus tenha apostado firmemente neste sector de actividade. Presta um serviço que permite uma maior facilidade na troca dos relógios que os clientes já não usam ou querem substituir. E este serviço está conjugado com um espaço exclusivo: a área de Trade In Watches, existente em qualquer uma das Boutiques dos Relógios Plus, permite ao cliente entregar o relógio que pretende substituir. Este será, então, avaliado por um especialista e ser-lhe-á atribuído um valor, que poderá ser utilizado na compra de um relógio ou jóia novos. Simultaneamente, a Boutique dos Relógios Plus passou a disponibilizar o serviço Pre-owned Watches, com o qual o cliente poderá seleccionar de entre uma panóplia de modelos pre-owned. Sempre com a garantia de que se tratam de modelos de conceituadas marcas, devidamente certificados. Este serviço possui um private lounge no segundo piso da Boutique dos Relógios Plus Art, na Avenida da Liberdade, 194, em Lisboa. Um local calmo e exclusivo, para quem procura um produto único. Mais recentemente, este serviço passou a estar também disponível no piso -1, na nova Boutique dos Relógios Plus do Porto, na Avenida dos Aliados, 127.

 

Esta tendência vintage não é exclusiva do mundo dos relógios. O sector da moda percebeu também a mudança de valores. Há poucos meses, a Levi’s apresentou um novo website, Levi’s Secondhand, para vender exclusivamente jeans vintage e em segunda mão, muitos dos quais comprou a clientes ou encontrou em lojas vintage. A Gucci lançou, na mesma altura, uma colaboração com The Real-Real, algo que não se julgaria possível há alguns anos, época em que as marcas de luxo evitavam o mercado de segunda mão. Outro exemplo? A By Far e a Vestiare Collective.com colaboraram num conjunto de malas de mão feitas a partir de produto danificado. E a By Far introduziu mesmo um serviço de reparação para que os clientes possam ter as suas malas renovadas. Na mesma área, a Collector Square, fundada em 2013, apostou na venda online de malas, relógios, joalharia e coleccionáveis em segunda mão, mas autenticados. O mercado nesse sector está tão frenético que surgiu uma revista, a Display Copy, que apresenta apenas moda vintage e em segunda mão.

IWC, Pilot Le Petite Prince

A ThredUp prevê que o mercado de revenda vintage e pre-owned atinja os 64 mil milhões de dólares em 2024, e que, em 2021, o de segunda mão online cresça 69 por cento. A luso-britânica Farfetch viu respostas tão positivas ao seu serviço de revendas de malas de mão, o Second Life, no Reino Unido, que o lançou nos Estados Unidos. A razão foi simples, segundo a empresa: os clientes pediram-no. A Farfetch aproveita assim a onda da circularidade económica (um conceito cada vez mais importante), para fidelizar clientes no seu site. Com a internet e o Instagram, a acessibilidade dos consumidores a produtos que estavam apenas disponíveis nas grandes cidades é agora total. E um novo motor de busca, o Gem, foi criado para a moda de segunda mão e vintage. Algo que atrai novos consumidores, fazendo crer que esta não é uma tendência para desaparecer a breve prazo, mas sim para continuar.